O desenvolvimento de aviões autopilotados, um marco assustador que tem passado desapercebido.


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Estas últimas semanas tem produzido um marco histórico e extremamente perturbador que passou despercebido nos meios de comunicação, talvez porque seja parte da esfera militar e pode ser interpretado como uma notícia de rotina, apesar do que na realidade tem um alto significado simbólico.

Acontecimento histórico do qual ninguém falou.

O fato é que, pela primeira vez na história, um dispositivo de inteligência artificial pilotando um avião de combate, foi capaz de vencer um piloto experiente da Força Aérea dos EUA.

Trata-se do programa ALPHA desenvolvido pela empresa Psibernetix.

Tal programa de inteligência artificial, conseguiu derrotar um piloto norte-americano com experiência em simulação de combate aéreo. Em cada “saída” virtual, o piloto humano foi derrotado pelo algoritmo, relata UC Magazine.

O programa foi testado por Gene Lee, um coronel aposentado das Forças Armadas dos EUA e instrutor de milhares de pilotos de caça (fotos abaixo).

Em cada um dos combates virtuais, o piloto humano foi derrubado pelo programa.

Nas palavras do coronel, “é a inteligência artificial mais agressiva, adaptativa, dinâmica e surpreendente de tudo o que já se viu.”

Ao longo de seu desenvolvimento, ALPHA consistentemente superou o ‘software’ anteriormente usado para treinar pilotos de caça. Depois de derrotar o Coronel Lee, sem que o piloto humano tivesse uma única vitória, o algoritmo foi testado por outros especialistas em combate aéreo.

Como auge de sua destreza, o programa ALPHA conseguiu derrotar três pilotos humanos de uma só vez.

Antes deste acontecimento histórico ocorrido, um piloto experiente poderia perder para um programa de computador apenas se experimentasse novas táticas, dado que a inteligência artificial era incapaz de agir eficazmente em um combate rápido.

Mas ALPHA é capaz de submeter um piloto humano a uma pressão enorme e derrotá-lo por mais experiente que seja.

A eficácia da inteligência artificial é a sua capacidade de processar grandes volumes de dados em um curto espaço de tempo.

ALPHA é capaz de reunir todos os dados de diferentes sensores e organizá-los para escolher a próxima melhor ação cerca de 250 vezes mais rápido do que qualquer ser humano.

Especialistas em estudos aeroespaciais têm comparado a vitória histórica do programa de inteligência artificial ALPHA sobre pilotos militares, com a vitória histórica do computador Deep Blue da IBM sobre Kasparov em um jogo de xadrez (foto abaixo).

Estamos, portanto, diante de um marco histórico que foi ignorado pelos meios de comunicação e, no entanto, marca um antes e um depois na história da humanidade.

Pela primeira vez, um piloto inteligência artificial derrotou os humanos mais experientes em combate, mesmo em um simulador.

Isso indica que passado esta barreira, que até agora parecia típico da ficção científica, a vantagem da máquina sobre o homem já não deixará de crescer.

Para isto é preciso acrescentar que estamos em fase de pleno desenvolvimento de aviões e outros artefatos de combate autopilotados, equipados inteligência artificial e capazes de pensar e agir por si mesmos, como evidenciado pelos avançados projetos de aviação da Rússia, que já temos ouvido nos últimas semanas.

As incríveis capacidades dos futuros caças russos.

De acordo com os meios de comunicação, os caças russos sexta geração, cujo primeiro protótipo estará pronto em 2025, vai agir contra o inimigo em bandos de entre 5 e 10 dispositivos, a maioria deles não tripulados e atuarão de forma independente controlados pela inteligência artificial.

Essas aeronaves, fabricadas pela empresa aeronáutica Sukhoi vão voar a velocidades hipersônicas e até mesmo serão capazes de ir para o espaço.

Segundo anunciou Vladimir Mikheev, vice-gerente geral do consórcio Tecnologias Rádio-eletrônicas KRET, pertencente à corporação estatal e fabricante militar russa Rostec, estes grupos de aeronaves terão apenas um ou dois caças pilotados por seres humanos.

O avião pilotado guiará uma patrulha de cinco a dez drones.

Estes aviões não-tripulados hipersônicos serão atribuídas tarefas como, por exemplo, ataques a alvos terrestres, destruir aviões inimigos ou realizar missões de reconhecimento. Os dispositivos sem piloto protegerão os pilotados e os distintos “agrupamentos” de aeronaves poderão intercambiarem-se ​​em caso de emergência.

Leia também: Armas Hipersônicas da Rússia desmontam o mito da invencibilidade da Marinha americana.

A coisa mais surpreendente é que a aeronave pilotada de sexta geração terá recursos limitados em relação à versão não tripulada, porque os corpos de pilotos humanos não poderiam suportar fisicamente as manobras radicais em alta velocidade que realizarão estas aeronaves.

Além disso, ao alcançar as extremas alturas e o espaço, os raios-x do espaço próximo prejudicariam os corpos dos pilotos.

Também foram desenvolvidos nestas aeronaves não tripuladas equipamentos com armas electromagnéticas avançada.

Tais armas eletromagnéticas, serão capazes de desativar dispositivos eletrônicos inimigos.

Além disso, essas armas só poderão ser implementadas em aeronaves não tripuladas, uma vez que os poderosos pulsos eletromagnéticos gerados pela arma são tão poderosos que não poderiam proteger os pilotos.

A tudo isso é preciso acrescentar que, de acordo com estudos anteriores, os drones serão mais baratos do que seus pares tripulados por pilotos humanos, indicando que, eventualmente, as forças aéreas serão totalmente formadas por aeronaves robôs equipadas com inteligência artificial.

Além disso, a Rússia também anunciou o desenvolvimento de um bombardeiro hipersônico, capaz de realizar ataques nucleares a partir do espaço.

O aparelho não tripulado, decolará a partir de pistas convencionais, vão patrulhar o espaço aéreo e, ao receber uma ordem, seguirão ao espaço para lançar ataques, inclusive com armas nucleares, em seguida, para então retornar para a base.

Esta iniciativa, a que se referiu o tenente-coronel Alexei Solodovnikov, poderia ser o projeto classificado que a imprensa ocidental tem chamado Yu-71, que a Rússia começou com o objetivo de desenvolver um projeto de aviões hipersônicos.

De acordo com especulações da imprensa, como foi o caso de um artigo que The Washington Times publicou em 2015, esse dispositivo é parte do projeto classificado número 4202. Apesar do sigilo que prevalece, vários especialistas têm especulado com a opção de que alcance velocidades próximas a 3130 metros por segundo, quase 10 vezes o número de Mach.

Com base nos dados fornecidos para nós e sabendo que já ultrapassou esse marco, tudo indica que, embora agora possa parecer ficção científica, em 10 anos vamos viver em um mundo onde aviões robôs de combate aviões, equipados com capacidade de ataque nuclear, serão capazes de controlar o planeta do espaço, sem intervenção humana e sem que nenhum ser humano possa combatê-los com nenhuma das armas disponíveis, uma vez que agora já são capazes de vencer um humano em combate.

O que estamos vivenciando é, portanto, uma autêntica loucura.


Leia também: Como as armas hipersônicas russas podem impedir a invasão americana da Rússia.

Parece que se alguém esteve determinado a conseguir as fantasias mais escuras, como aquelas dos filmes Exterminador do Futuro, vão acabar se tornando uma realidade.

Não só a inteligência artificial já provou ser capaz de derrotar pilotos humanos em combate, senão mais que isso, as aeronaves controladas por essas inteligências artificiais, como demonstram os projectos russos, terão habilidades técnicas muito mais superiores que os artefatos controlados por seres humanos.

Será que vamos permitir dispositivos com um poder de destruição inimaginável, controlados pela inteligência artificial e aos quais, os seres humanos não poderão combatê-los?

Que tipo de lunáticos são responsáveis ​​por esses projetos?

Leia mais: Aviação de sexta geração

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fontes:
SputnikNews
Magazine.uc.edu
RT.com
HispanTV

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