Base russa em Hmeimim na Síria será reforçada e permanente.


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“Parece que, em geral, a Rússia perdeu a paciência com o jogo duplo ocidental”.

Na “crise de confiança” que afeta as relações russo-americanas (ou melhor, o confronto necessário com a realidade), a Rússia responde muito simplesmente ao apoio incondicional fornecidos pelos Estados Unidos aos rebeldes sírios que lutam contra o presidente Assad: Rússia irá reforçar a base de Hmeimim na Síria e torná-la permanente.

O anúncio foi feito em 11 de agosto pelo senador russo Frantz Klintsevich: A Rússia vai modernizar a sua base, tanto militarmente como no que concerne às condições de vida. O projeto de lei foi inserido. “O seu estatuto jurídico onze definido, Hmeimim será base para as forças armadas russas, uma infra-estrutura apropriada será construída, e nossos militares podem viver em condições decentes.”

É uma base inteira permanente e não uma estrutura temporária que a Rússia pretende implementar. Esta noção de modernização das estruturas de base não é nova, mas remonta a 2015. Mas a noção de uma possível colaboração com a Coalizão dos EUA parece ter parado.

As ilusões eventualmente cairam e o contexto fez esse fortalecimento inevitável para a realidade de quem atualmente luta contra o terrorismo. Desde a intervenção na Síria, a Rússia já realizou mais de 9.000 vôos de combate, além dos bombardeiros enviados para operações de ataque e lançamentos de mísseis.

A eficácia da intervenção russa na Síria não é seriamente contestada. É no impacto geopolítico que deriva precisamente esta eficiência, que chama mais a atenção dos analistas anglo-saxões: a Rússia está fortalecenfo sua posição de igual-a-igual com os EUA. E o suficiente para lançar uma sombra.

Fotos das atividades das forças russas na base de Hmeimim, na Síria.

Devemos tomar nota do artigo do New York Times de 6 de Agosto, que enfatiza a vitória militar russa na Síria, apesar do envolvimento da CIA e da Arábia Saudita com os rebeldes para derrubar Assad – não para lutar contra o Daesh. A Rússia derrubou o equilíbrio de forças:

“A ofensiva rebelde foi auxiliada por poderosos mísseis anti-tanque fornecidos pela Agência Central de Inteligência dos EUA e pela Arábia Saudita. As avaliações de inteligência circulou em Washington que o presidente sírio, Bashar al-Assad estava perdendo controle sobre o seu poder.

Mas, então, os russos chegaram, batendo as forças rebeldes apoiadas pela C.I.A. com uma campanha aérea forçou-os a recuar. E agora os comandantes rebeldes, agarrando-se aos bairros sitiados na cidade dividida de Aleppo, dizem que seus carregamentos de mísseis antitanque fornecidos pela C.I.A. estão secando.”

Pela primeira vez desde o Afeganistão, as notícias reportam, a Rússia se atreve a desafiar os Estados Unidos diretamente. Esta vitória militar levou a uma vitória política: forçar os Estados Unidos, se não atualmente a cooperar, pelo menos a levar a Rússia a sério. Mas Obama e seu governo continuam a resistir e rejeitar todas as tentativas russas de cooperação. O motivo é a falta de confiança. Mas, claro, não pode haver cooperação quando há rivalidade de forças, onde os objetivos e interesses são diferentes. É por isso que você vê todas estas declarações:

Mas Obama ainda tem expressado uma cautela sobre a cooperação duradoura com Moscow. “Eu não estou confiante de que podemos confiar nos russos ou em Vladimir Putin,” Obama disse em uma entrevista coletiva na quinta-feira. “Sempre que você está tentando intermediar qualquer tipo de acordo com um indivíduo assim ou com um país como esse, você tem que ir com algum ceticismo.”

Por seu lado, a Rússia fala abertamente também sobre a falta de cooperação dos EUA quando o assunto é a Síria. Em resposta, a transformação de Hmeimim. É ainda esclarecido que, de modo a não violar os acordos internacionais e para não causar demasiadas fortes reações negativas, a base não vai hospedar permanentemente armas nucleares. O que não exclui, portanto, sua presença em uma base temporária… Como os bombardeiros. Tudo aquilo que não pode senão influenciar fortemente o equilíbrio de poder na região.

Adicione a isso o passo para trás da Turquia, que finalmente fechou sua fronteira. O exército sírio continua a avançar. Tirou mais de 60 extremistas perto de Palmyra em combates, enquanto os moderados da al-Nusra, apoiados pela comunidade internacional, massacraram famílias de “opositores” em Aleppo que queriam sair da cidade pelos corredores para receber ajuda humanitária implementada pela Rússia. A conta é mais de 40 mortos.

A maior parte tem sido avançado no cenário internacional, especialmente quando você coloca a decisão disto na perspectiva do endurecimento do tom em relação à Ucrânia e ao fortalecimento da Criméia, que vai ver também suas capacidades militares melhoradas.

Parece que, em geral, a Rússia perdeu a paciência com o jogo duplo ocidental.

Autora: Karine Bechet-Golovko

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Fort-Russ.com

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