Rússia manterá a neutralidade sobre a disputa territorial entre Japão e China.


Moscow se manterá a margem da disputa que enfrenta Tóquio e Pequim pelas ilhas Senkaku/Diaoyu, no mar do Leste da China, afirmou o secretário do Consejo de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, em sua visita ao Japão.

“Não podemos ficar do lado de ninguém, eles devem negociar entre si, porém pedimos que as disputas territoriais se resolvam mediante o diálogo e pela via política e diplomática”, declarou Pátrushev.

Advertiu de que as numerosas disputas territoriais entre os países da Ásia-Pacífico representam a maior ameaça para a região, que afronta também outros esferas mais comuns, como o terrorismo, o narcotráfico ou a imigração ilegal.

“A situação da região é muito dinâmica deve ser vigiada para acompanhar em que direção vai mudando, e sejam mantidas as garantias de estabilidade para que cada uma das partes possa expressar sua opinião e visão”, acrescentou o alto funcionário russo.

Patrushev, que foi entrevistado no Japão com o primeiro ministro Yoshihiko Noda, o ministro de Exteriores Koichiro Gemba e o titular da Defesa Satoshi Morimoto, destacou as primeiras consultas entre representantes do Conselho de Segurança russo e a chancelaria niponica.

“Durante essas conversações se acordou manter contatos permanentes para analisar assuntos bilaterais da segurança regional e internacional. Além do que, os convidamos a Moscow e a Vladivostok onde em julho do próximo ano ocorrerá um encontro internacional sobre a segurança”, anunciou Patrushev.

Por outro lado, segundo Patrushev, o Ministério da Defesa do Japão também expressou seu desejo de “participar nas consultas de todos os níveis com a Rússia e estreitar o contato com o Ministério de Defesa da Rússia”.

Tóquio acolheu a visita do secretário do Conselho de Segurança russo como uma oportunidade para criar um clima favorável às vésperas da reunião em Moscow entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o primeiro ministro do Japão, Yoshihiko Noda, prevista para dezembro próximo.

O conflito entre Tóquio e Pequim pelo arquipélago Senkaku, como se conhece no Japão, e Diaoyu, como é conhecido na China, se agravou depois que o Japão nacionalizou três das cinco ilhas ao adquiri-las dos seus proprietários privados, o que provocou protestos enfurecidos na China.

As ilhas disputadas se situam a uns 400 quilometros ao oeste da ilha niponica de Okinawa e ocupam uma superfície de apenas seis quilometros quadrados, mas sua plataforma marinha pode conter importantes reservas de petróleo.

fonte: http://sp.rian.ru/international/20121025/155369966.html