Israel x Síria: novo conflito à vista no Oriente Médio?


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Os bombardeios recíprocos entre Síria e Israel, que aconteceram na zona das Colinas de Golan, provocaram inquietação entre alguns analistas e especialistas que crêem ser estas ações motivo para desencadear uma nova escalada do antigo conflito que mantêm ambos os países.

O presidente do Instituto de Estudos sobre o Oriente Médio, Evgueni Satanovski, citado pela Agência Russa Federal de Noticias (FAN, em russo), não compartilha esta preocupação dado que, segundo sua opinião, Israel não tem uma política especial com respeito à Síria.

“Atualmente, quando um projétil cai em território israelense a partir do território sírio, Israel como resposta destrói na linha fronteiriça os pontos que lhe parecem convenientes. Além disso, não lhe interessa a Israel”, explicou Evgueni Satanovski.

Nos últimos tempos, Israel se preocupa únicamente em defender seu próprio território, frisou. Tendo em conta que a aviação da Rússia participa na luta contra o terrorismo na Síria, Satanovski comentou que a possibilidade de uma colisão entre os militares russos presentes no país árabe e os soldados israelenses é mínima. Ao mesmo tempo, os interesses políticos de Moscow e Jerusalém na região não se contradizem, assegurou.

“A Federação da Rússia conserva atualmente relações de igualdade com Irã, Israel, as repúblicas árabes, as monarquias árabes — desde a Jordania e até os Emirados — e, inclusive, com a Arábia Saudita”, detalhou.

Também afirmou que o acordo de ajuda militar selado entre Israel e EUA em 14 de setembro, que contempla a cooperação militar por uma soma de 3.800 milhões de dólares anuais durante 10 anos, não terá efeitos sobre o estado das relações entre Israel e Síria.

“Israel vai atuar na Síria tal como fez e tem feito, segundo o que pensa sobre a própria segurança”, frisou Satanovski. A maior discórdia entre Israel e Síria se deve à disputa que mantêm pelas Colinas de Golan (Golan Heights no mapa). Esta estratégica região, localizada na fronteira entre Israel, Líbano, Jordânia e Síria, pertencia a Síria desde 1944, mas passou parcialmente as mãos israelenses durante a guerra de 1967, também conhecida como Guerra do Yom Kipur. Em 1981, a Knéset — Parlamento de Israel — decidiou unilateralmente declarar a soberania do país hebreu sobre este território.

Contudo, a resolução 497 do Conselho de Segurança da ONU, em 1981, declarou a região território sírio ocupado. A ocupação israelense foi igualmente condenada pela Assembléia Geral da ONU em 2008. Apesar das tentativas de diálogo, a devolução destas terras em troca de um tratado de paz entre Síria e Israel nunca chegou a concretizar-se.

As últimos tentativas de negociação ocorreram em 2008, com a mediação da Turquia, mas de novo não obteve frutos. Entre outras coisas, naquela ocasião Israel mostrou seu mal-estar pelas relações próximas de Bashar Asad com Teheran e com a organização islâmica libanesa Hezbolá.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: SputnikNews.com

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