Os riscos para Trump e para todo o mundo – O golpe do Estado Profundo está em andamento.


A rede do ‘Estado Profundo’. Precisamos entender, e também o presidente Trump, que a farsa da “guerra ao terror” foi utilizada para transformar agências de inteligência, tais como a NSA e CIA, e agências de investigação criminal, tal como o FBI, em agência de polícia secreta tipo Gestapo. Trump é agora ameaçado por estas agências, porque ele rejeita a agenda neoconservadora da hegemonia mundial dos Estados Unidos que suporta o gigantesco orçamento anual militar e de segurança.

Nossas agências de polícia secreta estão ocupadas no trabalho de plantar na mídia presstituta a noção de que Trump está comprometido por “conexões russas” e é uma ameaça à segurança dos EUA. O plano é defender essa tese nos meios de comunicação, como foi feito contra o presidente Nixon, e expulsar Trump do gabinete. Enfrentar abertamente um presidente recém-eleito é um ato de audácia extraordinária que implica enorme confiança, senão desespero, da parte da agência de polícia estatal.

Aqui pode-se ver a CNN a cooperar abertamente com a CIA a lidar com especulação selvagem e irresponsável de que Trump está sob influência russa como se isso fosse um fato estabelecido.

A “prova” fornecida pela CNN e a CIA é uma “reportagem” do New York Times que, com pouco de dúvida, foi plantada no NYT pela CIA.

Torna-se óbvio que a CNN e a CIA encaram o povo americano como tão crédulo a ponto de ser completamente estúpido.

Glenn Greenwald explica a Amy Goodman que a CIA persegue Trump, porque a sua política anunciada de reduzir as perigosas tensões com a Rússia entra em conflito com a necessidade do complexo militar/segurança de um grande inimigo:

    “O Estado Profundo, embora não haja definição precisa ou científica, refere-se geralmente a agências em Washington que são facções permanentes de poder. Elas permanecem no poder e exercem-no enquanto presidentes que são eleitos vão e vêem. Elas tipicamente exercem seu poder em segredo, no escuro, e assim raramente são sujeitas à responsabilização democrática, se é que são sujeitas de todo. São agências como a CIA, a NSA e a outras, que essencialmente são concebidas para disseminar desinformação, engano e propaganda – e têm um longo histórico não só de fazer isso como também de cometer os piores crimes de guerra, atrocidades e esquadrões da morte. Não se trata apenas de pessoas como Bill Kristol, mas muitos do Partido Democrata estão a confiar nisso, a tentar fortalecê-las, a encorajá-las para que exerçam um poder separado e isolado – de fato, em oposição – a responsáveis políticos aos quais elas supostamente deveriam subordinar-se.
    “E isto não é apenas acerca da Rússia. Se remontar toda a campanha, o que se viu foram os principais membros da comunidade de inteligência, incluindo Mike Morell, que estava a atuar como chefe da CIA sob o presidente Obama, e Michael Hayden, que dirigia tanto a CIA como a NSA sob George W. Bush, foram apoiantes sem rodeios de Hillary Clinton. De fato, durante a campanha Michael Morell publicou no New York Times, e Michael Hayden no Washington Post, exaltações a Hillary Clinton enquanto a dizer que Donald Trump se tornara um recruta da Rússia. A CIA e a comunidade de inteligência apoiavam Clinton veementemente e opuseram-se a Trump desde o início. E a razão para isto era gostarem mais das políticas de Hillary Clinton do que das de Donald Trump. Uma das principais prioridades da CIA durante os últimos cinco anos tem sido uma guerra por procuração na Síria, destinada a alcançar uma mudança de regime e a queda de Assad. Hillary Clinton não era apenas favorável a isso, ela criticava Obama por não lhe permitir ir mais além e queria impor uma zona de interdição de voo (exclusão aérea) na Síria e confrontar os russos. Donald Trump adotou a visão exatamente oposta. Ele disse que não nos deveríamos importar com quem dirigisse a Síria, deveríamos permitir aos russos, e mesmo ajudar os russos, a matarem o ISIS e a al-Qaeda a Síria. Assim, a agenda de Trump era completamente oposta àquilo que a CIA queria. A da Clinton era exatamente o que a CIA desejava e assim estavam a por trás dela. Por isso tentaram minar Trump durante muitos meses ao longo da campanha eleitoral. E agora que ele venceu, não estão apenas a miná-lo com fugas, mas a subvertê-lo ativamente. Há afirmações que estão a ocultar informação dele, com base no que pensam que ele deveria ter e na confiança que possa merecer. Estão a fortalecer-se para decretar a política.

    “Agora, penso que a presidência Trump é extremamente perigosa. Você acaba de enumerar nas suas notícias – no seu noticiário que abriu o show, muitas das razões. Eles querem arruinar o ambiente. Querem eliminar a rede de segurança. Querem fortalecer bilionários. Querem decretar políticas intolerantes contra muçulmanos e imigrantes e muitos outros. E é importante resistir-lhes. E há muitos meios realmente bons para resistir-lhes, tais como conseguir que tribunais os restrinjam, o ativismo da cidadania e, o mais importante de todos, ter o Partido Democrata empenhado na auto-crítica a perguntar-se como pode ser uma força política mais eficaz nos Estados Unidos depois de ter entrado em colapso a todos os níveis. O que não é a resistência que está a fazer agora. O que eles estão a fazer, ao invés, é tentar apossar-se da única força pior do que Donald Trump, a qual é o estado profundo, a CIA, com suas histórias de atrocidades, e dizer que elas devem quase empenhar-se numa espécie de golpe suave, onde eles capturam o presidente eleito e impedem-no de executar suas políticas. E penso que é extremamente perigosos fazer isso. Mesmo que alguém acredite que tanto a CIA e o Estado Profundo, por um lado, e a presidência Trump, por outro, são extremamente perigosos, como eu acredito, há uma enorme diferença entre os dois. Esta é que Trump foi eleito democraticamente e ele é sujeito a controles democráticos, como estes tribunais acabam de demonstrar e como a mídia está a mostrar, como os cidadãos estão a provar. Mas, por outro lado, a CIA não foi eleita por ninguém. Eles estão pouco sujeitos a quaisquer controles democráticos. E assim, instar que a CIA e a comunidade de inteligência se fortaleçam a fim de minar os ramos eleitos do governo é insânia. Esta é a receita para destruir a democracia de um dia para o outro em nome da sua salvação. Ainda assim, é isto que muitos, não apenas neocons, mas aliados dos neocons no Partido Democrático, estão agora a instar e a aplaudir. E é incrivelmente distorcido e perigoso observá-los a fazer isso”.

Os Estados Unidos estão agora na situação extraordinária de que os liberais / progressistas / esquerda estão aliados ao Estado Profundo contra a democracia. Os liberais / progressistas / esquerda estão a fazer lobby para o impeachment de um presidente que não cometeu qualquer delito que o justifique. Os neoconservadores declararam sua preferência por um golpe do estado profundo contra a democracia. A mídia consente com uma barragem constante de mentiras, insinuações e desinformação. O indiferente público americano assiste a tudo placidamente.

JFK, assassinado pelo Estado Profundo.

JFK, assassinado pelo Estado Profundo.

O que pode fazer Trump? Ele pode expurgar as agências de inteligência e terminar com a licença que lhes foi concedida por Bush e Obama para conduzir atividades inconstitucionais. Ele pode utilizar a lei anti-trust para romper os conglomerados de mídia que Clinton permitiu que se formassem. Se Bush e Obama puderam com a sua própria autoridade sujeitar cidadãos dos EUA a detenção indefinida sem o devido processo e se Obama pomediadia assassinar cidadãos estado-unidenses suspeitos sem o devido processo legal, Trump pode utilizar a lei anti-trust para romper os conglomerados da mídia que falam a uma só voz contra ele.

Nesta altura Trump não tem alternativa senão combater. Ele pode demolir as agências de polícia secreta e os conglomerados presstitutos da mídia, ou serão eles a derrubá-lo. Descartar Flynn foi a pior coisa que se podia fazer. Ele deveria ter mantido Flynn e despedido os “denunciantes” (“leakers”) que estão ativamente a utilizar desinformação contra ele. A NSA teria de saber quem são os denunciantes. Trump deveria limpar a corrupta administração da NSA e nomear responsáveis que identificarão os denunciantes. A seguir Trump deveria processar os denunciantes com todo o peso da lei.

Nenhum presidente pode sobreviver a agências de polícia secreta determinadas a destruí-lo. Se os conselheiros de Trump não sabem isto, Trump precisa desesperadamente de novos conselheiros.

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Leia também: “A Conexão Rússia” de Trump, por trás das Guerras Perpétuas da América.


Autor: Paul Craig Roberts

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Paul Craig Roberts.org

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