:: 50 indicadores do imenso declínio econômico dos EUA em 2011.


Apesar de a maioria dos norte-americanos estar bastante furiosa com esta economia, a realidade é que grande parte deles continua a não ter ideia do quão intenso tem sido o declínio econômico do país Por Redação [13.02.2012 11h30]

Publicado no blogue The Economic Collapse.Traduzido por Sofia Gomes.

Apesar de a maioria dos americanos estar bastante furiosa com esta economia, a realidade é que a grande parte deles continua a não ter ideia do quão intenso tem sido o nosso declínio econômico ou quais os problemas que vamos enfrentar se não fizermos mudanças drásticas rapidamente. Se não educarmos o povo norte-americano sobre o quão mortal se tornou a economia dos EUA, então eles vão continuar a seguir as velhas mentiras que os políticos continuam a contar. “Ajustar” umas coisas não vai consertar esta economia.

De fato, precisamos de uma mudança profunda de direção. A América está consumindo muito mais do que aquilo que produz e a nossa dívida está explodindo. Se continuamos por este caminho, o colapso econômico é inevitável. Espero que os números loucos de 2011 que incluí neste artigo sejam suficientemente chocantes para acordar algumas pessoas.

Nesta altura do ano, muitas famílias juntam-se e na maioria dos lares, a certa altura, a conversa gira em torno da política. Espero que muitos de vós usem a seguinte lista como ferramenta para ajudar a partilhar com a vossa família e amigos a realidade da crise econômica dos EUA. Se trabalharmos juntos, conseguiremos que milhões de pessoas acordem e percebam que os “negócios de costume” resultarão no apocalipse econômico nacional.

Os 50 números econômicos de 2011 que são quase demasiado loucos para acreditarmos neles…

#1 48% dos Americanos são considerados como tendo “baixos rendimentos” ou vivem na pobreza.

#2 Aproximadamente 57% de todas as crianças dos EUA vivem em lares que se consideram de “baixos rendimentos” ou empobrecidos.

#3 Se hoje o número de norte-americanos que “queriam trabalho” fosse o mesmo que em 2007, a taxa de desemprego “oficial” do governo chegaria aos 11%.

#4 A média de tempo que um trabalhador fica no desemprego nos EUA é agora mais de 40 semanas.

#5 Uma sondagem recente descobriu que 77% das pequenas empresas dos EUA não planejam contratar mais pessoas.

#6 Hoje existem menos empregos pagos do que em 2000 apesar de termos mais 30 milhões de pessoas desde essa altura.

#7 Desde dezembro de 2007, a média dos rendimentos familiares diminuiu 6,8% depois da inflação.

#8 De acordo com o Gabinete de Estatística para o Trabalho, em dezembro de 2006, 16,6 milhões de norte-americanos encontravam-se em situação de auto-emprego. Hoje o número diminuiu para 14,5 milhões.

#9 Uma sondagem Gallup do início de 2011 revelou que aproximadamente um em cada cinco norte-americanos que têm trabalho consideram-se subempregados.

#10 De acordo com o autor Paul Osterman, cerca de 20% de todos os adultos têm empregos onde ganham salários ao nível da pobreza.

#11 Em 1980, menos de 30% de todos os empregos dos EUA eram de baixo rendimento. Hoje representam mais de 40%.

#12 Em 1969, 95% de todos os homens entre os 25 e os 54 tinham um trabalho. Em julho, apenas 81,2% dos homens nessa faixa etária trabalhavam.

#13 Uma sondagem recente revelou que um em cada três norte-americanos não teriam possibilidades de pagar a próxima mensalidade do empréstimo de habitação/renda se de repente perdessem o emprego.

#14 O Federal Reserve anunciou recentemente que o total do rendimento líquido dos lares desceu 4,1% apenas no terceiro trimestre de 2011.

#15 De acordo com um estudo recente do Instituto de Investimento Black Rock, a razão da dívida/rendimento pessoal é agora de 154%.

#16 À medida que a economia abrandou, o mesmo aconteceu ao número de casamentos. Segundo a análise do Pew Research Center, apenas 51% dos americanos que têm pelo menos 18 anos estão casados. Em 1960, 72% dos adultos eram casados. #17 O Serviço Postal dos EUA perdeu mais de 5 bilhões de dólares durante o ano passado.

#18 Em Stockton, California, os preços das casas caíram 64% desde o auge do mercado imobiliário.

#19 O Estado do Nevada tem a maior taxa de vencimentos de hipotecas (foreclosures) desde há 59 meses consecutivos.

#20 Se não acredita, o preço médio de uma casa em Detroit é agora de seis mil dólares.

#21 De acordo com o Gabinete dos Censos, 18% de todas as casas no Estado da Florida estão vazias. Isto representa um aumento de 63% nos últimos dez anos.

#22 O baixo ritmo de construção de novas casas nos EUA está a caminho de bater um novo recorde em 2011.

#23 Como escrevi anteriormente, 19% de todos os homens americanos entre os 25 e os 34 vivem com os pais.

#24 Nos últimos cinco anos, as contas de electricidade nos EUA subiram mais depressa que a taxa de inflação.

#25 De acordo com o Gabinete de Análise Económica, em 1980, os custos com os cuidados de saúde representavam 9,5% do consumo pessoal. Hoje, representam 16,3%.

#26 Um estudo revelou que cerca de 41% de todos os cidadãos capazes de trabalhar têm problemas com custos de saúde ou estão pagando uma dívida médica.

#27 Se é possível acreditar, um em cada sete norte-americanos tem no mínimo 10 cartões de crédito.

#28 Os EUA gastam cerca de 4 dólares em bens e serviços provenientes da China por cada dólar que a China gasta em bens e serviços provenientes dos EUA.

#29 Estima-se que o déficit comercial dos EUA em 2011 seja de 558 bilhões de dólares.

#30 A crise das reformas continua piorando. De acordo com o Instituto de Pesquisa dos Benefícios do Empregado, 46% de todos os trabalhadores norte-americanos têm menos de 10 mil dólares poupados para a reforma, e 29% têm menos de mil dólares.

#31 Hoje, um em casa seis idosos vive abaixo da linha federal de pobreza.

#32 Segundo um estudo recentemente publicado, os salários dos administradores executivos nas maiores empresas subiu 36,5% num período de 12 meses.

#33 Hoje, os bancos “demasiado grandes para cair” são maiores do que nunca. O total de ativos detidos pelos seis maiores bancos dos EUA subiu 39% entre 30 de setembro de 2006 e 30 de setembro de 2011.

#34 O seis herdeiros do fundador do Wal-Mart, Sam Walton, têm um rendimento líquido quase igual ao dos 30% de americanos mais pobres.

#35 De acordo com a análise do Pew Research Center aos dados reunidos pelo Gabinete dos Censos, a média do rendimento líquido dos lares liderados por cidadãos com 65 anos ou mais é 47 vezes mais alto que a média do rendimento líquido dos lares liderados por cidadãos abaixo dos 35.

#36 Se é possível acreditar, 37% de todos os lares nos EUA liderados por alguém abaixo dos 35 anos possuem um rendimento líquido de zero ou abaixo de zero.

#37 A percentagem de norte-americanos que vive na pobreza extrema (6,7%) é a maior registrada.

#38 A percentagem de crianças sem abrigo é 33% mais alta do que em 2007.

#39 Desde 2007, o número de crianças pobres no estado da California subiu 30%.

#40 Tristemente, a pobreza infantil está a explodindo pelos EUA fora. De acordo com o Centro Nacional para a Pobreza Infantil, 36,4% de todas as crianças que vivem naFiladélfia estão na pobreza. 40,1% das crianças que vivem em Atlanta estão na pobreza, 52,6% das crianças que vivem em Cleveland estão na pobreza e 53,6% das crianças que vivem em Detroit estão na pobreza.

#41 Hoje, um em cada sete americanos e um em cada quatro das crianças usam cupões de comida.

#42 Em 1980, as transferências feitas pelo goveno representavam 11,7% de todo o rendimento. Hoje, representam mais de 18%.

#43 Uns inacreditáveis 48,5% de todos os norte-americanos vivem num lar que recebe alguma forma de ajuda do governo. Em 1983, o número estava abaixo dos 30%.

#44 Atualmente, os gastos do governo federal representam cerca de 24% do PIB. Em 2001, representavam 18%.

#45 No ano fiscal de 2011, o déficit federal era de 1,3 trilhão de dólares. É o terceiro ano consecutivo em que o déficit ultrapassa o bilião de dólares.

#46 Se o Bill Gates desse toda a sua fortuna ao governo, apenas cobriria o déficit por cerca de 15 dias.

# 47 Incrivelmente, o governo acumulou uma dívida total de 15 trilhões de dólares. Quando Barack Obama tomou posse a dívida era de 10,6 trilhões.

#48 Se o governo federal começasse a pagar agora a dívida nacional ao ritmo de um dólar por segundo, levaria mais de 440 mil anos para pagar tudo.

#49 Desde o início da administração Obama, a dívida nacional tem aumentado a uma média de 4 bilhões de dólares por dia.

#50 Durante a presidência de Obama, o governo acumulou mais dívida do que o período entre a presidência de George Washington e a presidência de Bill Clinton.

Obviamente, no centro dos nossos problemas econômicos está o Federal Reserve. É uma máquina perpétua, destruiu quase completamente o valor do dólar e tem um registo terrível de incompetência. Se o sistema do Federal Reserve nunca tivesse sido criado, a economia norte-americana estaria em melhor forma. O governo tem de acabar com o Federal Reserve e emitir moeda não baseada em dívida. Seria um passo importante para restaurar a prosperidade dos EUA.

Durante 2011, fizemos muitos progressos ao educar o povo americano sobre os nossos problemas econômicos, mais ainda há muito para fazer.

fonte: www.revistaforum.com.br