Novo incidente entre avião de espionagem dos EUA e caça russo no Báltico.


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Um avião espião americano RC-135 foi interceptado na sexta-feira por um avião russo Su-27 no Mar Báltico, perto da fronteira com a Rússia, no que foi o último de uma série de incidentes semelhantes entre as forças armadas dos dois países.

O incidente ocorreu em 29 de abril, quando o avião russo voou cerca de 30 metros do avião americano, noticiou na sexta-feira a CNN, citando o relato de duas autoridades norte-americanas na região do Mar Báltico.

O avião espião norte-americano se aproximou da fronteira russa e mudou de rumo após o anúncio do caça Su-27.

“Esta intercepção imprudente e nada profissional tem o potencial de causar sérios danos e ferimentos a todos os pilotos envolvidos”, disse o porta-voz do Pentágono Bill Urban, em um comunicado.

“Ainda mais importante é que as ações imprudentes e nada profissionais de um único piloto têm o potencial para causar uma escalada desnecessária nas relações entre os países”, acrescentou.

Urban acrescentou que Washington estava preocupado com essas ações, “levantam sérias preocupações sobre o tema da segurança.”

Enquanto isso, o porta-voz do Ministério da Defesa russo Igor Konashenkov, insistiu que os pilotos do Su-24 cumpriram todos os protocolos de segurança nessa situação.

Na quinta-feira, um Mig-31 interceptou um avião espião dos EUA P-8 perto do espaço aéreo da Rússia no Extremo Oriente.

As tensões entre as forças armadas da Rússia e dos EUA aumentaram no início deste mês depois de dois aviões russos Su-24 realizarem um “ataque simulado” contra o destróier americano USS Donald Cook no Mar Báltico.

Os norte-americanos, disseram que os bombardeiros russos voaram tão perto do barco que causaram “ondas na água.”

No momento do incidente o navio americano estava a de cerca de 70 milhas náuticas do enclave russo de Kaliningrado, situado entre a Polônia e a Lituânia, que é uma importante base naval russa.

A Rússia, por sua vez, acusou os EUA de intimidação, ao trazer o destroyer tão perto da fronteira russa do Báltico e advertiu que os militares russos iriam responder a quaisquer incidentes futuros.

Outros países da OTAN e dos EUA têm implantado mais tropas e equipamentos nos Estados Bálticos da Estônia, Letônia e Lituânia para combater o que a aliança chama de “agressão russa”.

Os países bálticos, que aderiram à OTAN em 2004, pediram à OTAN para manter uma presença militar, do tamanho de batalhões em cada um dos seus territórios. Moscow, por outro lado, negou a intenção de atacar os Estados Bálticos.

Em resposta ao aumento da presença da OTAN em suas fronteiras, a Rússia mobilizou mísseis Iskander em Kaliningrado.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Almanar

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