A China incrementou seu arsenal nuclear em 2012.


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Dos cinco países nucleares legalmente reconhecidos, a China é o único que incrementou seu arsenal nuclear em 2012, indicou o Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI) em seu informe anual publicado nessa segunda-feira.

China, EUA, França, Grã-Bretanha e Rússia “ou estão implantando novos sistemas de lançamento de armas nucleares ou tem anunciado programas para faze-lo, e parecem resolvidos a manter seus arsenais nucleares indefinidamente; dos cinco, só a China parece estar expandindo seu arsenal nuclear”, destaca o informe.

No caso da China, o aumento foi de 240 a 250 ogivas não implantadas em 2012.

Também estão ampliando seus arsenais nucleares a Índia e o Paquistão que, junto com Israel, não pertencem oficialmente ao “clube” mas também dispõem de armas nucleares.

Os oito países citados tinham ao começar este ano umas 4.400 armas nucleares operacionais, das quais umas 2.200 se encontravam em estado de alerta máxima. Se forem contabilizadas as ogivas não implantadas, no mundo há umas 17.265 armas nucleares, frente a umas 19.000 a princípios de 2012.

A redução da produção ocorreu principalmente em EUA e Rússia que diminuíram seus arsenais conforme ao novo Tratado START.

No seu informe, o SIPRI destaca assim mesmo um notável corte das forças de paz implantadas a escala global (em mais do 10 por cento no passado, devido ao começo da retirada das tropas aliadas do Afeganistão), e a falta de novos signatários ao pé da Convenção internacional de 2008 sobre uso, produção, comercialização e armazenamento de bombas de cluster.[1]

China aprova o programa de navios com propulsão nuclear.

O Governo da China aprovou oficialmente o programa de criação de navios de superficie com propulsão nuclear, antes de tudo porta-aviões, comunicou o portal chinês Sina.

Na primeira etapa está previsto o desenvolvimento de um reator nuclear compacto de nova geração. O respectivo projeto já avança e recebeu o código “863”. Os novos reatores seriam instalados em porta-aviões, submarinos estratégicos, destroiers e barcos mercantes.

Em fevereiro passado, a Oficina Nacional de Estatísticas da China publicou um informe sobre o desenvolvimento econômico e social em 2012. Segundo o documento, o projeto “863” foram realizados 1.165 trabalhos de investigação e desenvolvimento relacionados com a alta tecnologia.

Atualmente na China se leva a cabo um programa de construção de porta-aviões. Na primeira etapa se planeja construir até quatro navios desse tipo, dois dos quais seriam entregues em 2015 ou 2016. Deslocarão entre 50.000 e 55.000 toneladas mas não tenrão propulsão nuclear.

Na segunda etapa do programa está previsto construir ao menos dois porta-aviões de 65.000 toneladas de deslocamento, que seriam entregues à Marinha depois de 2020 e utilizariam propulsão nuclear.

A vantagem dos navios de propulsão nuclear é a sua autonomia praticamente infinita, só limitada pelas possibilidades da própria tripulação.[2]

Fonte: [1] http://sp.rian.ru/Defensa/20130603/157220729.html

[2] http://sp.rian.ru/science_technology_space/20130222/156472607.html