A ditadura da mídia: Liberdade entregue ao jornalismo brasileiro tem seu precedente, promover violência, espionagem e desinformação.


Informar é uma atividade vital para a sociedade e, nesse sentido, a imprensa deveria concentrar-se somente em entregar a informação para o beneficio das pessoas, mas na atualidade a imprensa tem servido aos seus interesses acima de tudo.

Uma liberdade de imprensa, como se não houvesse muita, tem sido reivindicada pela mídia cada vez que ela alega ser censurada das suas inconveniências ou se algum cidadão bem-informado contraria seus métodos. A imprensa passa então a dar chiliques se impedida de exercer sua inadiável ditadura da informação, folgando com a liberdade que já tem.

Faz-se necessário dizer algo sobre a liberdade de imprensa, com o mesmo peso que vale para as pessoas. A imprensa não é um poder isento de probidade, ao contrário, a concessão da liberdade gera em si mesma a garantia de que uma responsabilidade é assumida quando o produto da ação experimentar um efeito.

É vital para o funcionamento da sociedade que o trabalho jornalístico seja sério em consideração às pessoas. Mas em plena era da informação é a desinformação, a espionagem e a violência que tem dominado os noticiários. E as consequências dessa escolha, no âmbito das liberdades alargadas que a mídia tem, mostram que seus frutos não são aprovados, tal como a árvore que os produz.

Assistir os telejornais brasileiros tem sido um castigo num cotidiano tedioso, com suas notícias de irrelevância informativa e sua superficialidade jornalística nos assuntos mais sérios noticiados. Por exemplo, semana a semana jornalistas que nem são americanos, nem de nações oficialmente aliadas aos EUA, colocam seus pontos de vista defendendo ferrenhamente os interesses nacionais dos EUA, no ensejo da notícia replicada com enfadonha redundância numa rede inteira de meios de comunicação. É a conhecida mídia mainstream.

Com tantos problemas mega-estruturais no Brasil os jornalistas dessas mídias ocupam seu tempo com a suposta interferência do governo russo nas eleições norte-americanas. O caso apelidado ‘russiagate’ nos EUA revela as expectativas dos patrões das mídias quanto à noticia que empurram nos tendenciosos discursos desconexos com a realidade, da não-aceitação que deixam transparecer ainda, do ressentimento deles pela derrota de Hillary Clinton na presidência como candidata favorita que é da elite que controla os EUA e seus vassalos das comunicações pelo mundo.

No Brasil o jornalismo televisivo é o que mais se expõe como serviçal de extrangeiros. É evidente que não são todos os profissionais que se encaixam aqui. Mas há aqueles que com a empostação de voz, gestos adestrados, linguagem pouco objetiva, argumentação fraca e uma total ausência de questionamentos não consegue convencer. A opinião contida do jornalista é denunciada contrária ao transmitir notícias erradas. A expressão da face entrega o rosto despreparado e o repentino recompor do dissimulado vendedor de mentiras.

O filtro da verdade funcionando para dissimular.

É fato assustador que alguns desses funcionários da mídia brasileira não se comovam com o sofrimento das pessoas, com o desemprego, e tantas tragédias noticiadas apenas como produto numa prateleira de audiência. Nem tão pouco se constrangem com tamanha traição ao genuíno anseio do brasileiro os círculos de jornalistas participantes como traidores conjuntamente com seus patrões.

Tendo suas famílias e amigos residentes no país, convivem com a situação respiratória de toda a crise imposta ao Brasil, enquanto o país é castigado pelo mundo desenvolvido por não ter se recolhido de modo adequado, após várias vezes ser espionado por agências estrangeiras de todo tipo. A saber, na ocasião em que o Governo brasileiro tentou reivindicar a soberania do país foi criticado pela mídia brasileira que saiu em defesa dos EUA, mesmo sabendo da prática de espionagem contra o Governo, incluindo a Petrobrás e os principais projetos rentáveis no Brasil.

Alguns indivíduos, como William Waack – a quem o atual Governo proxeneta ou o golpista presidente-colaborador talvez até recomendasse alguma condecoração como patriota de outra nação, não fosse ele um espião-globalista-duas-caras trabalhando na emissora que mais se assemelha a uma agência-papagaio de informações, servível aos orgãos de espionagem estrangeiros – deveriam ser presos pela Polícia Federal por oferecer seus serviços à agência do exterior, segundo informação do Wikileaks que aponta o jornalista como informante.

Mas a mídia brasileira tem trancado a informação e vivido às custas do povo brasileiro. Não só deixou de noticiar a soneção fiscal milionária da emissora que mantêm o William na folha de pagamento, como servem aos interesses de estrangeiros. A qual profundidade estariam atolados esses indivíduos da mídia se a Lava-Jato funcionasse de verdade para esses meios de comunicação corruptores e prejudicantes da sociedade brasileira? Como podem ver o filtro da verdade funciona, para não deixar passar isso.

Quem escolhe assistir outorga para si a ignorância, aceita a derrota.

O brasileiro acha que a guerra aparecerá num horizonte de tanques e tropas, mas o inimigo está dentro do território agindo sorrateiramente através de um Estado fraco, que não tem nem presidente. Essa carência de fatos verdadeiros que não chega ao conhecimento do telespectador/leitor faz empurrar o verso constante no Hino Nacional para menos que uma metáfora: “Mas se ergues da Justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge a luta.” O verso caiu em total desatualização no desdobramento da guerra híbrida, assim como desatualizados estão os brasileiros em relação à política e à guerra. São assuntos críticos a qualquer nação e justamente ao Brasil, por ter uma mídia promotora de desinformação e uma Justiça que a ela serve.

Não é preciso nem denominar de antipatriótica a mídia brasileira por causa dos relevantes serviços prestados a algum império ou estados estrangeiros, porque não é a serviço de estados ou a uma única nação que a mídia empresarial trabalha. O favorecimento de corporações multinacionais, sem bandeira, sem pátria, de um império sem nome, é uma força virulenta demonstrada através de uma globalização devoradora arrasando economias pela imposição de crises fabricadas. É um poder parasitário tirando proveito da concessão dada pelo Governo brasileiro que é o maior perdoador de dívidas de ricos e estrangeiros.

Mas essa mesma mídia sabe apontar o indicador em outra direção quando seus meios de comunicação corporativos acham culpados em algum outro quintal distante do seu próprio. Seus patrões são promotores da corrupção, lucram com a dívida pública, aspiram poder e domínio e os exercem com extrema violência sufocando opositores.

A linguistica como arma suave tranca a informação.

Com a utilização de técnicas linguísticas viciosas, frases e conceitos úteis como “processo democrático”, “eleições livres”, “reforma na previdência”, “retomada do crescimento”, “confiança dos investidores”, “sustentabilidade”, entre muitissimas outras linguagens, desviam a atenção do público do que interessa, confundem a compreensão dos fatos e disfarçam suas intenções maléficas. Isso é ruim para as pessoas que não conseguem estabelecer debates sólidos sobre os problemas em que estão envolvidas. E tendo acesso a pouco conteúdo na mídia dominante suas opiniões sobre os acontecimentos críticos vão resultar sempre inconclusivas.

Se pararmos um pouco para uma reflexão vamos concluir que assistimos nosso inimigo falar pela televisão enquanto acessamos informação no portal de notícias da internet, também editada pelo inimigo. Isso por que todas as grandes mídias são conglomerados de empresas em busca de lucro e obedecem aos comandos dos mesmos patrocinadores de todas os outras.

Concomitante a essa função de (des)informar também exercem a função free-lancer de agência de espionagem quando trabalham para governos estrangeiros, multinacionais e ou qualquer grande poder que pague muito bem seus jornalistas, acionistas, proprietários. É um braço desarmado com um ‘poder de fogo’ capaz de estragar mais que bombas lançadas sobre. Graças a sua influência na opinião pública de um país, as notícias são inaláveis como gás, preparadas nos seus estudios com a predisposição de confundir e entorpecer as pessoas.

A liberdade da mídia empresarial é a ditadura da mídia e não a liberdade de imprensa.

Assim a mídia empresa tem se alargado sem freios, com muitos recursos disponíveis. Como a receita de tais corporações é reinvestida na programação marcham confiantes com somas de dinheiro, trazendo mais contratos e dinheiro e consequentemente poder para controlar a informação. E o público menos esclarecido é usuário em moto perpetuum desse sistema de controle enquanto entretidos com os ferrolhos escravagistas de futebol, novela e telejornais.

A comunicação de massa pode ainda atingir diversos públicos simultaneamente e é isso que faz desse tipo de mídia um poder perigoso. A violência é assim promovida de maneira dissimulada, sob o pretexto de noticiar os fatos. E quando os meios de comunicação de massa se apropriam da liberdade de imprensa e executam os ditames de uma elite arrogante, então utilizam mal a liberdade sob concessão com experiências exitosas de engenharia social nas pessoas absortas nesse espiral girante. Não fossem as mídias independentes e a imprensa livre na rede mundial seria impossível desligar-se da função hipnótica.

Conclusão

Quando não é possível questionar a cobertura jornalística de uma emissora/agencia de notícias, enquanto uns acontecimentos são escolhidos e outros não, as notícias seguem o perfil de notícias a que se pretende noticiar e quem decide o grau de relevancia de uma notícia indo ao ar permanece um jogador inexistente para o público.

A liberdade de imprensa é validada com a informação reportada sem filtro que faz brotar no espectador esclarecido a crença mais fiel possível aos fatos. A faculdade de julgar uma notícia depende da possibilidade de escolher um ponto de vista dentre reportagens variadas de diversas fontes. Sendo assim, a entrega da cobertura jornalística sem a contaminação corporativista, de forma independente, pode permitir o contraponto com os fatos noticiados de outras fontes evitando o monopólio da informação. Mas até mesmo o repórter mais idôneo pode ser ludibriado, ansioso por despachar a notícia, se não julgar bem os fatos antes de gerar um relato descontaminado.

Para saber mais: As dez técnicas mais usadas pela grande mídia para manipular a realidade.

Leia também: A guerra contra a liberdade e os propósitos de dominação.

Leia também: Novo presidente do Brasil era informante dos serviços secretos dos EUA.


Autor: Rod Oliveir

Publicado em dinamicaglobal.wordpress.com

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