China acusa EUA de desrespeitar a América Latina. Ameaças de intervenção no território venezuelano.


Pequim acusou Washington de desrespeitar a América Latina após o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, alertar a região de uma suposta dependência excessiva do comércio com a China.

Falando antes de embarcar para suas visitas a México, Argentina, Peru, Colômbia e Jamaica, Tillerson afirmou que Pequim está usando sua economia para atrair a América Latina para sua órbita de influência. O secretário de Estado dos EUA também insinuou que um golpe militar pode solucionar a crise da Venezuela.

O Ministério da Relações Exteriores da China disse por meio de comunicado que a cooperação com a América Latina é baseada em interesses comuns e necessidades mútuas.

“O que os Estados Unidos disseram é inteiramente contra a verdade e exibiu desrespeito ao vasto número de países latino-americanos”, disse a nota da chancelaria chinesa.

Pequim destacou que seu comércio com a região segue todas as regras internacionais e locais.

Durante reunião com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) em janeiro, o chanceler chinês, Wang Yi, convidou os 33 países membros do bloco para sua mais destacada iniciativa comercial, a “Nova Rota da Seda”.

Ainda nesta semana, o mais alto diplomata do Tesouro dos EUA, David Malpass, acusou a China de favorecer o “mau governo” do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por meio de empréstimos pagos por meio do petróleo de Caracas.

Desde 2007, a China emprestou mais de US$ 50 bilhões à Venezuela.

Caracas diz que EUA querem persuadir países latino-americanos a intervirem na Venezuela

Venezuela diz que visita do secretário de estado dos EUA a países da América Latina tem como missão persuadir países latino-americanos para a realização de intervenção no território venezuelano.

Rex Tillerson está realizando uma série de visitas a países latino-americanos. A viagem, deve durar entre 1 e 7 de fevereiro. Segundo informações do Departamento de Estado dos EUA, ele visitará Argentina, México, Colômbia, Peru e Jamaica. O próprio departamento confirmou que a visita tem como foco discutir a crise venezuelana. Na quinta-feira (1) a série de visitas aos países teve início no México.

No mesmo dia, a conta oficial no Twitter do Departamento de Estado norte-americano publicou uma postagem afirmando que a Venezuela rouba de seu próprio povo, apontando que continuarão a pressionar o país para que volte à sua constituição.

Em discurso realizado na universidade de Austin, no Texas, um dia antes de embarcar para o México, o secretário também insinuou que militares poderiam ser um fator importante par a mudança na Venezuela.

“Na história da Venezuela e dos países da América do Sul, muitas vezes os militares são o agente da mudança quando as coisas são tão ruins e a liderança não pode mais servir as pessoas”, disse Tillerson.

No mesmo discurso, Tillerson também deu a entender que há uma preocupação de seu país em barrar a presença e influência da China e da Rússia na região.

Segundo ele, a Rússia estaria vendendo armas a inimigos dos EUA na região, países que, como aponta o secretário, “não respeitam valores democráticos como nós [os EUA]”.

Após deixar o México, o secretário segue para Bariloche, na Argentina, de onde seguirá para Buenos Aires para um encontro com o presidente Maurício Macri e seu ministro de Relações Exteriores, Jorge Faurie. A agenda oficial prevê conversas bilaterais sobre crescimento econômico e cooperação na área da defesa.

Nos dias 5 e 6. Tillerson encontra, no Peru, o presidente Pedro Pablo Kuczynski e seu ministro de Relações Exteriores Cayetana Aljovin para discutir parcerias e o Encontro das Américas.

Ainda no dia 6 ele irá a Bogotá, na Colômbia, para encontrar-se com o presidente Juan Manuel Santos para discutir o crescente número de refugiados no país, questões econômicas, e o apoio dos EUA aos esforços colombianos para conter a produção de coca e cocaína.

A viagem terminará na capital jamaicana, Kingston, no dia 7, quando Rex Tillerson encontrará o primeiro-ministro Andrew Holdness e a ministra de Relações exteriores Kamina Johnson-Smith para discutir segurança regional, energia, as reformas econômicas aplicadas no país.

Fonte: Sputnik News.com

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