Oriente Médio: Inicia-se uma nova guerra em 31 de outubro.


A informação mais atualizada indica que a tragédia do dia 31 de outubro foi provocada por ato terrorista a bordo do Airbus A321. Se essa suposição for comprovada, e considerando a reação das autoridades russas, pode-se dizer que o Qatar finalmente conseguiu a guerra que tanto queria.

Mapa ao lado: Airbus A-321 da Metrojet russa transportando 224 passageiros e tripulação decola e desaparece dos radares 23 minutos depois, a 31 mil pés de altitude.

Incidentalmente, o ministro de Relações Exteriores do Qatar Khaled al-Atyya ameaçou publicamente a Rússia com “a Terceira Guerra Mundial”. Não podemos falar pela Rússia, mas no que tenha a ver com os clãs qataris, a guerra já começou.

O Sinai é zona de responsabilidade de formações pró-Qatar. Sempre existiu um acordo não escrito entre Egito, Qatar e Arábia Saudita, que impedia quaisquer atos terroristas nos resorts egípcios. Ainda mais grave, o acordo determina que em todos os casos haveria partilha de informações sobre ameaças aos resorts.

Se se confirmar que o avião A321 foi destruído por terroristas pró-Qatar, haverá fúria no Egito e desprazer em Riad. Há todas as razões para acreditar que, no mínimo, uns poucos membros da elite do Qatar acabarão por pagar com a vida.

Mas, será que a história ficará resolvida com uns poucos criminosos qataris com altos postos no governo despachados dessa para melhor? Também há razões para crer que a liderança russa está inclinada a crer que o incidente do A321 foi declaração direta de guerra, semelhante aos ataques do 11/9 nos EUA. Todas as organizações terroristas de alguma envergadura são apoiadas por um ou outro daqueles países ou interesses financeiros.

Também se deve prestar atenção à posição da Grã-Bretanha. Quase imediatamente depois do ataque, Londres anunciou que os serviços secretos britânicos teriam interceptado conversas telefônicas entre terroristas conectados ao Estado Islâmico. Se tal informação houve, ela não foi levada ao conhecimento dos russos.

Por isso o Ministério de Relações Exteriores fez lembrar aos britânicos em tom muito firme que aquela informação teria de ser partilhada. “Estamos chocados com a notícia de que o governo britânico talvez tenha informação que pode lançar luz sobre o que realmente aconteceu nos céus do Egito” – disse a porta-voz do MRE da Rússia, Mariya Zakharova.

Não se pode dizer que MI-5 e MI-6, e portanto também a CIA, tinham informação sobre um ataque terrorista antes de o ataque acontecer. Mas provas circunstanciais sugerem que, bem provavelmente, sim, tinham. De certo, mesmo, hoje, é que depois de longa conversa telefônica entre Vladimir Putin e David Cameron, o nível de troca de informações entre Londres e Moscou aumentou muito.

Em qualquer caso, um ataque terrorista confirmaria a necessidade de renovar a cooperação entre o ocidente e a Rússia, pelo menos no nível dos serviços especiais.

Se for confirmado o atentado contra um avião civil russo, podem ter certeza de que a liderança russa reagirá; deve-se esperar que a luta contra o terrorismo se intensifique muito. Na prática, significa ampliar o escopo da operação militar na Síria e em outras partes do mundo. É provável que a ênfase seja transferida para uma verdadeira guerra global ao terror – que implica atacar patrocinadores e organizadores das formações radicais.

Autor: The Saker

Fonte: The Vineyard of the Saker