Independência para Donbass (Novorussia)?


A mídia russa informou após a reunião de Trump-Putin em Helsinque, que uma das propostas do presidente Putin era organizar um novo referendo de independência monitorado internacionalmente em Donbass.

O presidente dos EUA, Donald Trump, pode estar aberto à possibilidade de reconhecer o referendo da Rússia em 2014 na Crimeia, que desencadeou uma crise em Kiev que levou aos ataques contra as regiões de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia, informou a Bloomberg.

O porta-voz da imprensa do Kremlin, Dmitri Peskov, recusou-se a comentar sobre esta questão específica, mas confirmou que o conflito na Ucrânia foi incluído na agenda de Helsinque.

O presidente russo fez um relato de seu encontro com Trump durante uma conferência com embaixadores e autoridades russas no Ministério das Relações Exteriores em Moscow, mas partes de seu discurso foram fechadas ao público.

Putin não discutiu a idéia do referendo na conferência de imprensa após a cúpula.

Na oportunidade da histórica cúpula de Putin e Trump em Helsinque, a mídia norte-americana está se esforçando para demonizar a liderança russa, incluindo a “proposta Donbass”.

Isso poderia significar o fim do projeto americano na Ucrânia, o fim dos acordos de Minsk e o reconhecimento oficial da autodeterminação do Donbass.

As repúblicas populares de Donetsk e Lugansk separaram-se da Ucrânia como resultado de referendos realizados em 11 de maio de 2014, nos quais 89% dos eleitores com 75% de participação em Donetsk e 96,2% dos eleitores de Lugansk com 81% votaram pela independência da Ucrânia e a formação de estados independentes.

Estes estados não reconhecidos resistiram à guerra travada pelo regime pós-Maidan Kiev, apoiado pelos EUA-OTAN-UE, há mais de quatro anos.

Um novo referendo internacionalmente reconhecido no Donbass significaria o fim do Segundo Acordo de Minsk, adotado em fevereiro de 2015, assinado pela Ucrânia, França, Alemanha e Rússia. Estipulou um pacote de medidas de cessar-fogo e reformas políticas destinadas a reintegrar as regiões de Donetsk e Lugansk com a Ucrânia, mas foi amplamente ignorado por Kiev.

Qualquer referendo livre levaria inevitavelmente a um Donbass independente, pondo fim à guerra de Kiev contra o Donbass – e toda a operação ocidental por trás dele.

O embaixador russo nos EUA, Anatoly Antonov, disse na sexta-feira no clube de discussão Valdai, em Moscou, que a Rússia ofereceu “propostas específicas para resolver essa questão”, mas não disse se incluiu um referendo.

Em Helsínque, o Presidente Putin apontou para um referendo de 2014 realizado na Crimeia. “Acreditamos que temos um referendo em estrita conformidade com o direito internacional”, disse ele. “Este caso está fechado para a Rússia.”

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Free West Media.com

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