Moscow disse que todavia não há garantias para evitar uma intervenção militar contra a Síria.


syria-33Local da base naval da Rússia em Tartus na Síria.

Apesar das perspectivas de por fim à ameaça do armamento químico na Síria, todavia não há garantias definitivas para evitar uma intervenção militar estrangeira contra o país árabe, afirmou o vice-ministro de Assuntos Exteriores da Rússia Serguei Riabkov.

“Atualmente, não há garantias de que não se produza um retorno à variante de força. O único que fizemos foi adiar a ameaça de um emprego da força e trabalhamos para que essa pausa seja permanente” disse Riakov em declarações à emissora Voz da Rússia.

Ao comentar os passos empreendidos pela Síria para renunciar a seu arsenal químico, Riabkov disse que agora o mais importante é implementar os acordos alcançados pela Rússia e EUA para por sob controle internacional e sua posterior liquidação de esses arsenais químicos sírios que supõem um perigoso fator de risco na zona.

“É importante continuar de acordo com o plano Lavrov-Kerry. Os sócios americanos aceitaram nossos argumentos”, disse o diplomata russo, ao destacar que no entanto, os EUA promove fatores que podem impedir seriamente o desarmamento químico da Síria.

“Washington porém conserva planos de apoiar à oposição síria com itens importantes de armas e a realização desses planos conduzirá à desestabilização da situação na Síria”, disse Riabkov.

Na opinião do funcionário, o processo para neutralizar os riscos do arsenal químico sírio deve respaldar-se com passos que atenuem a confrontação entre as partes implicadas no conflito.

“Temos dado o primeiro passo. E se apartamos as ameaças o mais distante possível, teremos possibilidades adicionais para tocar o processo de paz e iniciar o trabalho previsto nas negociações de Genebra”, acrescentou Riabkov.

Fonte: http://sp.rian.ru/international/20130926/158174743.html