Os 10 fatos sobre a derrubada do bombardeiro russo Su-24 efetuado pela Turquia.


Esta terça-feira um bombardeiro tático russo Su-24 foi derrubado na Síria pela Força Aérea turca. Moscow e Ankara tem proposto versões contrárias para o incidente, e as circunstâncias do sinistro permanecem sob investigação. Isto é o que se conhece até o momento.

1. Desinformação turca.

Nesta terça-feira a televisão turca informou que um avião militar não identificado caiu na Síria, próximo da fronteira com a Turquia. Mais tarde, o Ministério da Defesa da Rússia comunicou que se tratava de um bombardeiro tático Su-24 de sua Força Aérea, derrubado por um caça turco F-16 quando realizava missões antiterroristas no território sirio.

2. O bombardeiro caiu numa zona controlada pelos rebeldes sírios

A aeronave russa caiu em território sírio controlado por milicias turcomenas. Acredita-se que ao menos 2.000 turcomenos, que formam parte do Exército Livre da Síria, lutam contra as forças governamentais sírias.

3. Um dos pilotos foi assassinado e o segundo sobreviveu

As milicias turcomenas asseguraram haver assassinado a tiros aos dois pilotos, que desciam de paraquedas após ejetarem-se do avião. No entanto, o copiloto conseguiu sobreviver e depois de uma operação de resgate de 12 horas, os corpos especiais russos e sírios conseguiram resgatar o copiloto, quem posteriormente foi transladado à base russa de Jmeimim em Latakia.

4. Turquia apunhala a Rússia pelas costas

A reação do presidente russo, Vladimir Putin, à derrubada do avião militar foi muito firme. “É um sucesso que excede o quadro da luta normal contra o terrorismo”, disse Putin. Este incidente “é como se os cumplices do terrorismo nos tivessem apunhalado pelas costas. O que sucedeu não pode qualificar-se de outra maneira”, agregou o mandatário apontando que este ataque “terá trágicas consequências para as relações russo-turcas”.

5. A Turquia insiste em que o Su-24 violou seu espaço aéreo durante 17 segundos

Ankara mantêm a versão de que o bombardeiro russo Su-24 derrubado por um caça turco F-16 violou o espaço aéreo da Turquia durante 17 segundos. O Ministério de Defesa russo, por sua parte, afirma que não só o avião russo em nenhum momento cruzou a fronteira sírio-turca, mas que foi o interceptador turco que avançou no território sírio para atacar o bombardeiro russo.

6. “Não houve violação do espaço aéreo turco nem advertências”

Segundo Ankara, o avião russo foi derrubado depois de não responder às repetidas advertências. No entanto, o piloto resgatado insiste que sua aeronave não violou o espaço aéreo da Turquia “nem um só segundo”. “É impossível termos violado seu espaço aéreo. O céu estava claro, e todo o vôo estava sob meu controle até o momento da explosão do avião”, explicou o copiloto.

Além disso desmentiu a versão turca sobre supostas advertências antes de serem atacados. “Não houve nenhuma advertência. Nem por rádio nem visualmente. Assim que seguimos nosso rumo. É preciso entender a que velocidade estavam tanto o bombardeiro como o caça F-16 turco. Se quisessem nos advertir poderiam por-se em paralelo conosco. Mas não o fizeram. O míssil entrou pela cauda do nosso avião inesperadamente. Nem sequer o vimos, de maneira que não nos deu tempo fazer a manobra antimíssil”, detallhou o piloto.

7. Ao contrário, a Turquia violou a soberania da Síria

O Estado Maior da Rússia indicou que na realidade foi o caça turco que cruzou a fronteira com a Síria para atacar o bombardeiro russo.

Por sua parte, o ministro de Exteriores sírio, Walid al Muallem, disse que este incidente demostra que a Turquia está “ajudando os terroristas na Síria”. “Os esforços para acabar com o Estado Islâmico e outros grupos terroristas ofendem a Turquia”, afirmou o chanceler.

8. Turquía se esconde atrás da OTAN

“Ao invés de estabelecer contato conosco de imediato como se deve fazer, pelo que sabemos a Turquia se dirigiu aos seus parceiros da OTAN para discutir o tema, como se nós tivéssemos derrubado seu avião, e não eles ao nosso”, condenou Putin. Por sua parte, a Alianza expressou seu apoio e solidariedade a Ankara.

9. Rússia suspeita “provocação planejada”

“Temos sérias dúvidas de que não se tratou de um ato intencionado, já que tem todo o aspecto de uma provocação planejada”, disse o ministro de Exteriores russo, Serguei Lavrov. O chanceler indicou que nas conversações com seu homólogo turco, Mevlut Cavusoglu, este não pode declarar se Ankara coordenou com os EUA suas ações contra o Su-24. Além disso, Lavrov lamentou que a OTAN tenha encobertado seu aliado.

10. O sistema anti-aéreo S-400 como resposta à agressão turca

Despois do ataque sofrido pelo bombardeiro tático pela Turquia, Moscow decidiu reforçar sua presença militar na Síria para proteger as forças militares russas que efetuam operações antiterroristas. Uma dessas medidas é que na base militar russa de Jmeimim, na província síria de Latakia, serão implantados os sistemas antiaéreos S-400.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: RT.com