Brigadas Al Qods do Irã e Hezbollah em alerta de batalha no dia anterior às próximas sanções dos EUA.


Na véspera do início das novas sanções americanas contra o Irã, em 2 de maio, o DEBKAfile relata intensos preparativos de guerra das unidades do Al Qods no Iraque e na Síria, e do Hezbollah no Líbano.

Os combatentes das Brigadas Al Qods do Irã desapareceram de suas bases regulares na Síria e no Iraque – quer tenham sido enterrados em esconderijos preparados ou espalhados por grandes espaços para evitar possíveis ataques. No Líbano, o Hezbollah, de acordo com as fontes militares do DEBKAfile, substituiu os veteranos comandantes de guerra de seus contingentes no sul do Líbano, em frente a Israel, por homens mais jovens, capazes de liderar as unidades que foram reformuladas em uma nova disposição mais móvel.

Dois passos adicionais por Teerã são revelados aqui:

  1. A Guarda Revolucionária (IRGC) cancelou os planos para implantar uma linha de mísseis de superfície no oeste do Iraque. O plano era desencadear um ataque de mísseis contra Israel, em coordenação com uma barragem paralela do Hezbollah no oeste da Síria e no Líbano. Existem pelo menos dois motivos para cancelar esta operação. Uma delas é a aguda escassez de fundos de Teerã, mesmo depois de cortar os salários de oficiais e homens que servem. O Irã também pode ter enfrentado oposição em Bagdá e sua relutância em deixar o Iraque aberto ao retorno americano ou israelense.

  2. As fontes exclusivas do DEBKAfile também revelam que o Irã suspendeu seu fornecimento de componentes de mísseis para os insurgentes houthis do Iêmen para que eles montem e arme com equipamento de orientação de precisão. Esta é uma boa notícia para a Arábia Saudita, já que significa que os houthis terão que reduzir seus ataques com mísseis de superfície contra as cidades do reino do petróleo, a fim de reservar o suficiente para seu próprio uso em batalhas decisivas. Mais uma vez, o Irã pode estar puxando suas buzinas porque está precisando de dinheiro. Teerã pode ter descoberto que, em sua atual situação financeira, não pode se dar ao luxo de preparar-se para uma escalada de guerra com os EUA e Israel e, ao mesmo tempo, manter sua assistência militar a seu aliado iemenita. Outra teoria menos otimista é a de que o Irã está juntando esses componentes de mísseis para uso próprio e o do Hezbollah, em preparação para grandes confrontos militares na Síria e no Líbano.


Autor: Diane Shalem

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Debka.com

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