Síria no centro das atenções.


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Terça-feira 14/05 o presidente da Rússia promoveu o terceiro ciclo de conversações, nesta semana, a respeito da solução do problema da Síria.

Depois do encontro com o secretário de Estado norte-americano John Kerry e o primeiro-ministro da Grã-Bretanha David Cameron, Vladimir Putin recebeu em Sochi o chefe do gabinete de ministros de Israel Benjamin Netanyahu.

O Sr. Netanyahu agradeceu a Putin o convite de visitar Sochi, a “cidade que serve mais de todas para a realização das olimpíadas” e propôs promover o próximo encontro em Eilat. Aliás, depois deste convite veio uma ressalva muito importante: ultimamente Eilat foi submetido várias vezes ao fogo a partir da península de Senai. Netanyahu apontou que isso faz lembrar que “toda a região ferve e num certo sentido pode ser considerada, inclusive, como explosiva”. Ao mesmo tempo, Israel por enquanto não comenta de forma alguma os ataques aéreos, que tinham sido infligidos contra o território da Síria em princípios de maio. Durante a sua estadia em Sochi, o premiê israelense deu a entender que quaisquer possíveis ações contra Israel irão deparar uma resposta bastante rígida.

“Procuramos conseguir a paz com todos os nossos vizinhos. Conseguimos acordos de paz com eles.Tomará que, consigamos o mesmo com os demais. Infelizmente, soubemos graças à experiência própria, que a paz se faz somente com os fortes, somente com os que estão em condições de defender-se. E a nossa tarefa consiste em defender os nossos cidadãos. E é assim que sempre fazemos.”

O presidente da Rússia ressaltou por sua vez que a situação na Síria permite hoje desestabilizar toda a região do Próximo Oriente. Por isso, todas as partes interessadas devem dar provas de responsabilidade especial.

“Nós, eu e meu colega, temos a compreensão comum de que a continuação do conflito armado neste país pode acarretar consequências mais perversas. Somente a cessação mais rápida da luta armada pode impedir isso.”

Vladimir Putin ressaltou que as consultas entre a Rússia e Israel sobre a questão síria irão continuar, inclusive mediante os contatos entre os serviços de inteligência.

A situação na Síria foi o principal tema também nas conversações dos lideres dos EUA e da Grã Bretanha em Washington. Também neste caso as posições das partes continuam invariáveis. Os dois países pretendem continuar a prestar ajuda à oposição enquanto Bashar Assad não deixar o seu posto e a violência for cessada. O presidente dos EUA Barack Obama fez a seguinte declaração na conferência de imprensa.

“Continuamos a prestar em conjunto a ajuda humanitária à população da Síria, afetada pela guerra civil, continuamos também a prestar a ajuda à oposição e a fazer o possível a fim de preparar a transição da Síria para a democracia sem Bashar Assad. Partimos da posição de que a Rússia, na sua qualidade de um dos lideres no palco mundial, tem não somente a possibilidade mas também a obrigação de fazer o possível para conseguir a solução do problema sírio.”

David Cameron também confirmou que a solução do problema sem Moscou é impossível, embora as partes tenham sérias divergências.

“A história da Síria escreve-se agora com o sangue aos nossos olhos. O mundo deve unir os esforços a fim de cessar a violência. Saudamos o consentimento de Putin de aderir a nós a fim de conseguir a solução política. Devemos fazer com que as partes sentem à mesa de conversações para criar um governo de transição. E embora tenhamos sérias divergências, temos também interesses comuns: uma Síria estável, a estabilidade geral na região e o impedimento do crescimento do extremismo.”

Aliás, o presidente americano fez uma observação importante: reconheceu que os esforços diplomáticos podem também ser inúteis. Aliás, tanto Cameron, como Obama preferiram não precisar se existe ou não alguma alternativa. O premiê britânico fez lembrar que por enquanto não se trata da ajuda aos insurretos em forma de fornecimento de armas, mas os parceiros prestam à oposição síria o apoio técnico, incluindo o material de guerra não letal.[1]

Síria bombardeou Colinas de Golã.

Desde o território sírio foi executado um ataque contra as Colinas de Golã, utilizando morteiros, segundo notifica o jornal israelense The Jerusalem Post, citando um representante das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).

De acordo com a mesma fonte, vários projéteis explodiram na área do monte Hermon, nas Colinas de Golã. Informações sobre feridos ou danos não são disponíveis.

Após o bombardeio, as IDF fecharam as Colinas de Golã para os visitantes, encaminhando uma respectiva queixa ao departamento das Forças das Nações Unidas para observação da separação das tropas sírias e israelenses.[2]

Lavrov nega ligação entre fornecimento de mísseis S-300 à Síria e ataques aéreos de Israel.

A decisão de fornecer à Síria mísseis antiaéreos S-300 não está ligada aos ataques aéreos de Israel a esse país; ela foi tomada muito antes desses acontecimentos, declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov.

“Basicamente, os sistemas antiaéreos são fornecidos para proteger o país-cliente de ataques aéreos. Mas esses contratos tinham sido celebrados muito antes da altura em que a Síria foi atacada pelo ar, no ano passado e agora”, disse ele em entrevista ao canal de TV libanês Al Mayadin.[3]

Fontes:

[1] http://portuguese.ruvr.ru/2013_05_15/siria-no-centro-das-atencoes/ :: Autor: Polina Tchernitsa

[2] http://portuguese.ruvr.ru/2013_05_15/siria-bombardeou-colinas-de-gola/

[3] http://portuguese.ruvr.ru/2013_05_16/Lavrov-nega-ligacao-entre-fornecimento-de-misseis-S-300-Siria-e-ataques-aereos-de-Israel/