EUA devem enviar a “Estátua da Liberdade” de volta para a França.


Hoje a América é um escárnio. A senhora liberdade agora chora. Então, vamos enviá-la de volta de onde ela veio, e talvez os europeus, gostem do simbolismo disso. Afinal: nós recebemos isso da Europa, assim como nós recebemos os imigrantes de lá.

Donald Trump pode não ser capaz de obter dos mexicanos o pagamento do seu muro que os EUA está construindo para conter os mexicanos, mas os europeus podem pagar ao receber de volta esta simbólica estátua, que a França deu para uma América que merecia, mas que não merece mais?

Este monumento para a compaixão e contra a intolerância é agora apenas uma metafórica dor no polegar aqui, mas talvez a França fique feliz em recebê-la de volta, e talvez milhões de Europeus sintam orgulho de pagar para vê-la, tocá-la e ficar na sua base, por recebê-la de volta na Europa, que, ironicamente, é composta dos mesmos países a partir do qual quase todos os imigrantes da América costumavam vir, antes da França ter presenteado os EUA com a Senhora Liberdade em 28 de outubro de 1886.

O Departamento de Segurança Nacional da América relata que, pelos dados mais recentes disponíveis do ano de 2015, os EUA havia concedido asilo para 69.920 pessoas. Por lei, desde 2012, um limite anual havia sido estabelecido para os refugiados para os EUA: 70.000.

Durante o mesmo ano na Europa, havia 1.322.825 requerentes de asilo, e para 69% deles foi concedido asilo.

Eurostat’s asylum statistics mostra muito maiores cifras que as da América, para a grande maioria dos muito pequenos países da Europa, como o Eurostat descreve:

    Para decisões de primeira instância, cerca de 75% de todas as decisões positivas na UE-28 em 2015 resultou em garantias para o status de refugiado, enquanto que para as decisões finais a participação foi um pouco menor: 69%…

    A maior percentagem de primeira instância positiva, as decisões relativas ao asilo em 2015 foram registradas na Bulgária (91%), seguido por Malta, Dinamarca e Holanda. Por outro lado, a Letónia, a Hungria e a Polónia, registraram em primeira instância taxas de rejeição acima de 80%…

    Os valores mais elevados de rejeições finais foram registrados na Estónia, na Lituânia e em Portugal, onde todas as decisões finais foram negativos…

    O número dos que requeriram asilo pela primeira vez na Alemanha aumentou de 173 mil em 2014, para 442 mil em 2015… Hungria, Suécia e Áustria também relataram grande aumento (todos excedendo a mais de 50 mil requerentes de asilo pela primeira vez) entre 2014 e 2015. Em termos relativos, os maiores aumentos no número de requerentes pela primeira vez entre os candidatos foram registrados na Finlândia (mais de nove vezes superior), Hungria (mais de quatro vezes) e Áustria (mais de três vezes), enquanto a Bélgica, a Espanha, a Alemanha, o Luxemburgo, a Irlanda e a Suécia, todos relataram que o número dos requerentes de asilo pela primeira vez mais do que duplicou. Por outro lado, Romênia, Croácia, Lituânia, Eslovenia e a Letônia relatou que houve menos requerentes de asilo pela primeira vez em 2015 do que em 2014.

    A parcela da Alemanha na UE-28 total subiu de 31% em 2014 a 35% em 2015, enquanto que os outros Estados-membros da UE registraram um aumento notável na partilha da UE-28 total, incluído Hungria (de 6,6 pontos percentuais para 13,9%), Áustria (de 2,2 pontos percentuais para 6,8%) e Finlândia (de 1,9 pontos percentuais para 2.6%). Por outro lado, as parcelas na UE-28 total da França e da Itália cairam de cada quase 5 pontos percentuais entre 2014 e 2015, para 5,6% e 6,6%, respectivamente…

    Os sírios representaram o maior número de candidatos em 12 dos 28 Estados-membros da UE, incluindo 159 mil candidatos na Alemanha (o maior número de candidatos a partir de um único país a um dos Estados-membros da UE em 2015), cerca de 64 mil candidatos na Hungria e 51 mil na Suécia. Cerca de 46 mil candidatos afegãos foram registrados na Hungria, 41 mil na Suécia e 31 mil na Alemanha. Mais de 54 mil albaneses, 33 mil kosovares, e 30 mil iraquianos também pediu asilo na Alemanha; nenhum outro Estado-Membro da UE recebeu 30 mil ou mais requerentes de asilo em 2015, de uma única cidadania…

    Em 2015, havia 593 mil decisões de primeira instância em todos os Estados-membros da UE. De longe o maior número de decisões tomadas na Alemanha… que constituem mais de 40% do total de decisões de primeiras instâncias na UE-28 em 2015. Além disso, foram 183 mil decisões finais, sendo de longe a maior parte (51%) na Alemanha.

Os Estados Unidos, país muito maior, com o seu novo Presidente, Donald Trump, promete cortar drasticamente o número de refugiados admitidos anualmente, para baixo de seus atuais 70 mil.

Numa base per capita, a Europa recebe sete vezes mais refugiados do que os Estados Unidos. Tanto a América como a Europa são amplamente esperadas para reduzir, não para aumentar, a aceitação de refugiados.

Então: será que a Estátua da Liberdade ainda representa a América — ou será que em vez de representar apenas uma América que já foi, mas já não é?

Ao considerar esta questão, pode-se também considerar o que precisamente fez com que os refugiados se tornassem refugiados. A Síria foi a maior fonte de refugiados de 2015 para a Europa. Do que eles estão fugindo? De acordo com as pesquisas de sírios patrocinadas pelo Ocidente em todo esse país, eles têm fugido principalmente de bombas e bombardeiros dos EUA, que apoiou grupos jihadistas mantidos pela Al Qaeda que tentaram conquistar seu país. É claro que, como foi relatado na imprensa ocidental, eles estavam fugindo principalmente do governo sírio e suas bombas aliadas e bombardeiros que têm tentado matar os “rebeldes moderados” contra esse governo.

Aqueles eram figuras de 2015, quando os EUA bombardeavam durante todo o ano na Síria (onde foi, de fato, um invasor), e quando a Rússia (que não era invasor, mas foi convidado pelo governo da Síria, para ajudar a impedir uma derrubada por essa aliança dos EUA-Arábia) só começou a bombardear lá no dia 30 de setembro de 2015. Os sírios fugiam principalmente dos jihadistas que estavam tentando tomar o seu país e das bombas americanas que apoiavam os jihadistas financiados pela Arábia Saudita. (E, esmagadoramente, os moradores estavam fugindo do que eufemisticamente chamo de “áreas controladas pelos rebeldes”, às áreas que ainda estavam sob o controle do governo sírio.)

A segunda e terceira maior fonte de refugiados na Europa durante esse ano foram o Iraque e o Afeganistão, dois países que a América começou a bombardear em 2001 em retaliação aos ataques do 11 de setembro perpetrados pela família real saudita dentro da América. A nova Administração Trump está retaliando contra refugiados de sete países, por conta do 11/9, e também outros ataques jihadistas, que também não foram perpetrados por pessoas de qualquer destes sete países: Síria, Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. Na verdade, no próprio momento do anúncio dos Estados Unidos sobre esses sete países, a família Saud não só apoiava, tanto a Al Qaeda como o Estado Islâmico na Síria, mas deixava cair bombas americanas contra xiitas no Iêmen. E Trump limitou os refugiados da Síria e do Iêmen, cortando assim qualquer fuga para os EUA das vítimas da agressão dos EUA contra os dois países que a família Saud e a aristocracia dos EUA querem conquistar. A Europa vai levar esses refugiados?

A agressão americana combina-se agora com uma política mais apertada de fechamento de portas, e nenhuma realidade se encaixa no mito ocidental. Então, Lady Liberty pode estar chorando também por causa da mentira ocidental? Ela se tornou estranha a este país como um desajuste aqui, como sendo tanto um refúgio e um modelo para o mundo. Ela não pertence mais a este país, em espírito. Ela poderia muito bem ser oficialmente incluída na lista proibida do Presidente Trump, um estrangeiro residente que está sendo devolvido ao remetente. Talvez se Trump a enviar de volta para a França, ele vai tentar negociar com os líderes franceses algum tipo de preço que será cobrado deles – não, claro, para criar a estátua (desde que foi criada pelos franceses), mas, como Ele planeja fazer com que os mexicanos paguem pela construção de seu muro para mantê-los fora.

Até que ponto Trump vai em sua nova forma “politicamente incorreta” de “americanismo”?

Leia também: Estados Unidos é uma oligarquia, não uma democracia, diz Estudo Científico.

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Autor: Eric Zuesse

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Global Research.ca

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