Podem Rússia e China dar suporte militar à Venezuela se ocorrer a invasão dos EUA?


Com a ameaça dos EUA na Venezuela, Rússia e China oferecem apoio militar à Venezuela, nesse sentido, a Rússia participa dos exercícios militares venezuelanos para ativar assim um escudo contra a invasão americana na República Bolivariana da Venezuela.

Os ministros da Defesa da Rússia e da Venezuela concordaram em uma reunião que tiveram para organizar a entrada amigável de navios russos nos portos do país latino-americano. Além disso, Shoigu aceitou o convite do seu homólogo venezuelano, Vladimir Padrino López, para a participação da Rússia em exercícios militares das forças de defesa aérea e das manobras russas de tiro múltiplo com lançadores de foguetes BM-30 Smerch.

“Todos os planos e projetos conjuntos bilaterais são implementados de forma intensiva”, destacou Shoigu, recordando as palavras do presidente russo, Vladimir Putin de que a Venezuela não é apenas um amigo da Rússia, mas um parceiro muito próximo, um dos mais importantes na América Latina. Antes do exercício militar que acontece neste sábado, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López disse que “é um exercício de coordenação civil-militar, se algo tem todo o país e as Forças Armadas é a sua união cívico militar, essa é a maior força que temos.”

O Ministro da Defesa forneceu detalhes, em referência às manobras militares a serem realizadas em todo o país. Neste sentido, ele ressaltou que “não são exercícios de demonstração militar do nosso sistema de armas, é mais do que tudo de articulação com o nosso povo.”

Estes são os dados oficiais relacionados à formação militar:

1. Todos os comandantes de regiões, porta-vozes políticos e até o presidente incorporados ao plano de defesa da pátria.

2. Os treinamentos contarão com cerca de 30 exercícios e vão ser realizados durante um período de 10 dias.

3. Do contingente de 100.000 pessoas, inclusive 20.000 civis, todas declaram que são voluntários, e não milicianos.

4. Cerca de 17 exercícios de atiradores das forças especiais, a Polícia Bolivariana.

5. Distribuição e organização de vários organismos combatentes para a custódia das áreas e objetivos estratégicos das áreas energética, petrolíferas, bem como as empresas básicas do estado.

6. As instalações anteriormente mencionadas como pontos de possíveis ataques, incluindo a Assembleia Nacional (AN), o Ministério da Defesa (MD), o Palácio de Miraflores, etc, são revisados ​​com maior determinação e definição para custódia.

7. Dentre as implantações das forças armadas para as diferentes áreas do país se destacam o Golfo da Venezuela, a costa atlântica, Puerto Cabello com os fuzileiros navais, El Pao com Componentes Terrestres do Exército, a fronteira ocidental em Apure com unidades de blindados, Aviação Militar em Charallave em conjunto com Amuay, no estado Falcón, entre outras.

8. Os soldados e navios russos irão participar de atividades pautadas. Sobre este ponto, Padrino López disse que isso não é novidade: “não há tanques de nossa tripulação que tenham viajado para a Rússia para participar em competencia com eles e da mesma forma eles estão vindo para acompanhar o nosso exercício”.

Por fim, o ministro Padrino López, disse que o comandante-em-chefe da FANB, Nicolas Maduro vai se dirigir no período da tarde a todas as unidades militares e ao povo em geral.

China oferece apoio a Venezuela.

A ministra do Poder Popular para as Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, o embaixador da República Popular da China, Zhao Rong Xia, na Casa Amarela Antonio José de Sucre, em Caracas.

Durante o encontro, a chanceler agradeceu o apoio pronunciado pelo Governo da República Popular da China a nosso país, tendo em vista a política de agressão dos Estados Unidos.

Neste sentido, Rodríguez e Rong Xia conversaram sobre a vigência da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e a necessidade de consolidar dentro da comunidade internacional os princípios da igualdade dos Estados, a autodeterminação dos povos e o respeito à soberania.

Além disso, revisaram os outros assuntos das relações bilaterais e multilaterais que existem entre ambas as nações, segundo um boletim de imprensa do Ministério de Relações Exteriores.

A República Popular da China defendeu a predomínio da igualdade, o respeito mútuo e a não intervenção ante a escalada de agressões dos EUA contra a Venezuela.

“A China espera que os dois países possam manejar suas relações tendo por base a igualdade, o respeito mútuo e a não interferência nos assuntos internos um do outro”, manifestou o porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, citado pela agencia Xinhua.

O funcionário destacou que tais princípios são aplicáveis para todas as relações entre as nações do mundo. “A adesão dessas normas não só eatá de acordo com os interesses destes dois países, como também contribuirá para salvaguardar a paz e a estabilidade na América Latina”, acrescentou.

O presidente dos EUA, Barak Obama, acrescentou uma nova agressão contra a Venezuela, ao assinar um decreto executivo que declara o país sulamericano como uma “ameaça extraordinária e incomum à segurança nacional e política exterior norte-americana”.

Autor: José Vivas.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: cibersurvenezuela