Mulheres norte-americanas conquistaram o direito de matar.


A female US soldier stands in front of the wreckage of an US army truck

Segundo informou o jornal The Washington Post, o secretário da Defesa dos EUA Leon Panetta decidiu levantar a proibição sobre a participação de mulheres-militares em operações de combate direto.

A partir de 2013, as mulheres estão autorizadas a servir na infantaria, artilharia, tropas blindadas, assim com nas tropas especiais.

Contudo, os chefes militares mantêm o direito de, em alguns casos, não permitir que mulheres participem em operações específicas. Nomeadamente, até 2016, continua vedado às mulheres o serviço em forças especiais como os Navy SEALS e a Força Delta.

O levantamento parcial da proibição do serviço das mulheres nas unidades de combate das Forças Armadas Norte-Americanas tinha ocorrido já há um ano. Mas as ativistas mais radicais não ficaram satisfeitas com isso, elas estavam impacientes para desempenhar papeis mais ativos.

Em novembro do ano passado, quatro mulheres-militar es processaram o Pentágono, exigindo a declaração da proibição da participação em combates como inconstitucional . Elas foram apoiadas pela American Civil Liberties Union (União Americana para as Liberdades Civis). Os argumentos dos partidários do levantamento total da proibição consistem em que, por exemplo, nas guerras do Iraque e do Afeganistão, onde não existe uma linha da frente demarcada, as mulheres participam de facto em operações de combate. Apenas há que ajustar as regras instituídas à situação real. Além disso, referiu uma das queixosas, a proibição de ocupar determinados cargos prejudica a sua progressão na carreira, o que resulta em discriminação pelo gênero.

Todavia, a questão não é tanto a formalidade jurídica, mas sim conceitos como a igualdade de direitos, a ausência de discriminação, etc. A luta pela igualdade de direitos das mulheres adquiriu hoje, em muitos países, traços completamente monstruosos. Na sua ânsia de ultrapassar os homens, as mulheres por vezes violam todas as leis determinadas pela natureza. Quando rebentou o escândalo relativo às torturas e sevícias sobre os prisioneiros na mal-afamada prisão de Abu Ghraib, as mulheres fizeram precisamente parte dos torturadores mais sádicos.

Atualmente, as mulheres representam 14% dos 1,4 milhões de militares das Forças Armadas dos EUA. Segundo foi contabilizado, o levantamento da proibição irá abrir-lhes cerca de 230.000 novas vagas.

A admissão das mulheres para servirem em pequenos coletivos, cujos membros estão em contacto próximo permanente uns com os outros cria determinadas dificuldades psicológicas e puramente fisiológicas. Porém, depois da recente decisão do presidente dos EUA Barack Obama de permitir o acesso ao serviço militar a homossexuais assumidos, esses argumentos parecem de pouca importância.

Segundo referiu o fundador do US Centre for Military Readiness (Centro dos EUA para a Prontidão Militar) Elaine Donnelly, “trinta anos de investigações, relatórios e experiência prática demonstraram que nas unidades de combate que participam diretamente em operações, na infantaria, as mulheres têm oportunidades desiguais de sobreviver ou ajudar os seus camaradas a sobreviver. E o lado físico é apenas parte do problema”.

Mas as partidárias da “igualdade de direitos”, assim como os legisladores norte-americanos que as apoiam, não ficam impressionadas por isso. O desejo de segurar uma espingarda e dar uns tiros é claramente mais importante. As feministas modernas parecem ter esquecido completamente, no seu frenesi bélico, a finalidade principal da mulher.

Autor: Boris Volkhonski

Fonte: Voz da Rússia