Irã transfere urânio enriquecido à Rússia e espera o fim das sancões.


Irã confirmou a exportação de nove toneladas de seu urânio enriquecido à Rusia, como parte do acordo nuclear e expressa confiança de que a aplicação do pacto acelere o fim das sancões econômicas.

O urânio que é enriquecido no Irã vem do Zimbabwe na África.

O diretor geral de Assuntos Políticos e de Segurança do ministério de Relações Exteriores, Hamid Baeedinejad, comentou que foi executada em 28 de dezembro “uma das tarefas mais difíceis do Plano de Ação Conjunta Integral (PACI)”, nome oficial do entendimento com seis potências mundiais.

Além disso essa exportação foi “uma das operações mais complicadas para transferir reservas de urânio a partir do Irã” após dois meses de trabalho ininterruptos para concretizar o envio em coordenação com Rússia e Cazaquistão.

Na informação divulgada em uma rede social, Baeedineyad disse que o intercâmbio de combustível nuclear corre bem e Teerã já importou 137 toneladas de óxido de urânio concentrado, conhecido como bolo amarelo, de Moscow, que exportará mais uranio enriquecido nos próximos dias.

Essa transação está prevista no PACI acordado em 14 de julho de 2015 em Viena pela república islâmica e o Grupo 5+1 (os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha).

Em 23 de novembro, o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (OEAI), Ali Akbar Salehi, informou que seu país havia firmado um acordo com a Rússia para exportar nove toneladas métricas de seu urânio enriquecido e importar 140 toneladas de mineral de urânio natural.

A exportação iraniana foi confirmada pela chancelaria russa logo de que Salehi notificou a agência estudantil ISNA, mas também mereceu o apoio dos máximos responsáveis das Relações Exteriores dos Estados Unidos, John Kerry, e da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier.

Kerry se referiu à transferência como “progresso significativo” em cumprimento pela nação persa de seu acordo para deter o suposto desenvolvimento de armas nucleares, enquanto Steinmeier opinou que é “um dos mais importantes primeiros passos” para implementar o PACI.


Teerão sempre negou qualquer intenção de fabricar uma bomba nuclear e recentemente a Junta de Governadores do Organismo Internacional da Energia Atômica (OIEA) determinou que suas investigações sobre o programa iraniano desde 2009 não acharam evidências de fins militares.

No entanto, o presidente do Maylis (Parlamento), Ali Lariyani, asegurou desde Qom que o resultado final das conversações nucleares com o G5+1 será a eliminação das sanções e a aceleração do processo de desenvolvimento no país.

O procedimento seguido pelos negociadores foi claro, valorizado, ao dizer que a sobrevivência da tecnologia e as investigações nucleares iranianas alcançaram êxito, se eliminaram as sanções, melhoraram as atividades atômicas no futuro e se preparou o terreno para um crescimento econômico mais acelerado.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Almanar