Máquina de Corrupção: como uma empresa familiar subornou o mundo.



COMPARTILHE NA REDE SOCIAL |

Seriam estes, junto com as ONGs de George Soros os inimigos externos implicados na deteriorização financeira da estatal brasileira Petrobrás?

Escandalo de corrupção em escala mundial protagonizado por um família de Mônaco foi descoberto por jornalistas dos EUA e Austrália.

A empresa Unaoil, dirigida pela família Ahsani de Monaco, durante as duas últimas décadas corrompeu sistematicamente o mercado mundial de petróleo através de milhões de dólares em subornos distribuídos a dezenas de gigantescas empresas dos EUA, Alemanha, Austrália, Grã-Bretanha, Itália e Coréia do Sul, juntamente com uma longa lista de burocratas e políticos, de acordo com a revelação publicada por Fairfax Media e The Huffington Post.

Jornalistas de investigação argumentam que, embora Unaoil não seja conhecida como uma das maiores empresas do mundo, sua atividade secreta foi fundamental na obtenção de muitos dos negócios de milhões de dólares no setor de petróleo de países como Iraque, Líbia, Irã, Síria, Iêmen e Emirados Árabes Unidos.

Unaoil representa principalmente os serviços de mediadores secretos entre as grandes empresas ocidentais de petróleo e as petroleiras estatais no Oriente Médio, afetadas pela chamada Primavera Árabe. A rede internacional de agentes da Unaoil, que ‘regou’ bilhões de dólares em subornos, foi investigada através de centenas de telefonemas e reuniões clandestinas.

A família Ahsani corrompeu dois ministros do petróleo do Iraque, um mediador da Síria, altos funcionários de Muammar Gaddafi na Líbia, o setor de petróleo iraniano, as autoridades poderosas dos Emirados Árabes Unidos e um negociador Kuwait.

A empresa repartiu a indústria petrólífera do Oriente Médio

A empresa Unaoil, com base no Principado do Mônaco, é uma empresa registrada nas Ilhas Virgens Britânicas. De acordo com “The Huffington Post”, Unaoil pretende oferecer “soluções industriais para o setor de energia no Oriente Médio, Ásia Central e África.” Foi fundada em 1991 por Ata Ahsani, milionário que deixou o país após a revolução de 1979.

Ata Ahsani disse a Fairfax Media que o trabalho da sua empresa é muito simples: “O que fazemos é integrar a tecnologia ocidental com as capacidades locais.” Os dois filhos de Ata Ashani, Ciro e Saman, estão profundamente envolvidos nas operações da empresa de forma permanente.

Entre 2002 e 2012, a empresa Unaiol repartiu a indústria do petróleo no Oriente Médio para o benefício de empresas ocidentais. O setor de petróleo do Iraque, destruído pela campanha militar dos Estados Unidos, foi subornado pela Unaoil, que ajudou as multinacionais a assumir o controle sobre os recursos naturais do povo iraquiano.

Entre as empresas envolvidas na rede de corrupção criada pelos Ahsani estão Rolls Royce e Petrofac da Grã-Bretanha; empresas norte-americanas FMC Technologies, Cameron e Weatherford; a gigante italiana Eni e Saipem; as empresas alemãs MAN Turbo e Siemens; a empresa holandesa SBM Offshore; e a gigante indiana Larsen & Toubro. Há também empresas gigantes como Samsung, Hyundai, Halliburton e Leighton Holdings. (Halliburth, de propriedade de Dick Cheney, vice de George Bush, prestou consultoria à Petrobrás na época do roubo dos computadores da estatal brasileira com dados da prospecção do pré-sal.)

A revelação também aponta que a Unaoil tem um enxame de agentes entre os funcionários superiores da empresa espanhola Tecnicas Reunidas, Technip da França e a gigante de perfuração MI-SWACO. Esses mediadores não só subornam essas empresas, mas eles cobram suas próprias propinas.

A gigante do setor militar dos EUA, Honeywell, e a australiana, Leighton Offshore, fizeram acordos com a Unaoil para ocultar os subornos em contratos fraudulentos no Iraque. Um gerente da Rolls Royce, entretanto, negociou um pagamento mensal para a filtragem de informações de dentro da empresa britânica com destino a família Ahsani.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: RT.com

VISITE A PÁGINA INICIAL | VOLTAR AO TOPO DA PÁGINA