As 4 armas do futuro que o Pentágono deveria retirar de seu arsenal.


Um artigo analítico da revista dos EUA ‘The National Interest‘ sugere, em plena redução do enorme orçamento militar, os quatro projetos de armas que permitiriam salvar ‘a grande coisa’.

Cada ano o Pentágono gasta bilhões de dólares em desenvolvimento de armas, mas muitas vezes este dinheiro é aplicado mal em projetos que não o merecem.

Parte do problema se deve a erros no processo, mas muitas vezes o triste resultado é produto de um sistema que está mal concebido ou ‘sobrecarregado’ com requisitos contraditórios, aponta o autor do artigo na respeitada revista ‘The National Interest’, Dave Majumdar, analista em temas militares.

O especialista cita 4 exemplos de programas que devem ser cancelados.

Submarinos para substituir os da classe Ohio.

Estes submergíveis portarão só 16 mísseis balísticos nucleares, em lugar dos 24 Trident D5 dos Ohio. Seu preço unitário estimado de 4.900 milhões significa que o custo dos 12 submergíveis desta classe chega à enorme soma de 59 bilhões de dólares, mas contando a investigação e o desenvolvimento, a Armada terá gasto 100 bilhões.

O custo dos submarinos que substituirão os Ohio é produto da insistência da Marinha em abarrotá-los de sistemas de alta tecnologia muitas vezes não testados. Os novos barcos incorporarão um novo reator que teria uma vida útil de 42 anos.

Esse investimento tem sentido, mas os novos submergíveis estratégicos  também incorporariam um completamente novo e não provado motor elétrico de imãs permanentes, para propulsar as naves muito silenciosamente. Além disso contará com novas superfícies de controle de popa, X-Plane, operadas por comandos eletrônicos.

O autor não põe xeque que a Armada necessite de um novo submarino estratégico, mas dado o enorme custo do projeto concreto, a Marinha necessita voltar à mesa de desenho e considerar um projeto mais simples e mais barato, conclui.

Drones de ataque e de reconhecimento embarcados do projeto UCLASS.

Os veículos aéreos não tripulados UCLASS da Armada dos Estados Unidos foram concebidos originalmente como uma plataforma de ataque não tripulada de longo alcance que poderia restaurar a capacidade de porta-aviões para destruir seus alvos no interior profundo do território inimigo.

Oceano Atlantico (14 de maio de 2013) Um X-47B Unmanned Combat Air System(UCAS) voa perto do porta-aviões USS George H.W. Bush (CVN 77). O George H.W. Bush é o primeiro porta-aviões com sucesso a catapultar e lançar uma aeronave não tripulada de seu convés de vôo. (Foto da marinha EUA por Erik Hildebrandt / liberado)

A Marinha esteve perdendo essa capacidade desde que o Grumman A-6 Intruder foi aposentado na década de 90 (o projeto do sigiloso A-12 Intruder, que devia substituí-lo foi abandonado antes). As armas dos UCLASS permitiriam aos porta-aviões descansar fora do alcance inimigo e lançar ataques contra objetivos fortemente defendidos desde longe.

Mas a Marinha tem “subestimado os requisitos para a aeronave”, afirma o autor. No lugar de uma plataforma de ataque de longo alcance furtiva, a Armada agora imagina uma aeronave modestamente sigilosa e ligeiramente armada que se centrará em missões de reconhecimento.

Segundo o previsto, na atualidade não há nada para cumprir as missões de bloqueio (‘anti-access’) e de negação de área (‘area denial’) no oeste do Pacífico, algo muito necessário para preservar a relevância dos porta-aviões.

Navio de combate litoral (LCS).

O LCS da Marinha é outro programa mal concebido. Originalmente desenhado como um navio modular que poderia ser reconfigurado para caçar submarinos, lutar contra outros naves de superfície e neutralizar minas, o programa se traduz em um “um elefante branco, mal armado e excessivamente caro”, segundo ‘The National Interest’. Os barcos desta classe seguem sendo construídos, mas por um preço muito maior do que o previsto originalmente.

E acima, de todos os módulos previstos da nave, atualmente só um módulo anti-submarino funciona, com eficácia muito questionável.

Tanques M1A3 Abrams.

O Exército está desenvolvendo uma nova versão do aclamado veterano Abrams, o carro de combate principal. Mas o próprio Abrams segue sendo um dos melhores tanques no mundo, seu projeto consta de mais de três décadas e não oferece muito espaço para modificações. O Exército necessita de um novo tanque, desenvolvido desde o zero e que tenha possibilidades para futuras modificações.

A Rússia está desenvolvendo uma nova família de veículos blindados e carros de combate chamada Armata, que inclui um carro de combate principal. A China também está desenvolvendo tanques modernos. Enquanto isso, a Alemanha reconhecido que não pode seguir atualizando indefinidamente seu Leopard 2 e se embarcaria no desenvolvimento de um novo Leopard 3.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: http://actualidad.rt.com/actualidad/164520-especialista-eeuu-4-armas-retirar