Momento de escolha: o que esperar da eleição presidencial iraniana.


O presidente moderado do Irã, Hassan Rouhani, e outros cinco candidatos participarão da eleição presidencial prevista para 19 de maio.

Outros candidatos aprovados pelo Conselho Guardião da Constituição incluem o vice-presidente Eshaq Jahangiri, Ebrahim Raisi, presidente da fundação Astan Quds Razavi de caridade autônoma, o prefeito de Teerã Mohammad Bagher Ghalibaf, o ex-ministro da Cultura e Orientação Islâmica Mostafa Mir-Salim e o ex-vice-presidente Mostafa Hashemitaba.

Em entrevista ao Sputnik, o analista político Alexei Malashenko descreveu Hassan Rouhani, que está no poder desde 2013, como um “político responsável que conseguiu muito”.

“Rouhani manteve relações cordiais com a Europa e reintroduziu o Irã como membro da comunidade internacional, e mesmo as observações de Trump, de que o Irã é o estado terrorista número um do mundo, não são nada mais que inércia política”, acrescentou o analista.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, fala numa conferência de imprensa perto da Assembléia Geral das Nações Unidas, na cidade de Manhattan, Nova York, EUA, 22 de setembro de 2016
© REUTERS / Lucas Jackson

Malashenko disse ainda que as relações de Teerã com Moscou são complexas. “Em termos de política, o Irã precisa muito da Rússia. As coisas são mais complicadas quando se trata de economia”, disse o analista. Por um lado, Teerã tem cooperado com a Rússia em certas áreas, incluindo a energia nuclear. Por outro, o país “precisa de tecnologias que só pode comprar no Ocidente”.

Rouhani é amplamente visto como o principal candidato na corrida, que também foi apoiado pelo clero, escreveu para Sputnik Igor Gashkov.

“Durante o seu mandato, Rouhani conseguiu obter acordos lucrativos com os membros da UE, entre os quais o [Plano Conjunto de Ação Global], o acordo-chave para o país que conduziu a uma redução parcial das sanções. Acesso às tecnologias ocidentais que impulsionariam a economia. O Irã tem sido atormentado pelo desemprego.”

Gashkov nomeou Ebrahim Raisi como o principal concorrente de Rouhani, dizendo que o clérigo conservador acredita que o Irã deve confiar em seus próprios recursos e capacidades. Se Raisi vence a eleição, o Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC) se tornará mais poderoso, sugeriu o analista. Espera-se que os oficiais da defesa também impulsionariam sua influência se Bagher Ghalibaf asssentar bem na presidencia seguinte.

Curiosamente, o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad havia se inscrito como candidato, mas o Conselho Guardião rejeitou sua proposta. Malashenko sugeriu que Ahmadinejad, que serviu como presidente de 2013 até 2015, “desacreditou-se fazendo declarações duras sobre questões estrangeiras e domésticas”.

Gashkov manteve que o resultado da eleição presidencial no Irã dependerá do comparecimento do eleitor, com Rouhani provávelmente a beneficiar-se de uma participação mais elevada.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Sputnik News.com

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