Verdade ao poder: o próximo líder cubano rejeita o “imperialismo” dos EUA.


O próximo líder antecipado de Havana, Miguel Diaz-Canel, refutou os telefonemas de Washington para mudar os caminhos da nação da ilha, declarando que “as mudanças necessárias em Cuba serão realizadas exclusivamente pelo povo cubano”, em uma refutação absoluta às demandas políticas e econômicas dos EUA.

Depois de declarar sua intenção de demitir-se em 2018, o atual presidente cubano, Raúl Castro, deverá ser substituído pelo primeiro vice-presidente da nação caribeña, Miguel Diaz-Canel.

Falando no domingo, Diaz-Canel castigou inequivocamente os EUA por suas táticas econômicas, militares e diplomáticas pesadas.

Numa cerimónia comemorativa do 50º aniversário da morte do revolucionário argentino Ernesto ‘Che’ Guevara, que participou de uma revolta boliviana que ecoou a derrubada cubana de 1959, Diaz-Canel lembrou aos seus ouvintes que “nunca se pode confiar no imperialismo, nem sequer um pouco, nunca”.

Em uma aparente resposta à afirmação do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o embargo dos EUA a Cuba não seria totalmente levantado até que Havana adote a versão de Washington da democracia ocidental e do capitalismo, Diaz-Canel disse: “Cuba não fará concessões a sua soberania e independência, nem negociará seus princípios ou aceitará a imposição de condições”.

“As mudanças necessárias em Cuba serão realizadas apenas pelo povo cubano”, acrescentou o popular político de 57 anos, citado pela Reuters.

Sem eleições diretas para o escritório nacional em Cuba, Diaz-Canel deverá ser o substituto provável para a figura icônica do irmão mais novo de Fidel Castro, Raul, agora com 86, e faria do líder relativamente jovem o primeiro chefe cubano sem o nome de Castro desde meados do século XX.

O presidente dos EUA afirmou em junho que as sanções contra Cuba voltariam a subir aos níveis anteriores a Obama, ao mesmo tempo que esvaziaria o pessoal da embaixada dos EUA em Havana.

A administração da Trump emitiu avisos de viagem para os cidadãos dos EUA que procuram férias na então popular nação insular.

“Alguns funcionários não identificados estão propagando dispoarates incomuns sem evidências, com o objetivo perverso de desacreditar a reputação impecável de nosso país como um destino seguro para visitantes estrangeiros, inclusive dos Estados Unidos”, afirmou Diaz-Canel.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: SputnikNews.com

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