Não foi descartado o uso de força ocidental contra a Síria.


Quando o conflito irrompeu na Síria em 2011, EUA e seus aliados intervieram imediatamente. O objetivo era apoiar a oposição para derrubar o governo do presidente Assad e, assim, quebrar a aliança estratégica Irã-Síria.

Em agosto de 2013, o governo Assad viu-se em situação crítica, quando o governo dos EUA acusou-o pela morte de centenas de civis num ataque com armas químicas. Prontos para empregar força militar contra a Síria, EUA e França prepararam-se para enviar tropas. No momento crítico, uma proposta dos russos, de “trocar armas químicas por paz” foi aceita pelos dois lados, pelo governo do presidente Assad e pelos EUA. EUA e Rússia chegaram a um consenso, para realizar uma segunda reunião em Genebra, para conseguir a transição política na Síria. 



Desenvolvimentos na crise síria deram ao mundo esperanças de que a questão seria resolvida mediante acordo político. Mas há condições: o governo do presidente Assad deve renunciar – e essa cláusula é o núcleo da “transição política” almejada por EUA e pela União Europeia. 



A destruição dos arsenais químicos sírios não impedirá os EUA de usarem força militar contra o país. O que houve foi simples adiamento. Por quê? 



Primeiro: a entrega das armas químicas sírias conta como ‘vitória moral’ para os EUA e também elimina a preocupação quanto ao uso, pela Síria, daquelas armas. 



Segundo: o exército sírio está combatendo contra forças religiosas extremistas e grupos da al-Qaeda; e interessa aos EUA que essa luta seja situação de perde-perde. 



Terceiro: não há ‘bons’ líderes nas hostes dos ‘rebeldes’ sírios. 



O que se vê é que, se o presidente Assad for re-eleito, sua re-eleição será o grande impulso para que os EUA usem força militar. 



Pretextos não faltarão: dizer que a Síria escondeu armas químicas; pressionar a Corte Criminal Internacional para que acuse o presidente Assad de ter usado armas químicas contra civis; impor algum prazo limite inaceitável para que Assad deixe o governo. E, claro: os EUA podem simplesmente apoiar os rebeldes organizados para derrubar o governo do presidente Assad.

Fonte: http://english.peopledaily.com.cn/90777/8512084.html