Putin: Rússia não está procurando por inimigos, mas não vai permitir a violação dos seus direitos.


O presidente russo, Vladimir Putin, disse na quinta-feira que Moscow está aberta ao diálogo com seus parceiros internacionais, mas não permitirá que eles infrinjam seus interesses ou se intrometem em suas decisões.

“Não permitiremos qualquer infração aos interesses da Federação Russa e administraremos nosso próprio destino sem dicas e conselhos não solicitados”, disse o líder russo.

Vídeo divulgado mostra caças Sukhoi Su-33 decolando e aterrizando do porta-aviões russo Almirante Kuznetsov perto da costa da Síria. A operação ocorre depois que o ministro da Defesa Sergei Shoigu anunciou que a Rússia lançaria uma operação militar de “grande escala” contra alvos anti-governo nas províncias de Homs e Idlib, na Síria.

Dirigindo o discurso anual à Assembléia Federal – as duas câmaras do parlamento russo, o gabinete, os líderes regionais do Judiciário e outros dignitários – Putin disse que a Rússia está disposta a participar na resolução de crises globais e regionais, quando necessário.

“Nós compreendemos a extensão de nossa responsabilidade e estamos sinceramente dispostos a participar na solução de problemas globais e regionais, é claro, onde nosso envolvimento for apropriado, necessário e exigido”, afirmou o presidente.

“Estamos comprometidos com um diálogo amistoso e igualitário, com os princípios da justiça e do respeito mútuo nos assuntos internacionais; Estamos prontos para uma discussão séria sobre a criação de um sistema estável de relações internacionais no século XXI. Infelizmente, a este respeito, as décadas desde o fim da “Guerra Fria” foram em vão”, notou Putin, aparentemente referindo-se às atuais tensões com a OTAN e a UE.

Ele disse que a Rússia representa “a segurança e a possibilidade de desenvolvimento, não apenas para os poucos escolhidos, mas para todos os países e povos, para o respeito ao direito internacional e à diversidade do mundo”.

O presidente russo também disse que a política da Rússia em relação aos seus parceiros asiáticos, China e Japão, não é oportunista ou uma resposta à deterioração das relações dos EUA, mas com base nos planos da Rússia para o desenvolvimento a longo prazo.

“Mais uma vez, saliento que a política ativa da Rússia [da Ásia] não é ditada por algumas considerações oportunistas de hoje, nem mesmo pelo arrefecimento nas relações com os Estados Unidos ou a União Europeia, mas pelos interesses e tendências nacionais de longo prazo do desenvolvimento global”, disse ele.

Em seu discurso, Putin também instou os Estados Unidos a se juntar à Rússia para combater conjuntamente o terrorismo internacional.

“Esperamos unir nossas forças com os Estados Unidos na luta contra a ameaça real, não fictícia – o terrorismo internacional”, disse ele, enfatizando a necessidade de “fortalecer os regimes de não-proliferação”, observando que “as tentativas de perturbar o equilíbrio estratégico são extremamente perigosas e podem levar a uma catástrofe global”.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Almanar

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