UE rejeita chamada da Ucrânia para enviar navios da OTAN para as águas da Rússia.


A Marinha Britânica e a Força Aérea escoltam os navios de guerra russos Almirante Kuznetsov e Pyotr Veliky nesta foto publicada pelo Sputnik.

Líderes europeus rejeitaram pedidos da Ucrânia por maior apoio contra a Rússia, depois que Kiev instou a Otan a enviar navios para águas disputadas com Moscou.

A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu à Ucrânia que seja “sensata”, a pedido do presidente Petro Poroshenko, poucas horas depois de a UE não ter chegado a acordo sobre novas sanções contra Moscou.

Na quinta-feira (29/11), Poroshenko pediu a membros da Otan, incluindo a Alemanha, que enviassem embarcações para o Mar de Azov para apoiar seu país depois que forças russas capturaram três navios ucranianos na costa da Crimeia.

“A Alemanha é um dos nossos aliados mais próximos, e esperamos que os países dentro da Otan estejam prontos para realocar navios para o Mar de Azov, a fim de ajudar a Ucrânia e garantir a segurança”, disse ele ao jornal alemão Bild.

Merkel aparentemente rejeitou o pedido de apoio militar.

“Pedimos também que o lado ucraniano seja sensato, porque sabemos que só podemos resolver as coisas sendo razoáveis ​​e por meio do diálogo, porque não há solução militar para essas disputas”, disse ela.

Ucrânia proíbe homens russos e pondera “ações espelhos”

Na sexta-feira (30/11), a Ucrânia limitou a entrada de homens russos entre 16 e 60 anos depois de impor uma lei marcial nas regiões de fronteira nesta semana.

“A partir de hoje, a entrada é restrita para estrangeiros – no primeiro caso, para cidadãos masculinos da Federação Russa de 16 a 60 anos”, disse o chefe do serviço de fronteira Petro Tsyhykal em uma reunião com Poroshenko transmitida ao vivo.

O parlamentar russo Frants Klintsevich disse que seu país não pretende proibir os homens ucranianos de entrar no país em uma resposta direta.

A Ucrânia também está considerando se vai responder em espécie com “ações espelhadas” à Rússia, disse a repórteres Ih Huskov, funcionário do serviço de segurança do Estado (SBU).

“Decisões estão sendo consideradas com relação à conduta de ações espelhadas apropriadas como uma resposta às ações do agressor”, disse Huskov.

PressTV-Rússia e Ucrânia participam do impasse do Mar Negro.
Forças navais russas e ucranianas se envolvem no impasse naval do Mar Negro à medida que as tensões aumentam entre os dois países vizinhos.

Autoridades russas prenderam 24 marinheiros ucranianos e apreenderam suas três canhoneiras no domingo, afirmando que elas invadiram deliberadamente suas águas territoriais no Mar de Azov.

Um tribunal russo na Crimeia ordenou que os marinheiros detidos e os navios permanecessem em prisão preventiva por dois meses até 25 de janeiro de 2019.

Alguns dos marinheiros já foram enviados a um centro de detenção em Moscou, disse um de seus advogados.

Dzhemil Temishev, um dos advogados dos marinheiros detidos, escreveu em um post no facebook na quinta-feira (29/11) que alguns dos marinheiros “estão sendo levados para a prisão de Lefortovo em Moscou”.

Outra advogada, Emine Avamilyeva, disse que eles foram “levados de avião” para Moscou.

Os marinheiros são acusados ​​de travessia ilegal de fronteira por um grupo de indivíduos agindo em conluio, ou por um grupo organizado, ou com o uso ou a ameaça de usar violência, segundo o advogado Aider Azamatov, que disse que pegarão seis anos de prisão se condenados.

As tensões, já altas entre Kiev e Moscou desde cerca de quatro anos atrás, entraram em uma nova fase após o incidente de domingo. Os dois países correm o risco de serem arrastados para um conflito mais amplo, em meio a pedidos ocidentais de mais sanções contra Moscou.

O presidente russo, Vladimir Putin, acusou Poroshenko de orquestrar a “provocação” naval no Mar Negro para aumentar sua popularidade antes da eleição presidencial do ano que vem.

Moscou também disse que os Estados Unidos estão incentivando a provocação entre a Rússia e a Ucrânia.

Turquia desempenha papel mediador

Na quinta-feira (29/11), o presidente turco, Recep Teyyip Erdogan, disse que Ankara poderia desempenhar um papel de mediação para aliviar as tensões e que ele “discutiu isso com os dois lados”.

Erdogan conversou por telefone com os dois presidentes na quarta-feira (28/11) e planejou trazer a questão para uma reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump na cúpula do G20 em Buenos Aires.

O presidente turco Tayyip Erdogan (direita) e seu colega russo Vladimir Putin assistem a uma cerimônia que marca a conclusão da parte marítima do gasoduto TurkStream em Istambul, em 19 de novembro de 2018. (Photo by AFP)

O chefe da ONU, Antonio Guterres, disse nesta quinta-feira (29/11) que está “muito preocupado” com a escalada, conclamando “ambas as partes a exercerem a máxima moderação e tomarem medidas sem demora para conter este incidente e reduzir as tensões”.

As últimas hostilidades também afetaram uma reunião planejada entre Trump e Putin, à margem da cúpula do G-20, com o presidente dos Estados Unidos convocando-o na quinta-feira (29/11).

O Kremlin disse sexta-feira (30/11) que a decisão de Trump foi lamentável. “Lamentamos a decisão da administração dos EUA de cancelar a reunião”, disse o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, a agências de notícias russas.

“Isso significa que a discussão de questões importantes na agenda internacional e bilateral será adiada indefinidamente.”

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Presstv.com

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