Como será a vida no futuro: a desindustrialização, a destruição das raízes sociais, os esportes como ferramenta para a mudança social e o controle das armas.


Nessa parte da série você vai saber que no futuro possuir uma arma será um privilégio e nem todo mundo terá permissão para ter armas. Algumas indústrias pesadas vão desaparecer. As pessoas perderão seus empregos como resultado dos avanços industriais e das necessidades de recapacitação.

Também, as pessoas vão ser habitantes sem raízes em seus novos locais de residência e as tradições serão mais fáceis de mudar onde houver muitos habitantes migrantes. Os esportes serão usados para controlar as massas. E com a interdependência global as identidades nacionais perderão ênfase. Todos nós nos tornaremos cidadãos do mundo, em vez de cidadãos de um país.

Acompanhe a série “Como será a vida no futuro: A Agenda Oculta da Nova Ordem Mundial” publicada todos os domingos em Dinâmica Global.

Na publicação anterior foi mostrado que as leis que proibiam as apostas seriam mais frouxas de forma aumentar o vício nos jogos. Os governos dos países seriam dedicados às apostas eles mesmos. E também foi dito que a disponibilidade aumentada de drogas gerará uma espécie de lei da selva, onde o fraco e o que não tem renda é descartado. O mesmo acontecerá com o álcool. Nem todos terão liberdade para viajar da forma como se faz hoje em dia. As pessoas não tem a necessidade de viajar tanto. …serão construídos edifícios e pontes que colapsarão depois de algum tempo; haverá mais acidentes de trens, aviões e automóveis. Tudo isso para contribuir com o sentimento de insegurança e de que nada está certo. Não haverá compaixão com aqueles que ficarem para trás na selva das drogas e dos bairros degradados. Esse foram os assuntos tratados na publicação anterior da série que está sendo mostrada aqui todos os domingos.

A seguir está a continuação dos temas tratados por Dr. Richard Day numa conferência de medicina em 1969, que revelam as mudanças já planejadas há muito tempo e vão atingir todos os aspectos da vida das pessoas no Século 21. Esta matéria é a continuação de Como será a vida no futuro: a mudança das leis, a criação do ambiente selvagem, o crime como ferramenta para controlar a cidade, das gravações do Dr. Lawrence Dunegan e relacionadas com uma conferência que ele participou em 20 de março de 1969 ministrada pelo Dr. Richard Day em Pittsburg, nos Estados Unidos a um auditório de 80 médicos presentes.

Diminuição da supremacia industrial dos Estados Unidos.

O palestrante começou então a tratar o tema da indústria norte-americana – esse foi o primeiro momento em que ouvi o termo ou conceito de interdependência global. O plano declarado era que a diferentes partes do mundo se lhes atribuiriam diferentes papéis na indústria e no comércio em um sistema global unificado.

A contínua supremacia dos Estados Unidos da América e a relativa independência e auto-suficiência dos Estados Unidos da América teriam que ser mudadas. Esta foi uma das várias vezes em que ele mencionou que para criar uma nova estrutura, primeiro, você tem que demolir a outra e a indústria norte-americana era um exemplo. Nosso sistema teria que decrescer para dar a outros países a oportunidade de construírem suas próprias indústrias, porque de outra maneira não poderiam competir contra os Estados Unidos da América. Isto é particularmente verdade para a nossa indústria de maquinaria pesada que estava sendo desenvolvida em outros países, particularmente no Japão.

Neste momento, houve uma discussão sobre o aço e, particularmente, sobre os automóveis. Lembro-me que disse que os carros seriam importados do Japão, ao mesmo ritmo que os automóveis produzidos localmente, mas que o produto japonês seria melhor. Os produtos seriam fabricadas nos Estados Unidos da América de forma que se quebrem e se desmontem, de forma que as pessoas prefiram a variedade importada e isso lhe daria uma espécie de impulso à concorrência estrangeira. Um exemplo são os japoneses.

Em 1969, os carros japoneses, se é que já eram vendidos nos Estados Unidos da América, pois não me lembro, mas de todas as formas não eram muito populares ainda. A idéia era que as pessoas se sentissem um pouco desgostosas com o seu produto Ford, GM ou Chrysler, porque coisas pequenas como as maçanetas das janelas se quebrariam já que não eram de metal ou de um material que resistente. O seu patriotismo relacionado com a compra de produtos americanos contribuiria para a sensação de tudo prático, que se comprar coisas japonesas, alemãs ou importadas elas vão durar mais tempo e você estaria melhor. O patriotismo acabaria, então. Disse que as coisas se fariam defeituosas e não confiáveis, de forma deliberada, pois a ideia era não só acabar com o patriotismo, mas que seria simplesmente uma fonte de irritação para as pessoas que usassem essas coisas. De novo, a idéia de que um não se sentir extremamente seguro, promovendo a noção de que o mundo não é um local extremamente seguro.

Os Estados Unidos da América se iria manter forte em informação, comunicações, alta tecnologia, educação e agricultura. Os Estados Unidos da América permaneceria sendo a pedra angular do sistema global. Mas a indústria pesada teria sua sede em outro lugar do mundo.

Um dos comentários que fizeram sobre a indústria pesada foi que já tínhamos feito bastante dano ao meio ambiente, a ponta de lareiras e resíduos industriais e outros países podiam se dedicar a isso por algum tempo. Esta era de novo uma postura de redentor para fazer que os americanos aceitem. Vocês nos tiram a indústria, mas salvam o nosso meio ambiente. De maneira que não perdemos nada.

A mudança na população e na economia – acabando com as raízes sociais.

Nesta seção ele mencionou as pessoas que perdem seus empregos como resultado dos avanços industriais e das oportunidades de recapacitar-se e, particularmente, as mudanças populacionais estavam a ser levadas a efeito. Eu acho que isso foi uma espécie de inciso. Acho que vou explorar este inciso, antes que eu esqueça – as mudanças populacionais apresentariam-se de maneira que as pessoas mudassem o seu local de residência para o sul dos Estados Unidos da América. Dessa forma, seriam habitantes sem raízes em seus novos locais de residência e as tradições são mais fáceis de mudar, onde há muitos habitantes migrantes, ao contrário de tentar mudar as tradições em um lugar onde os habitantes são nascidos e crescidos lá inclusive com famílias grandes, pois têm raízes. Coisas como novos serviços para o cuidado da saúde; se você é de uma cidade industrial do nordeste dos Estados Unidos da América e migrar para o sul dos Estados Unidos da América vai ser um habitante mais resignado a aceitar qualquer tipo de, digamos, cuidados de saúde controlados que encontre lá diferente da aceitação que você teria dos cuidados para a saúde em locais onde você tem as suas raízes e o apoio de seus entes queridos.

Neste ponto também foi mencionado (na forma plural com o pronome pessoal nós) que também nós monitoraremos primeiro os portos – Nova York, San Francisco, Seattle – pois a idéia é que esta é uma parte da estratégia de tal forma que se controlamos os portos com a nossa filosofia e o nosso estilo de vida, as áreas centrais do país terão que ceder, de igual maneira.

Não sou capaz de desenvolver mais a idéia, mas é algo interessante. Se você dá uma olhada nas áreas mais liberais do país, são, em geral, as cidades costeiras. As zonas centrais, o meio-oeste dos Estados Unidos da América, parece que tem mantido a sua atitude conservadora. Mas à medida que se lhes tire indústrias e empregos e as populações tenham que mudar, então isso é uma estratégia para eliminar essa atitude conservadora. Quando se tira a indústria e as pessoas perdem o emprego e empobrecem, então aceitam as mudanças que sejam, desde que sintam que se lhes está oferecendo sobrevivência, mas sua ética e seu compromisso com as coisas lhe abrem campo para a sobrevivência. Essa não é a minha filosofia, essa é a filosofia do professor.

De todas as formas, voltando para a indústria, algumas indústrias pesadas vão permanecer, mas apenas as necessárias para conservar a semente das habilidades industriais que pode ser expandida para o caso de o plano não funcionar da forma esperada. Dessa forma, o país não estaria desprovido de ativos e habilidades. Mas isso foi apenas um plano de contingência. Se desejava e esperava-se que a especialização, a nível mundial, fosse executada. Mas é provável que, repetindo o que já foi dito, um dos resultados de tudo isso é que, com a interdependência global as identidades nacionais perderiam ênfase. Com cada área a depender de outras áreas, por um ou outro item de nossas vidas, todos nós nos tornaremos cidadãos do mundo, em vez de cidadãos de um país.

Os esportes como ferramenta para a mudança social

A este ponto da conferência, podemos falar dos esportes. Os esportes nos Estados Unidos da América teriam que mudar, em parte para fazê-lo perder o vínculo com o nacionalismo.

O futebol, um esporte de classe mundial tem que ser enfatizado e promovido nos Estados Unidos da América. Isso foi interessante, pois o jogo de futebol era virtualmente desconhecido no país naquela época. Eu tinha alguns amigos que atenderam uma escola elementar em que se jogava futebol, diferente da que eu atendia; eles jogavam futebol lá e era uma novidade. Isso foi lá em meados da década de 50, então, ouvir falar de futebol foi algo surpreendente.

De todas formas, o futebol é visto como um esporte internacional e será promovido.

O beisebol, o esporte tradicional dos Estados Unidos da América perderá vigência e provavelmente será eliminado, pois será visto como demasiado norte-americano. Nesse ponto o palestrante tratou o tema da eliminação deste esporte. A primeira reação seria – bem, eles pagam mal os jogadores e eles não querem jogar por um pagamento pequeno e por isso desistem de jogar beisebol e dedicam-se a outros esportes ou outras atividades. Mas ele disse que essa não é realmente a maneira como funciona. Com efeito, a maneira de acabar com o beisebol é fazer com que os salários subam muito. A idéia por detrás deste conceito é que, à medida que os salários subam de forma impressionante haverá algum tipo de descontentamento e antagonismo, pois a gente vai sentir ressentimento de ver que os atletas ganham tanto dinheiro e os atletas começaram a ficar cada vez mais amargurados pelas figuras que ganham outros atletas e tenderão a abandonar o esporte. Estes altos salários podem também vir a arruinar os proprietários e a alienar os fãs. Então, os torcedores começam a apoiar o futebol e deixar o beisebol; portanto, os diamantes de beisebol podem ser usados como campos de futebol. Não se disse que isto ia acontecer no final, mas se o sabor internacional não se apresentar rápido o suficiente, isso pode ser feito.

Houve comentários a respeito do futebol americano, mas me lembro que ele disse que o futebol seria mais fácil de desmontar, porque se jogava de forma generalizada nas universidades como nas ligas profissionais e, por isso, será mais difícil acabar com ele.

Também se falou um pouco mais da violência no futebol que satisfaz uma necessidade psicológica que era percebida e as pessoas tem necessidade desta violência indireta. Por essa razão, o futebol pode ser abandonado para atender a essa necessidade indireta. O mesmo é verdade para o hóquei.

O hóquei tinha mais sabor internacional e seria enfatizado. Existia uma concorrência internacional previsível sobre o hóquei e particularmente sobre o futebol. Neste momento, o hóquei era internacional, devido aos Estados Unidos e ao Canadá. Eu estava muito surpreso, porque o palestrante nunca me impressionou por ser um grande fã de hóquei e eu sou. Descobriu-se que ele de fato não era. Ele só sabia sobre o jogo e o que se faria para que as pessoas mudassem este programa esportivo.

Mas de todas as formas, o futebol ia ser a pedra angular dos esportes, porque já era um esporte mundial na América do Sul, Europa e em breve partes da Ásia e dos Estados Unidos da América também adotariam a prática desse esporte. Tudo isso geraria concorrência internacional, de tal maneira que todos nós nos converteríamos em cidadãos do mundo, em uma medida maior do que ser cidadãos de nossos pequenos países.

O controle das armas

Tratou-se também o tema da caça, não de maneira surpreendente. A caça exige armas e o controle das armas é um grande elemento nestes planos.

Não me lembro dos detalhes de que possuir uma arma é um privilégio e que nem todo mundo poderia ter permissão para ter armas. A caça era uma desculpa inadequada para ter armas e todo o mundo deve restringír-se do direito à propriedade de armas.

As poucas pessoas privilegiadas que devem ter permissão de caça podem alugar a arma ou tomá-la emprestada de uma entidade oficial, em vez de ter posse sobre ela. Afinal, nem todas as pessoas têm necessidade de ter uma arma de fogo, foi a maneira como ele explicou.

Acompanhe a sequência do documentário, “Como será a vida no futuro: A Agenda Oculta da Nova Ordem Mundial.” Uma série oferecida por Dinâmica Global e publicada todos os domingos.

Publicado em dinamicaglobal.wordpress.com

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