Rússia e EUA podem destruir conjuntamente as armas químicas sírias.


68106-eightO secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o chanceler russo, Sergey Lavrov, em Genebra anunciam acordo sobre a Síria.

Moscow e Washington podem trabalhar conjuntamente na destruição do armamento químico sírio, segundo uma fonte diplomática citada pelo periódico russo Kommersant.

O ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, instou na segunda-feira (9/9/13) a Damasco que coloque seu arsenal químico sob controle internacional para evitar assim um ataque dos EUA. A proposta também prevê a posterior destruição das armas químicas sírias e a plena adesão do país à Organização para a Proibição deste tipo de armamento (OPAQ). A Chancelaria russa anunciou que em breve a Rússia apresentará um plano para por em marcha sua iniciativa.

Kommersant afirma que a Rússia já entregou o documento aos EUA na terça-feira depois que Washington solicitou uma reunião entre Lavrov e seu colega norte-americano, John Kerry num encontro em Genebra, na Suíça.

Segundo as expectativas, o plano russo consta de quatro fases: Damasco entra na OPAQ; as autoridades sírias revelam onde estão situadas as instalações de produção e armazenamento das armas químicas; os inspetores chegam a estas instalações; o Governo da Síria junto com eles decide como será destruído esse armamento.

Damasco já declarou que está disposto a renunciar completamente as armas químicas e aderir a Convenção sobre a Proibição do desenvolvimento, Produção, Armazenagem e Uso de Armas Químicas e sobre sua destruição. A Síria é um dos sete países que não assinaram esse acordo, também Israel, Egito, Angola, Sudão do Sul, Birmânia e Coréia do Norte.

A fonte não descartou que a Rússia e os EUA possam ocupar-se conjuntamente da destruição do armamento na data do renovado Programa de Redução Cooperativa Nunn-Lugar de Ameaças mas indicou que a decisão por enquanto não está tomada.

Desde 1991, EUA ofereceu assistência através do programa Nunn-Lugar às ex-repúblicas soviéticas para reciclar seu armamento nuclear e químico e os meios de seu transporte. Em 2003 o Congresso norte-americano estendeu o programa a outros países. Em 2012 o Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia declarou que as propostas dos EUA sobre sua prolongação deixaram de corresponder a sua visão da colaboração neste âmbito. Os Estados Unidos se declarou disposto a debater essa questão.

Fonte: http://sp.rian.ru/international/20130912/158069052.html