“Kerch Incident” foi premeditado? Contratante militar dos EUA contratando pessoal para apoiar operações contingenciais classificadas na Ucrânia.


Um empreiteiro dos EUA acidentalmente revelou um destacamento de especialistas militares dos EUA nas zonas de combate na Ucrânia por meio de um anúncio de emprego no LinkedIn.

À semelhança do relatório do Atlantic Council sobre a independência dos países da Europa de Leste, bem como do encontro entre o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Pavlo Klimkin, a publicação surge dias antes da escalada no Mar de Azov.

A Mission Essential é uma empresa contratada pelo governo, que atende principalmente clientes de inteligência e militares. Começou como o fornecedor líder de serviços de tradução e interpretação do governo dos EUA.

O anúncio de emprego preventivo foi publicado em 16 de novembro e busca “candidatos lingüistas que falam ucraniano para fornecer serviços de interpretação e tradução de idiomas estrangeiros para apoiar Operações Contingenciais classificadas em apoio às forças armadas dos EUA na Ucrânia”.

O local formal de trabalho é Mykolayiv, na Ucrânia. A cidade portuária também é significativa, porque é onde as instalações navais “logísticas” dos EUA estão sendo construídas.

O anúncio também exige que os candidatos se encaixem na cultura e costumes locais, além de “a habilidade de lidar discretamente com a população local, se necessário”. O que significa simplesmente que o intérprete precisa ser capaz de esconder o fato de que ele não é um cidadão ucraniano, pelo menos em parte.

Sem surpresa, o indivíduo precisa ser capaz de servir em uma zona de combate “se necessário”, além de ser capaz de “viver, trabalhar e viajar em ambientes hostis, incluindo a vida e o trabalho em instalações temporárias, conforme dita a missão”.

Considerando repetidas alegações da liderança dos EUA de que os EUA não estão envolvidos no conflito na Ucrânia, a publicação da vaga é uma falha de segurança operacional da Mission Essential. A maioria das outras vagas postadas pela empresa são para analistas e vários cargos de lingüística e gerenciamento de projetos, quase predominantemente em diferentes instalações militares nos EUA.

É bem possível que esses especialistas ajudassem o pessoal militar dos EUA implantado nas ou perto das “zonas de combate” na Ucrânia – ou seja, no leste da Ucrânia, e como era esperado desde o dia 16 de novembro – no Mar de Azov.

Esta é outra peça que reforça a noção de que a “provocação da Rússia” no Mar de Azov foi de algum modo premeditada.

No entanto, parece também que os planos do presidente ucraniano, Petro Poroshenko, pareciam, pelo menos parcialmente, sair pela culatra. “Parcialmente”, porque ele conseguiu instaurar a lei marcial e dar outro passo em suas tentativas de adiar as eleições em 2019, assim “democraticamente” mantendo o poder e não permitindo que os cidadãos ucranianos votassem e, muito provavelmente, elegessem seu rival e favorecesse a candidata à presidência Yulia Tymoshenko.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: South Front

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