Falha fatal da Força Aérea Russa.


Depois de duas décadas de negligência, a força aérea russa está desfrutando um renascimento financiado pelo petrodólar.

Em 2010, a força aérea e a aviação naval comprou apenas 19 novos aviões de asa fixa. O número de novos aviões aumentou para 24 em 2011, 35 em 2012, 51 um ano depois e uma a gritantes 101 unidades em 2014. Este ano, o Kremlin espera adquirir 91 novos aviões de asa fixa.

Mas apesar de toda essa modernização, há uma coisa grande que a força aérea russa ainda não pode fazer.

Quase 30 anos depois que os Estados Unidos e seus aliados mais próximos marcaram o início de uma era de munições guiadas de precisão, em que quase todos os aviões de combate possuem bombas e mísseis guiados a laser, radar, infravermelho e GPS, a Rússia ainda fica atrás no desenvolvimento, aquisição e emprego de tais “inteligentes” munições ar-terra – especialmente as de longo alcance.

“Algumas categorias estão ausentes completamente, como, os mísseis stand-off lançados do ar e guiados com precisão (na classe da MBDA Storm Shadow e a Raytheon AGM-154 Conjunto de armas Stand-Off) e bombas guiadas por satélite, apesar do fato de essas bombas terem sido testadas com sucesso pelos militares russos”, escreve Alexander Mladenov na edição atual de Aeronave de Combate.

Na mesma linha, Moscou não conseguiu adquirir segmentação pods para seus aviões de guerra. Muitas outras forças aéreas usam esses pods de sensor para encontrar alvos por armas inteligentes. Mas não a Rússia.

Consequentemente, para o Kremlin, “todos os bombardeiro e caças táticos recém-introduzidos da força aérea russa contam com tecnologias de alvo ar-superfície de 30 anos de idade”, explica Mladenov.

Autor: David Axe

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: National Interest