Rússia intensificará suas ações diplomáticas para impedir uma Guerra contra a Síria.


e1cb5213f39f8d1d3c0f6a7067007956

Rússia não poderá impedir uma intervenção militar dos EUA e outros países do Ocidente contra a Síria mas tentará organizar um grupo de países opostos à solução pela força, estimaram os especialistas entrevistados por RIA Novosti.

“Não existem possibilidades de parar a intervenção visto que os EUA e os demais países não têm a intenção de solicitar a aprovação do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou o presidente do Conselho para a Política Exterior e de Defesa, Fiodor Lukianov, que acrescentou que, em resposta, a Rússia vai tentar reunir um grande grupo de países que se opõem à operação militar para exercer pressão.

A diretora do Centro de Assuntos Ásia e Oriente Médio do Instituto Russo de Estudos Estratégicos, Elena Suponina, compartilhou esta postura e informou que a Rússia se limitará a criticar a ação militar no entanto não tomará medidas concretas.

“A força da Rússia consiste em suas habilidades diplomáticas e o peso que têm no Conselho de Segurança da ONU mas, a considerar que esta operação se realizará à margem das Nações Unidas, Moscow não poderá reacionar. Pode ser que não seja tão mal porque, apesar da gravidade do problema sírio não é um motivo suficiente para iniciar uma dura confrontação com o Ocidente. As relações entre a Rússia e os EUA já são tensas”, indicou Suponina.

Segundo o presidente do Instituto para Assuntos do Oriente Médio e Israel, Evgueni Satanovski, a reação de Moscow no caso de uma intervenção do Ocidente na Síria será “colérica e diplomática e mostrará a toda a humanidade a diferença entre o agressivo bloco ocidental e a progressiva Federação Russa”.

Entretanto, o diretor do Centro Nacional egípcio de Estudo do Oriente Médio Muhammad Mujahid Az-Zayat, afirmou que os EUA ameaçam a Síria com uma intervenção militar pois está preocupado pelos últimos êxitos das tropas governamentais sírias.

“As ameaças de uma intervenção militar que lançam os EUA, Europa e Turquia, na realidade, poderiam ser um intento de impor ao presidente sírio a solução política do conflito que já não está disposta a aceitar depois da virada a favor de suas tropas”, opinou Mujahid Az-Zayat.

Deste modo os EUA e seus aliados aspiram a restabelecer o equilíbrio de forças na Síria. Para conseguir este objetivo poderiam inclusive disparar golpes contra instituições públicas e bases militares mas nunca num conselho da ONU já que a Rússia e a China jamais aprovariam esta ação.

Fonte: http://sp.rian.ru/international/20130828/157933863.html