Chanceler acusa: EUA não tem o direito moral de ensinar nada sobre normas internacionais.


A chancelaria russa acusou ontem (06/03) de “cinismo”, “dois pesos e duas medidas” e “primitiva distorsao da realidade” o Departamento de Estado dos EUA que na véspera refutou os argumentos do presidente Vladimir Putin sobre a crise na Ucrania.

O porta-voz do Ministério de Relações~oes Exteriores, Alexandr Lukashevich, apontou que Washington “interpreta unilateralmente os acontecimentos” na Ucrânia, obviando numerosos testemunhos de arbitrariedades por parte de radicais nacionalistas.

“Por mais uma vez presenciamos sua inaceitável arrogância e pretensão de verdade absoluta”, constatou o diplomata em um comentário publicado na web da chancelaria.

Lukashevich considera que “ os EUA não tem nem pode ter direito moral de ensinar nada sobre a observância das normas internacionais e o respeito a soberania de outros países”.

Recordou em particular os bombardeios da ex Jugoslávia e a invasão do Iraque com um pretexto falso.

Também mencionou precedentes mais remotos, de intervenções militares para a suposta defesa de cidadãos norte-americanos no Líbano (1958), República Dominicana (1965), Granada (1983) e Panamá (1989).

Apesar deste histórico, Washington qualifica de “agressão armada” a atuaçao da Russia que procura defender seus compatriotas – etnia majoritária na Crimeia- e impedir que os ultranacionalistas organizem “outro Maidan sangrento”, segundo Lukashevich.

“EUA segue sendo incapaz de uma reação adequada quando a evolução dos acontecimentos nao enquadra em seus cliches”, indicou o diplomata.

Fonte: http://sp.ria.ru/international/20140306/159472285.html