Colonialismo e Banca: Plano para humilhar o nacionalismo brasileiro.


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O golpe que agora atinge o Brasil é fruto da banca, planejado desde 2003, …para humilhação dos nacionalistas, um governo neoliberal, alienando tudo que for brasileiro.

Colonialismo e banca.

A palavra cultura enseja enorme variedade de significados. Abraham Moles (Sociodinâmica da Cultura) afirma existirem mais de 250 definições. Aqui a tomaremos no sentido de um conjunto de práticas, ideias, valores e costumes que caracterize um grupo social. Quanto mais específico este conjunto, mais restrito o grupo. No entanto, podemos desde já afirmar que o idioma será básico para qualquer identidade cultural.

O pior do golpe é a agressão à alma, à cultura.
(Iranildo Silva de Souza)

Observando a expansão europeia dos séculos XV e XVI, verificamos a progressiva transformação de populações africanas até pela simples necessidade de comunicação com os invasores europeus, sem que qualifiquemos estas invasões por qualquer escala de valor. Mas é indiscutível que todas as populações subsaarinas, exceto a Tanzânia, tem como língua oficial de seus países a dos invasores.

Outro fator transformador é a crença espiritual, religiosa. Para Portugal, esta condição de propagador da fé era primordial. Vemo-la nos Lusíadas e no Regimento de Dom Manuel a seus representantes junto ao “Rey d’Angola”:

    “confiamo-vos essa missão com a finalidade principal de averiguar se o rei de Angola deseja realmente ser cristianizado …….. fomos informados que ….. poderão ser encontradas algumas minas de prata ……… Deus antes e acima de tudo, mas tenhais em mente também o ouro.”

O aspecto mais marcante para todos nós, de países colonizados, sempre foi a transferência de nossas riquezas naturais e do resultado de nosso trabalho para o colonizador. E efetivamente ocorreu assim nas Américas, na África e na Ásia, até o século XX. Esta é apenas uma das questões sobre o colonialismo, a apropriação das economias. Com as independências políticas, principalmente no século XX, não mais a fé e o idioma, já devidamente implantados, mas novos padrões culturais iriam dar continuidade ao modelo colonial.

Um desses padrões veio com a institucionalização do sistema de poder. O historiador, político e diplomata indiano K.M. Panikkar, em palestras proferidas na École des Hautes Études de Paris, 1959, publicadas sob o título “Problemas dos Novos Estados”, chama atenção para o sistema democrático parlamentar imposto para substituir “estruturas tradicionais, afastadas durante o período colonial”. Este sistema estava fadado ao insucesso, exatamente por não guardar identidade com as relações sociais mantidas pelas populações, ainda que sob o domínio colonial. E, por toda África e Ásia, vimos surgir “ditaduras” após a “independência”, como previu o Embaixador da Índia na França.
Evidente que para os colonizadores, e assim exploraram em jornais, revistas e até teses acadêmicas, o que estaria ocorrendo não seria a continuidade do absoluto desrespeito das potências coloniais às culturas de todos os povos do mundo, mas a inferioridade sociocultural daqueles “bugres”, “incultos”, “moralmente atrasados”.

Entramos, então num novo campo, absolutamente elitista, desumano e discriminador. Uma dualidade formulada e difundida com todo dinheiro que uma potência econômica poderia dispor: a da dimensão cognitiva e moral, base dos trabalhos de Talcott Parsons, o mais divulgado sociólogo norteamericano do século XX. Um dos seguidores de Parsons, Fred W. Riggs, elaborou o “modelo prismático” para análise socioadministrativa dos países. Países atrasados, doutorava Riggs, estabeleciam relações estritamente pessoais e os avançados as tinham impessoais. Entre estes extremos, classificava os que mais se aproximavam e os que se distanciavam do padrão “made in USA”.

Esta dualidade, por exemplo, que nos ensina sermos orientais. Surpreso, prezado leitor? O Ocidente está apenas no Atlântico Norte: Canadá, Estados Unidos da América (EUA) e Europa Ocidental. Nada dos balcânicos, dos eslavos e muito menos dos latinoamericanos e africanos. Somos todos, por complemento geográfico, orientais. Mas, apesar disso, somos convocados a defender os “valores ocidentais” (!). Amarga ironia.

Esta situação neocolonial, até então identificada pelos impérios ou potências coloniais, tomou novo rumo com a “globalização”, que nada mais é que a “licença para matar” do 007. Ou seja, invadir todo o mundo, ignorando leis e culturas, para estabelecer a supremacia absoluta do capital financeiro internacional – a banca.

Se eu fosse tomado pelo cinismo, diria que a banca é a apoteose da tese marxista do capital espoliador sem pátria.

Efetivamente não podemos tratar de Governos Ocidentais. São todos iguais, têm o mesmo discurso, os mesmos projetos, os mesmos métodos, em suma, a mesma sujeição à banca. Poderia discorrer sobre as reações que já surgem, naquele Ocidente, como propostas de emancipação regionais, projetos nacionalistas da saída do euro e até a exclusão da Comunidade Europeia.

A banca atropela tudo, até a si mesma, no processo de permanente concentração de renda e poder. Observe que a banca é distinta dos bancos, embora atue por meio deles. A banca é a detentora do poder decisório em países e em empresas tão distintas quanto uma petrolífera e uma produtora agrícola. Ela também, pela própria formação do capital, é corrupta e corruptora. Utiliza as mais modernas tecnologias da informação para espionagem, grampos e provocar falências empresariais e empobrecimento e desemprego nacionais. Ela atinge o âmago da individualidade e da cultura dos povos.

Se sob o domínio da dualidade parsonsniana, tínhamos o complexo de viralatas, sob o império da banca nem ouviremos latidos pelas ruas. Seremos zumbis, mortos vivos caminhando ao léu, sem sonhos, sem ideais, sem alma.

O golpe que agora atinge o Brasil é fruto da banca, planejado desde 2003, que teve em sua preparação a atuação decisiva do Judiciário e da mídia oligopolista, intenso treinamento de agentes nos EUA e, como é óbvio, muito dinheiro para subornar, corromper, chantagear e conseguir, para humilhação dos nacionalistas, um governo neoliberal, alienando tudo que for brasileiro.

Nenhum pudor há em seus protagonistas. Afinal quem é a banca senão os narcotraficantes, os ditadores corruptos, os ociosos magnatas capazes, sem qualquer rubor, de “sortear” o ministro militante do PSDB para julgar, por crimes, o presidente do PSDB? Assistiremos apenas traição e luta pelo butim. Mas a História é a marcha da humanidade pela liberdade. Mais dia, menos dias, estes vitoriosos de hoje encararão os postes de malhação de Judas em sábados de aleluia, como nos ensinaram durante a Inquisição.

Autor: Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

Agradecimentos de Dinamica Global pela colaboração do autor e seu excelente texto.

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