Putin e Trump falam por telefone, discutem Síria e Coréia do Norte.


O presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega norte-americano, Donald Trump, fizeram um telefonema em que concordaram em cooperar na promoção do progresso diplomático no enfrentamento das tensões na península coreana e na Síria, segundo o Kremlin.

“Vladimir Putin pediu restrição e diminuição do nível de tensões” na península coreana, disse o comunicado. “Foi acordado trabalhar em conjunto sobre uma solução diplomática que resolverá a crise”.

Putin e Trump falaram sobre a coordenação dos esforços da Rússia e dos EUA contra o terrorismo na Síria, acrescentou o comunicado.

Putin e Trump decidiram “ativar o diálogo entre os chefes dos ministérios de relações exteriores de ambos os países que buscarão variantes para garantir o regime de cessar-fogo, estabilizá-lo e controlá-lo”, diz o comunicado.

“O objetivo é criar o fundo que ajudaria a lançar um verdadeiro processo de paz na Síria. Isto significa que o ministro das Relações Exteriores da Rússia e o secretário de Estado dos EUA informariam seus líderes sobre o progresso nesse sentido”.

O apelo entre os dois presidentes chegou um dia antes de uma nova rodada de negociações sobre a Síria na capital do Cazaquistão, Astana.

Esta é a primeira vez que Trump e Putin conversam entre si desde o ataque dos mísseis dos EUA em um aeródromo sírio que deu as costas às relações diplomáticas entre os EUA e a Rússia.

Os mísseis dos EUA alvejaram a base aérea de Shayrat, situada na província síria de Homs, em 6 de abril, em retaliação a um assalto em uma cidade prendida por rebeldes no noroeste da província de Idlib, em 4 de abril, que alegadamente foi executada por forças de governo sírio com o uso de armas quimicas. O ataque dos EUA foi realizado antes que investigações de especialistas fossem lançadas.

Depois dos ataques aéreos no aeroporto, Trump, que deveria se afastar das políticas da administração Obama e assumir uma atitude mais suave em relação à Rússia, declarou que as relações entre os dois países “podem estar no ponto mais baixo de todos os tempos”.

Ao mesmo tempo, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e o embaixador das Nações Unidas, Nikki Haley, condenaram Moscow por apoiar o presidente sírio, Bashar Assad.

A Coréia do Norte atraiu uma resposta irritada de seus vizinhos regionais e dos EUA depois de vários testes de mísseis balísticos saudados pela mídia estatal como grandes conquistas militares.

As tensões entre as duas nações aumentaram depois que o presidente Trump disse que tentaria impedir a Coréia do Norte de desenvolver uma arma nuclear e testes de mísseis. Como parte deste plano, o sistema anti-míssil americano THAAD foi estacionado na Coréia do Sul com o objetivo de dissuadir seu vizinho do norte. O sistema foi anunciado “operacional” apenas recentemente.

Moscow condenou o movimento, pedindo a Washington e Seul que reconsiderassem essa decisão, dizendo que o sistema anti-mísseis THAAD serviria como “fator desestabilizador” na região.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: RT.com

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