OTAN arrasta a Espanha e a Europa em sua escalada militar contra a Rússia.


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A OTAN força a Espanha e os demais países mediterrâneos a envolverem-se em seu conflito contra a Rússia, aproveitando a ausência de uma estratégia comum em matéria de Defesa européia, adverte um analista espanhol.

EUA ancora seu quarto destroyer no porto de Rota, em Cádiz, na Espanha.

“A falta de uma estratégia comum de Defesa européia há facilitado aos Estados Unidos extender um cenário de confrontação com Moscow, muito distante dos interesses reais dos países da bacia do Mediterrâneo”, denunciou em um artigo de opinião para o diário digital Público o periodista Carlos del Castillo.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), argumenta o periodista, colocou a Espanha no meio de uma “escalada militar, que cada vez recorda mais à Guerra Fria”.

A Espanha liderará em 2016 a primeira Força Conjunta de Mui Alta Disponibilidade da OTAN (VJTF, por suas siglas em inglês), uma força capaz de instalar-se em questão de horas em qualquer lugar do mundo e cuja criação foi acordada depois de a OTAN “retirar-se do Afeganistão”.

Militares ianques em Rota, Cádiz, Espanha.

Então também surgiu um crescente debate sobre o anacronismo da própria OTAN, mas na crise da Ucrania encontrou “a desculpa perfeita para seguir viva: Rússia”.

O escudo antimísseis em Rota (Cádiz), os soldados espanhóis que integram a VJTF e “os enormes jogos de guerra” na Península ibérica, celebrados a finais de 2015, “converteram a Espanha em um bastião estratégico dos EUA em seu conflito contra a Rússia”, algo que está muito distante dos verdadeiros interesses espanhóis em materia de Defesa, segundo resalta Castillo.

O autor do artigo destaca também o fato de que a Aliança Atlântica, sob a liderança de EUA, incrementou consideravelmente suas forças próximo da fronteira russa, tanto em tropas como em capacidades estratégicas com o pretexto de necessidade de defender-se ante a Rússia, e põe como exemplo a recente implantação da segunda fase do escudo antimísseis da OTAN na Romênia, que pode ampliar-se até a Polônia.

A crise na Ucrania e suas consequências, conclui o especialista, demostra que a União Européia (UE) “está muito menos unida” devido à falta de uma estratégia comum em Defesa européia. Esta desunião, acrescenta, é aproveitada pela OTAN “para marcar território com a Rússia utilizando os Estados europeus”.

protestoProtesto dos espanhóis contra gastos militares e a permanencia da OTAN em Rota, na Espanha.

Neste sentido cita o coronel de Infantaria e especialista em contrainteligencia espanhol Pedro Banhos, quem garante que no sul da Europa “as coisas que preocupam são coisas muito diferentes das que preocupam os países do norte e o leste da Europa. Para eles sua ameaça é a Rússia, na Itália ou na Espanha não temos essa preocupação em absoluto, pelo contrário”.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: HispanTV.com

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