A guerra contra a liberdade e os propósitos de dominação.


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A nova guerra hoje é a de classes, porquanto visa a substituição das instituições, o lançamento de novos ideais para a sociedade e sua reestruturação.Assim é como eles mostram.

“Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias! porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo.” (Lc 21:23)

Com os ataques na França somados às ondas de terrorismo nos últimos tempos a se intensificarem, notamos um precedente perigoso erguendo-se às vistas de todos. Mas nem todos percebem o seu real propósito.

Poderia ocorrer em outra data, mas não, o simbolo da liberdade secular ocidental estava ali no dia 14 de Julho, em que os franceses comemoravam a Liberdade!

Não se trata de puro realismo ou depreciação pessimista,
mas como teoriza Kant, a capacidade de julgamento dos indivíduos está condicionada a um “juízo reflexionante estético”, e segundo ele, “nos juízos estéticos, o objeto (ou objetivo) é relacionado com um fim subjetivo, ou seja, com o sentimento de eficácia sentido pelo homem diante desse objeto (objetivo)”.

Propósitos de Dominação.

Como avistar os sinais? Um grupo dentro da estrutura de classe social vigente precisa acreditar ser possível a criação de uma espécie de paraíso na terra para encabeçar as mudanças, e vai fazer isso, mas a outra, mais fraca vai precisar ceder seu espaço. Esses “reformadores” acreditam, como alquimistas, que acharam a fórmula para transformar a sociedade e criar uma nova ordem mundial.

Por que isso?

Uma sociedade restruturada tem ideais diferentes, quer usufruir do seu legado acumulado de conhecimento e, com o desenvolvimentismo das instituições e a celeridade, não tolera mais as demandas de outras eras. Óbvio, no entanto, é que não há lugar para todos numa sociedade de tecnologias não descartáveis, satisfeita pelo conhecimento adquirido e realizada com suas tecnologias – onde o descartável é a mão de obra, não o produto, sendo este último o conhecimento.

Descarte ou eliminação natural numa sociedade do pensar saber que são nobres seus propósitos, é tão natural como as teorias que lhe dão suporte. No entanto, visíveis métodos tem escapado da precisão.

Exemplos

A não prestação de pronto-atendimento médico para quem não pode pagar é uma forma de eliminação natural forçada de pessoas que eventualmente não servem ao propósito da nova ordem. Nesse sentido, a condição financeira pode poupar uma pessoa da morte se o atendimento médico for pago.

Para resolução de possíveis crises a fórmula para dispersão é simples porém eficiente. Com o pouco investimento na saúde – intencionalmente – quaisquer desculpas lançadas encaixam-se e pronto. O público não compreende o propósito alcançado e uma eliminação tão logo acontecerá, inclusive aos familiares mais desavisados.

Basicamente esse projeto funciona se a pessoa não tem recursos, nenhum conhecimento e nenhuma formação acadêmica. Logo, nenhum domínio ou influencia, nenhuma acuidade situacional e nenhum posicionamento social é igual a dominação facilitada. Essa regra que serve de uma seleção natural forçada é utilizada no programa em marcha do nosso tempo.

O distanciamento das classes visa a separação das forças de resistência. As classes mais abastadas naturalmente se unirão a essa bandeira, muitos movidos pelo juízo estético, exaustivamente promovido pelas mídias. A essa promoção chamamos ‘pensamento em série’, ou seja, o fordismo do pensamento, o pensamento oficial, atual, da moda, ou apenas pensamento coletivo.

Em outro segmento, o dos transportes públicos, ônibus, metros e trens , então lotados, propiciam o aumento do estresse com a sensação de perpetuação do cotidiano.

As muitas questões, poluição, enchentes, trânsito intenso e a indiferença das autoridades aos inúmeros desafios, são o conjunto de ferramentas para infligir o esgotamento. Ao mesmo tempo em que se empurra a atual sociedade à depressão e à violência.

Entre outros propósitos, a promoção do medo e da ansiedade através da divulgação de notícias negativas tomam a maior parte do tempo nos telejornais e impressos. Com medo as pessoas perdem a iniciativa de auxiliar umas as outras, de prestar socorro, pois o sentimento imperativo é a desconfiança. Uma boa parte das pessoas canaliza sua raiva para a agressão.

Manifestações desarticuladas, nutridas por desesperança, são causadoras de mais violência e medo cíclico. A realimentação desse sistema caótico segue, contudo, sob controle e tem serventia aos propósitos de dominação.

Quando o rebanho está todo correndo em direção a um penhasco.
O único a correr na direção oposta parece louco.

A implementação ELVO e o juízo estético.

A entrega da liberdade voluntariamente (ELVO) serve o objetivo maior que está oculto, a implementação. A esse objetivo serve o desmantelamento do judiciário, o manter criminosos soltos e o ampliar a sensação de impotencia do cidadão comum.

A implementação ELVO sujeita-se às providencias para as quais os fatos obedecem. Com a desesperança o cidadão não vai se importar mais com a sua liberdade, pois a julgar sua segurança mais importante e achar que a liberdade não vale se não puder mais ir e vir a qualquer hora são e salvo vai render-se sem luta.

A esse condicionamento sem resistência, minimizando-se, é claro, os efeitos coativos, se segue quase instantânea a troca sutil da liberdade pela dominação – tendo em vista a instauração da ditadura do poder a serviço do próximo passo da conquista: a instauração de um estado policial ilimitado, repleto de cameras de vigilância, radares, escutas, drones por toda a parte, ao que muitos se oporiam se todos soubessem que o propósito desde o início é a perda total e absoluta das suas liberdades.

Escrito para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Autor: Rod Oliveir

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