População a beira do pânico na Coréia do Sul.


North-Korea--South-Korea

Após a saída da Coreia do Norte dos acordos de não-agressão mútua, os supermercados da Coreia do Sul registraram um aumento brusco da demanda por alimentos enlatados e macarrão instantâneo.

De acordo com os inquéritos da opinião pública, o número de sul-coreanos que acreditam na provável guerra com o vizinho do norte, aumentou de 40% em 2010 para 59% em 2012.

Ultimamente, os militares sul-coreanos vêm registrando um incremento das atividades do Exército, Marinha e Força Aérea norte-coreanos.

Anteriormente, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, tinha ameaçado destruir a ilha sul-coreana de Baengnyeongdo.[1]

Segundo uma declaração oficial, divulgada, quinta-feira, pelo porta-voz do Ministério da Defesa norte-coreano, “o acordo intercoreano de não agressão, celebrado há 60 anos, perdeu a força jurídica”. Lembrando que o documento em causa foi assinado após a guerra civil de 1950-53.

A Coreia do Sul decidiu retirar-se do acordo, reagindo dessa forma ao reforço das sanções aplicadas pelo CS da ONU depois da terceira explosão nuclear efetuada por Pyongyang em 12 de fevereiro. Como se sabe, o acordo de não agressão constituiu um quadro jurídico para a manutenção da paz na península da Coreia, disse, em declarações prestadas à Voz da Rússia, o diretor de programas coreanos do Instituto de Economia, Gueorgui Toloraya. Convém dizer que a paz era mantida em virtude da situação vivida na península no período pós-guerra. Além disso, peritos reputam ser impossível uma saída unilateral do acordo de armistício. Em princípio, tal passo não deverá produzir efeitos jurídicos ou políticos significativos, assinalou Toloraya.

“Apesar de Pyongyang ter direito de permanecer em estado de guerra e iniciar operações militares, dificilmente fará isso na realidade. A saída do acordo, sendo uma parte do jogo político, fará agravar a situação. Por isso, a iniciativa tem por objetivo conseguir certos benefícios e forçar Washington a incitar um diálogo direto.”

O abandono do acordo de armistício foi esperado, anunciou em entrevista à Voz da Rússia o dirigente do Centro de Pesquisas Coreanas, Alexander Vorontsov.

“Claro que tal decisão não vem fortalecer a segurança e a confiança entre os Estados. Antes tem contribuído para o agravamento da tensão. No entanto, não se deve esquecer que a RDPC tinha manifestado a disposição de substituir o atual acordo por um tratado de paz com os EUA, vistos como a maior parte beligerante. Fosse como fosse, a declaração sobre a saída do acordo provocou a agitação nas lojas e nos centros comerciais da Coreia do Sul. Não há pânico apesar de que, segundo os inquéritos mais recentes, 59% dos sul-coreanos consideram viável uma hipótese de guerra.”

O Exército da Coreia do Sul tem constatado uma elevada atividade militar do eventual adversário na terra, no ar e no mar. Por outro lado, tal podia ter sido a primeira reação às manobras conjuntas americano-sul-coreanas Key Resolve que se prolongarão até ao dia 30 de abril que se tornaram já mais um catalisador da escalada da tensão na península da Coreia.[2]

A Coreia do Norte irá continuar realizando a política orientada para preparativos militares, “incrementando as forças nacionais de dissuasão nuclear”, declarou em Pyongyang um representante do Comitê Estatal de Defesa.

Ele confirmou que o acordo de armistício entre as duas Coreias, assinado no fim da guerra de 1950-1953, perdeu validade e a Coreia do Norte “se considera livre das obrigações decorrentes do mesmo”.

Enquanto isso, as fontes militares sul-coreanas afirmam que o número de voos de caças de combate norte-coreanos aumentou 6 vezes, alcançando 700 voos diariamente.[3]

Fontes:

[1] http://portuguese.ruvr.ru/2013_03_13/panico-em-massa-vem-envolvendo-coreia-do-sul/

[2] autor: Konstantin Garibov http://portuguese.ruvr.ru/2013_03_14/coreia-do-norte-abandona-acordo-de-armisticio-com-coreia-do-sul/

[3] http://portuguese.ruvr.ru/2013_03_13/coreia-do-norte-saiu-do-acordo-com-coreia-do-sul/