Rússia recuperou ‘raízes’ na Crimeia.


O presidente russo, Vladimir Putin canta o hino nacional na cerimonia de aniversário de um ano da anexação da península de Crimeia da Ucrânia rali (AP)

18 mar 2015 – Falando a dezenas de milhares de simpatizantes do lado de fora das muralhas do Kremlin, o presidente Vladimir Putin descreveu a anexação Península da Criméia da Ucrânia para a Rússia, como um movimento para proteger os russos étnicos locais e recuperar as “raízes históricas” da nação.

Discursando na reunião de aniversário da anexação, Putin também prometeu levantar-se para o Ocidente, que respondeu ao movimento russo golpeando sanções dolorosas ao país.

Aos 62 anos de idade do líder russo, que ressurgiu na segunda-feira depois de uma ausência de 10 dias da vista do público que por esse motivo alimentou intensa especulação sobre sua saúde e manutenção no poder, olhou energético e falou com força para a multidão entusiasmada, que se reuniu junto à Praça Vermelha perto da Catedral de São Basílio.

“Nós percebemos que não era apenas sobre o território, que temos o suficiente”, disse ele.

“Trata-se de raízes históricas, sobre as raízes da nossa espiritualidade e um Estado.”
Ele passou a dizer que ele continua a pensar que “russos e ucranianos são um povo”, e manifestou a esperança de que os ucranianos viriam a condenar “nacionalistas extremistas” e as duas nações poderiam restaurar as relações normais.

A Luta que se deflagrou no leste da Ucrânia entre os separatistas apoiados por Moscou e tropas do governo logo após a anexação da Criméia já custou mais de 6.000 vidas, de acordo com as Nações Unidas. A Ucrânia e o Ocidente acusaram a Rússia de alimentar o motim com tropas e armas, acusações estas que Moscou negou.

Os Estados Unidos e a União Europeia responderam com sanções econômicas e financeiras contra a Rússia. Junto com a queda dos preços do petróleo, que têm impulsionado a economia russa para uma recessão este ano.

Mas, apesar da crise econômica e uma forte desvalorização do rublo, a popularidade de Putin manteve-se forte em mais de 80%. Ele prometeu que a Rússia vai resistir à pressão do Ocidente, e “superar todos os problemas e dificuldades que eles tentaram criar para nós do lado de fora”.

Putin acrescentou em uma nota de auto-ironia, que contrastava com o clima festivo, orgulhoso pela reunião, que “vamos superar as dificuldades, que é o que temos tão facilmente criado para nós mesmos nos últimos tempos”.

Não estava claro o que o Sr. Putin quis dizer, mas os críticos de Kremlim mantiveram o presidente responsável por dirigir a Rússia isolada com a anexação da Criméia e o suporte dos separatistas na Ucrânia oriental. Disseram que o Kremlin fez piorar as coisas, proibindo mais comida ocidental em retaliação aos EUA e às sanções da UE, um movimento que ajudou a inflação do combustível e contribuiu para uma queda nos padrões de vida.

Fonte: http://www.belfasttelegraph.co.uk/news/world-news/russia-regained-roots-in-crimea-31077834.html