Porta-aviões dos EUA implantado em frente à Síria, para contrariar forças russas e iranianas no Oriente Médio.


Acompanhado por 10 navios de guerra, o porta-aviões USS Abraham Lincoln, na quarta-feira, 24 de abril, foi posicionado em frente à costa da Síria, em uma dramática demonstração de força contra a Rússia e o Irã. O efeito foi sublinhado pela revelação de fontes da Marinha dos EUA sobre a presença na ponte de comando da transportadora de ninguém menos que o embaixador dos EUA em Moscou, Jon Huntsman. Sua mensagem não precisava de comentários: “Quando você tem 200 mil toneladas de diplomacia cruzando o Mediterrâneo, esta é uma diplomacia de operação avançada – nada mais precisa ser dito”.

Não há precedente, mesmo nos anos da Guerra Fria entre a América e a Rússia Soviética, de um embaixador dos EUA sendo colocado em uma linha de frente contra forças russas e iranianas no Oriente Médio. O comunicado da Marinha dos EUA informou que o embaixador Huntsman estava inspecionando as operações de “9.000 tripulantes e fuzileiros navais e os 130 aviões de guerra nos conveses do Lincoln e de outros navios do grupo de ataque”.

Esta demonstração de força diplomática apoiada pelos militares dos EUA foi marcada para quinta-feira, 25 de abril, quando o presidente Vladimir Putin e o líder norte-coreano estavam prestes a sentar para sua primeira cúpula na cidade de Vladivostok, leste da Rússia. Esta reunião foi vista em Washington como o desafio de Putin ao canal de negociação nuclear estabelecido pelo presidente Donald Trump com o ditador norte-coreano.

O desdobramento do Lincoln na costa síria foi também a resposta do governo Trump aos três principais iranianos, o líder supremo aiatolá Ali Khamenei, o presidente Hassan Rouhani e o chanceler Mohammed Javad Zarif, que ameaçaram a América com uma dura punição pelas sanções que estavam bloqueando as exportações de petróleo.

Além disso, na quarta-feira, Moscou avisou aos separatistas ucranianos apoiados pela Rússia em sua batalha contra o governo central em Kiev que a burocracia seria removida do caminho de qualquer um daqueles combatentes que buscavam a cidadania russa. Isso foi visto em Washington como um meio passo para a anexação da Rússia de outra parte da Ucrânia depois da Criméia. O Departamento de Estado divulgou esta declaração: “A Rússia, através desta ação altamente provocativa, está intensificando seu ataque à soberania e à integridade nacional da Ucrânia”.

Na terça-feira, 23 de abril, DEBKAfile foi o primeiro a divulgar a notícia da chegada ao Mediterrâneo de duas companhias aéreas dos EUA e seus grupos de ataque – o USS Abraham Lincoln e o USS John C. Stennis, e relataram que estão operando com a Sexta Frota dos EUA em conjunto com as marinhas aliadas.


Autor: Diane Shalem

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Debka.com

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