Após golpe de estado suave na Argentina, Macri nomeia cidadão dos EUA para assumir cargo no Governo.


Um cidadão norte-americano de nome Marcos Molina Viamonte ocupará um cargo na Secretaria Legal e Técnica da Presidência da Nação, segundo o boletim oficial da República Argentina.

Presidente da Argentina, Maurício Macri, teve a campanha eleitoral financiada por Washington?

Esta decisão foi tomada depois de liberar a Molina Viamonte do requisito nacionalidade argentina para ingressar na Administração Pública Nacional, tal como estabelece o inciso “a” do artígo 4 do Anexo Lei Marco de Regulação de Emprego Público Nacional, que permite ao chefe de Gabinete de Ministros excetuar do cumprimento desta obrigação “mediante fundamentação precisa e circunstanciada da jurisdição solicitante”.

O chefe de Gabinete, Marcos Peña, firmou o decreto conforme se estabelece: “Excetua-se a D. Marcos Molina Viamonte (DNI N° 93.611.757) de nacionalidade estado-unidense, do requisito de nacionalidade argentina que para o ingresso à Administração Pública Nacional”, diz o Decreto de Necessidade e Urgência.

De acordo com a fundamentação, “os antecedentes pessoais, a capacitação e a experiência que possui o causante, de nacionalidade estado-unidense, se ajustam estritamente ao perfil das tarefas a desenrolar, pelo que resultaria altamente benéfico contar com a colaboração do nomeado”.

Segundo o diário Tiempo Argentino, Molina Viamonte foi designado como Diretor de Informática desse organismo.

Somente em três semanas, o novo governo de Mauricio Macri fez uso permanente dos Decretos de Necessidade e Urgência, uma ferramenta que, como seu nome diz, serve para casos urgentes, por consequencia as medidas tomadas tem gerado muita polêmica. Por esta via nomeou dois juízes da Corte Suprema de Justiça, decisão amplamente criticada por membros de sua própria coalizão eleitoral, “Cambiemos”, e modificou a Lei de Mídia, intervindo primeiro e dissolvendo depois, a Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual, criada pelo governo de Cristina Kirchner, sem consultar as sessões extraordinárias do Congresso, o orgão estatal que deveria decidir sobre estes importantes assuntos.

Com o mesmo procedimento, e pela primeira vez na história argentina, se há nomeado para um cargo de alta responsabilidade como este da área de informática, onde se processa toda a informação da Secretaria Legal e Técnica da Presidência, por onde passam todas as decisões da Presidência, a um cidadão estrangeiro de nacionalidade estadounidense.


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Conclusão: Um funcionário a serviço dos EUA para espionar a Argentina e o Mercosul não prestará serviços que irão acumular benefícios para os argentinos, pode ter certeza. O que temos visto nos governos subservientes ao império anglo-saxônico é o típico governo de fachada, cuja campanha eleitoral é financiada por grupos de fora do país, e que cobrarão caro por esse suporte, mas hoje se prevalecem da vulnerabilidade de indivíduos com uma insaciável ânsia por poder a todo custo, que não venceriam as eleições se os seus eleitores soubessem quem são os verdadeiros patrões. Ao contrário daquilo que realmente será bom para povo no médio prazo com trabalho sério, esses governos são os próprios traidores da pátria, chegando ao extremo de entregar o país aos interesses de uma nação estrangeira, se for preciso, para permanecer no posto e enriquecer às custas do povo. Vamos aguardar para ver se não será precisamente isso o que acontecerá daqui a até 4 anos ou menos.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Almanar