EUA têm interesse em apoiar separatismo nos Bálcãs.


IUGOSLAVIA

Num encontro com Zoran Andelkovic em maio de 2005 quando ele acumulava os cargos de vice-presidente do parlamento da Sérvia e de secretário geral do Partido Socialista, abordamos o tema da união estatal entre a Sérvia e o Monte Negro, sem deixar à margem a situação no Kosovo.

– Que perspectivas terá a atual União da Sérvia e do Monte Negro e como irão evoluir as relações entre Belgrado e Podgorica?

– Foi Xavier Solana que inspirou o processo de reunificação da Sérvia e do Monte Negro. Em 1999, ele ocupava o posto de secretário-geral da OTAN e iniciou a guerra contra a Iugoslávia. O atual chefe do governo, Milo Ducanovic, sempre quis ser um político independente, mas hoje as suas posições são mais fracas do que há alguns anos atrás. Ele espera contar com o apoio da União Européia e de Solana que tudo fazem para que Monte Negro se transforme num Estado soberano. Posso dizer com certeza que o nosso partido e o nosso parceiro no parlamento – o Partido Radical da Sérvia – não vão apoiar a saída do Monte Negro da Federação. Sem isso Ducanovic jamais poderá alcançar os seus objetivos visando à soberania.

– Nos últimos anos o Kosovo tem sido “um ponto mais quente” no contexto da situação regional. Lá restaram poucos sérvios, os albaneses kosovares aterrorizam-nos e os sérvios locais não têm por onde se refugiar. Vêem-se forçados a vender seus terrenos por uma pechincha. Tudo isso acontece sob a supervisão da ONU. Nova York qualifica o processo de pacificação como um sucesso. Mas na realidade está em vias de formação um novo país chamado a Grande Albânia com a eventual sede em Prístina.

– Lamentavelmente, os interesses dos EUA no Kosovo e no Monte Negro estão virados não para a unificação, mas sim para o apoio de ânimos separatistas no Balcãs. Não é segredo que, nos anos de 1998-99, Washington prestava apoio às organizações muçulmanas do Kosovo. Por via clandestina, os independentistas recebiam milhões de dólares para a criação do Exército de Libertação do Kosovo. O dinheiro era doado por alguns congressistas norte-americanos, bem como por uma série de organizações não governamentais dos EUA. Hoje este processo não é tão patente, mas alguns políticos da época do Presidente Clinton continuam criando Fundos de Apoio através dos quais têm canalizado para o Kosovo os tamanhos meios financeiros.

Não queremos que o estatuto do Kosovo seja definido já este ano. Não se esqueça que a Resolução 1244 do Conselho de Segurança da ONU, adotada no Verão de 1999, não faz referência alguma à soberania do Kosovo. Basta citarmos os exemplos de Hong Kong e do Macau. Lá eram necessários quase 50 anos para resolver a questão da independência. Por é que nos propõem entregar Kosovo aos albaneses locais, conceder-lhes a terra, onde durante séculos viveram nossos antepassados sérvios e onde se encontram nossos santuários cristãos ortodoxos? Só porque este desígnio tem sido apoiado pelos EUA? [1]

Moscou critica Ocidente por indiferença ao vandalismo no Kosovo

Moscou está decepcionada com a reação dos parceiros ocidentais à profanação de monumentos no cemitério sérvia no Kosovo, declarou o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov.

Segundo ele, Moscou vê uma tendência perigosa de tolerância aos que estão tentando reescrever a história da Segunda Guerra Mundial.

Falando sobre as previsões de estabilidade política no Sul dos Balcãs, Lavrov disse que Moscou está “contra a redefinição das fronteiras da Europa”.[2]

fontes: [1] http://portuguese.ruvr.ru/2013_01_29/Zoran-Andelkovic-os-EUA-tem-interesse-em-apoiar-separatismo-nos-Balcas/ Autor: Konstantin Katchalin

[2] http://portuguese.ruvr.ru/2013_01_29/Moscou-critica-Ocidente-por-indiferenca-ao-vandalismo-no-Kosovo/