EUA reposiciona suas forças no Mediterrâneo devido à suspeita de ataque com armas químicas na Síria.


Publicado às 14.31 horas de Moscow, atualizado às 15.53 hora de Moscow.

O Pentágono reposiciona seus navios de guerra no Mediterrâneo até a Síria com a intenção de decidir usar as forças navais para a resolução do problema sírio, declarou o Secretário da Defesa dos EUA, Chuck Hagel.

“O departamento de Defesa tem a responsabilidade de apresentar ao presidente (Barack Obama) as opções para todas as contingências possíveis. Isso requer um reposicionamento dos nossos recursos e forças para poder realizar toda opção que o presidente escolha”, declarou sem entrar em detalhes Hagel, citado por The Washington Post.

Anteriormente, uma fonte do Pentágono comunicou a Reuters que o navio de guerra Mahan, que havia finalizado seu posicionamento no Mediterrâneo e devia regressar a sua base no estado da Virgínia, permanecerá na região. Na mesma ocasião, a fonte negou que a Armada tivesse recebido ordens de preparar-se para uma operação militar.

Enquanto, uma fonte da Administração de Obama, citada pela mesma agencia, declarou que o presidente dos EUA ia se reunir neste sábado com seus assessores de segurança nacional para analisar as informações sobre o suposto ataque com armas químicas nos arredores de Damasco.

Na quarta-feira passada, ativistas de vários grupos opositores denunciaram um ataque com armas químicas no subúrbio damasceno de Ghouta que se cobrou, segundo diversas estimativas, de 600 a 1.300 vidas. Segundo a oposição, o ataque foi lançado pelo Exército, acusações que negaram tanto o Governo como o mando militar sírios.

As informações sobre o suposto ataque apareceram poucos dias depois de que avançaram a Damasco um grupo de especialistas da ONU, encabeçados por Ake Sellstrom, encarregado de investigar as acusações recíprocas do regime e da oposição quanto ao uso de armas químicas no conflito armado na Síria.

O Secretario Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu uma investigação urgente do incidente. Este sábado, legou a Damasco sua Alta Representante para Assuntos de Desarmamento, Angela Kane, para assegurar que os especialistas das Nações Unidas obtenham acesso ao lugar do suposto ataque químico.

Na véspera, o porta-voz da Coalizão Nacional para as Forças da Revolução e a Oposição Síria (CNFROS), Khaled Saleh, afirmou que a oposição garante a segurança dos inspectores da ONU.

Fonte: http://sp.rian.ru/international/20130824/157904739.html