EUA reclamam interceptação do avião de reconhecimento norte-americano EP-3 por um caça russo Su-37.


Como criança se queixando: analista sobre novo vídeo de intercepções de aviões dos EUA.

A Marinha dos EUA publicou novo vídeo da interceptação do avião de reconhecimento norte-americano EP-3 por um caça russo Su-37. O incidente ocorreu em 29 de janeiro de 2018.

“As gravações mostram as manobras do caça Su-27 russo ao redor do EP-3 da Força Aérea dos EUA, a pouca distância e em várias posições”, diz o comunicado.

A manobra do avião russo foi definida como “insegura”, destaca-se que tais ações provocam o risco de “consequências catastróficas”.

Aleksandr Perendjhiev, professor de Ciências Políticas e Sociais da Universidade Plekhanov, comenta ao serviço russo da Rádio Sputnik por que os EUA continuam publicando estes vídeos.

“Em algum sentido é uma tentativa de desacreditar as Forças Armadas russas e a Rússia em geral. Por outro lado, estes vídeos mais lembram as queixas na rede que algumas crianças costumam publicar, se queixando de algum mau tratamento”, destacou.

As ações dos EUA recordam ao analista aquelas crianças que se comportam mal, são colocadas em seu lugar e depois tentam fazer as outras pessoas ficar de seu lado, influir na opinião pública. Perendjhiev afirmou não saber por que os militares norte-americanos têm tal forma de pensar, porque, segundo o cientista político, os militares russos não costumam se queixar. “Temos valores diferentes dos do Pentágono”, resumiu.

Rússia intercepta avião de espionagem dos EUA sobre o Mar Negro.

O Ministério da Defesa russo confirmou nesta segunda-feira que um de seus jatos interceptou um avião espião dos Estados Unidos no espaço aéreo internacional sobre o Mar Negro.

Moscou afirmou que o avião de vigilância estava indo em direção ao espaço aéreo russo e destacou que “todas as precauções necessárias” para evitar uma situação perigosa foram tomadas.

Já o Pentágono descreveu a interceptação como “insegura”.

A tenente-coronel Michelle Baldanza, porta-voz do Pentágono, afirmou que o avião de guerra russo chegou a cinco metros do avião de espionagem dos EUA, forçando-o a desviar-se e concluir a sua missão prematuramente.

Ela acrescentou que a interceptação era insegura porque a aeronave cruzou a frente da aeronave Poseidon, expondo o avião norte-americano à turbulência deixada pela vigília dos caças russos Su-27. Como resultado, o Poseidon experimentou “um giro de 15 graus e uma turbulência violenta”.

Outra declaração veio das Forças Navais dos EUA, Europa-África, na qual corroboraram as alegações do Pentágono.

“Em 29 de janeiro de 2018, um avião US-3 Áries que voava no espaço aéreo internacional sobre o Mar Negro foi interceptado por um SU-27 russo”, disse o comunicado de imprensa de segunda-feira.

“Esta interação foi determinada como insegura devido ao fechamento do Su-27 dentro de cinco pés e atravessando diretamente através da trilha de vôo do US-3, fazendo com que o US-3 voasse através da trilha do jato Su-27. A duração da interceptação durou duas horas e 40 minutos”, continuou.

O Ministério da Defesa russo rejeitou as alegações, dizendo que tomaram todas as precauções necessárias para evitar uma situação perigosa durante a interceptação.

“A tripulação do avião de combate informou a identificação de um avião de reconhecimento norte-americano e acompanhou o avião espião, impedindo que ele violasse o espaço aéreo russo enquanto observava todas as medidas de segurança necessárias”, afirmou o ministro em um comunicado.

“O jato de caça russo Su-27 conduziu todo o voo em estrita conformidade com as regras internacionais sobre o uso do espaço aéreo. Nenhuma situação extraordinária ocorreu durante a interceptação”, acrescentou a nota.

O incidente ocorreu em céus internacionais sobre o Mar Negro, a poucos quilômetros do espaço aéreo russo. A OTAN e a Rússia mantêm importantes pressões militares na região.

Informações anteriores do incidente publicadas pela CNN identificaram os aviões envolvidos como um P-3 Orion e um Su-30. As declarações dos ministérios de Defesa de ambas as nações provaram que tais relatos foram aparentemente errôneos.

Em dezembro, caças norte-americanos F-22 interceptaram aviões russos de ataque Su-25 nos céus da Síria. Tal como acontece com o incidente do Mar Negro, as duas nações ofereceram diferentes contas do evento: os EUA alegaram ter interceptado os Su-25 após terem atravessado várias vezes uma linha de conflito, enquanto Moscou afirmou que seus aviões não faziam isso e o F-22s os interceptaram ilegalmente.

Fonte: Sputnik News.com

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