Rússia desafia Estados Unidos na Síria.


A implantação do S-300VM (SA-23 Gladiator terminologia da OTAN) na Síria provocou a ira dos Estados Unidos que expressou seu alarme a tal medida, apesar do fato de que a mídia dos EUA havia afirmado pouco antes que Washington estava considerando “opções militares e outras” contra a Rússia sobre a crise na Síria. A última ameaça levou a Rússia a tomar as suas próprias medidas, incluindo a implantação do sistema antimíssil S-300, capaz de abater aeronaves e mísseis de cruzeiro, e reforçar a sua frota no Mediterrâneo.

A Rússia indicou, entretanto, que o S-300VM é um sistema defensivo e disse não entender por que os EUA estão expressando tal alarme.

EUA tem se queixado dos ataques russos na Síria contra a Frente Al-Nusra e outros grupos terroristas e pedindo a imobilização das aeronaves da Rússia e da Síria, de uma forma que mostra ainda mais seu apoio ao terrorismo. A implantação do S-300VM é irrelevante contra a Frente Al-Nusra, que não tem poder aéreo, mas é uma parede contra possíveis ataques dos Estados Unidos ou seus aliados contra a Síria.

Na verdade, a ameaça contra a Rússia e Síria é real. Os EUA disse que não iria mais realizar esforços diplomáticos na Síria, enquanto joga a culpa nos russos, pelo próprio fracasso em respeitar os compromissos assumidos na Síria e que, ao que tudo indica, o próprio EUA nunca teve a intenção de respeitar.

A próxima reunião do Conselho dos Diretores, que inclui os secretários de Estado e Defesa, o chefe do Estado-Maior Conjunto e o diretor da CIA, examinará diversas medidas políticas e militares na Síria. Uma proposta sobre a mesa é atacar as pistas de aeroportos militares sírias com mísseis de cruzeiro e outras armas de longo alcance disparadas desde aviões e navios assim como outras ações militares.

Seria, na verdade, uma agressão militar aberta contra outro país sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU. Portanto, um oficial militar dos EUA, citado pelo Washington Post, disse que os ataques seriam realizados “dissimuladamente ou sem reconhecimento público.”

Na verdade, os EUA está apenas no nível de seus aliados ocidentais para falar de “opções militares ou outras”, já que parece difícil pensar que os aliados europeus arriscariam iniciar uma guerra com a Rússia para proteger a Frente Al-Nusra, uma organização ligado à Al Qaeda.

O reforço da frota mediterrânica e a implantação do S-300MV sugerem que a Rússia está ciente de tais planos agressivos dos EUA e decidiu enfrentar os EUA na Síria. Em contraste, a reação histérica de Washington sugere que eles estão perdendo uma opção militar estratégica, que correria o risco de um ataque deste tipo num momento em que a Rússia aumentou as suas defesas na Síria.

Na verdade, a política dos EUA na Síria representa uma ameaça para a própria Rússia e faz parte das tentativas de Washington para cercar este país. Uma operação de mudança de regime bem sucedida na Síria levaria em seguida, a uma intervenção dos EUA na Rússia, incluindo o envio de terroristas financiados pela CIA para o do Cáucaso russo para alimentar um movimento separatista lá. Um regime fantoche em Damasco ajudaria a canalizar essas forças, treinadas no campo de batalha da Síria, para a Rússia, para mover para lá uma campanha de desestabilização e, finalmente, desmembramento da Federação Russa.

Autor: Yusuf Fernandez

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Almanar

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