Engenharia social: o “Cérebro Mundial” e a grande fraude da Wikipédia.



COMPARTILHE NA REDE SOCIAL |


O texto a seguir é um capítulo do extenso dossier “Infiltrados 2.0: A verdadeira origem de 15M e o complô de Podemos” (do blog La Verdad Oculta) cuja leitura recomendamos.

– 4.2. Engenharia social em escala global: O “Cérebro Mundial” e a grande fraude da Wikipedia.

O conceito de “World Brain” (“Cérebro Mundial”) tem sua origem num recopilatório de escritos e discursos oferecidos por H.G. Wells entre 1936 e 1938 sobre a idéia de construir uma Enciclopédia Mundial permanentemente atualizada que recolhesse e resumisse todo o conhecimento humano para servir de base para a educação e a aprendizagem de qualquer cidadão do mundo.

No mundo onde, segundo Wells, a redução das distâncias e a produção em grande escala tem feito do patriotismo, os Estados-Nacão, os grandes proprietários e a tradição uma ameaça para a espécie humana, faz-se indispensável apagar fronteiras e unificar de forma progressiva e bem planejada toda a Terra sob a direção de um Governo Mundial dirigido por uma casta de tecnocratas.

O “Novo Enciclopedismo” (o velho foi o de Diderot) é essencial se se quer construir a comunidade global tão desejada pela elite financeira e pelas universidades que desejam liderar a nova etapa tecnocrática do futuro.

O “Cérebro Mundial” faz referência a uma rede de centros distribuída por todo o mundo que deveria atualizar constantemente o conhecimento humano recolhido e concentrado numa grande Enciclopédia Universal (uma espécie de Wikipedia na versão oficial). Esta Enciclopédia, cuja língua seria o inglês, deve basear-se na evidência e resolver de forma científica todo tipo de discussão tais como “criacionismo vs. evolucionismo”. Todas as escolas e universidades do planeta ensinariam a seus alunos a partir da Enciclopédia, que também seria o ponto de partida para investigadores e cientístas de todas aspartes do globo. Desta maneira pessoas altamente capacitadas de distintos lugares, representativas de todo o pensamento e conhecimento humano, que antes estavam dispersas e descoordenadas poderiam trabalhar juntas de forma efetiva no desenvolvimento da sociedade e aproveitar ao máximo seu potencial, agora desperdiçado.

De fato, Wells insistiu na idéia de que semelhante Enciclopédia devia ser universal, permanenente e de disponibilidade quase instantânea, propondo para isso o microfilme como suporte

“Parece possível que num futuro próximo tenhamos bibliotecas microscópicas onde se poderá guardar uma fotografia de cada livro e documento importante do mundo, que estaria disponível para que a consultem os estudantes. (…) Os projetores baratos não oferecem dificuldades. A importância que isso tem para a forma material de uma Enciclopédia Mundial é óbvia. (…) Está próxima a hora em que qualquer estudante, em qualquer parte do mundo, poderá sentar-se com seu projetor em seu próprio estudo para examinar a vontade qualquer livro, qualquer documento, em uma reprodução exata.

Porém, só vamos mudar a palavra “projetor” por “computador”, então a visão de Wells resulta surprendentemente precisa. Sobre tudo se olharmos a outro fragmento no que parece estar falando de Internet

“Esta organização enciclopédica não teria por que estar concentrada em um só lugar; poderia ter a forma de uma rede. Estaria centralizada mentalmente, mas talvez não fisicamente. (…) Seus arquivos e suas salas de conferências seriam o núcleo de sua existência, a Enciclopédia imprescindível. Representaria o princípio material de um autêntico Cérebro Mundial.

Seriam extraidos uma série de livros de texto e enciclopédias de consulta menores e dicionários enciclopédicos para uso individual e casual. Esta é, em termos sensíveis, a essência do que lhes proponho. Uma organização de duas caras: por um lado, um compêndio e uma conferência perpétuos, e por outro um sistema de publicação e distribuição. Seria uma câmara de compensação para universidades e centros de investigação; desempenharia a função de uma camada cerebral para esses vasos linfáticos imprescindíveis. Por uma parte, esta organização estaría em contato direto com todo o pensamento original e a investigação do mundo; por outra, extenderia seus tentáculos informativos até todos os indivíduos inteligentes da comunidade: a nova comunidade mundial.

Seria criada assim uma conciência global, uma visão do mundo homogênea ao longo de toda a população mundial, uma espécie de “inteligência coletiva global” capaz de pensar todos com uma. Visto ingenuamente como uma janela aberta ao progresso da humanidade por muitos, na realidade se trataria o auge da globalização (sempre disfarçada de paz e amor); a monopolização do saber, a unificação mental.

Não é preciso dizer que há iniciativas como Open Access, promovidas pela Open Society de George Soros e com a qual colaboram diversas universidades de todo o mundo, respondem a semelhante fim: utilizar a ciência como ferramenta de engenharia social em escala global com o objetivo de acondicionar as mentes da população mundial até fins exclusivamente políticos.

Talvez vocês tenham visto o documentário “Google e o Cérebro Mundial” onde se expõe a tese de que o gigante da internet tratou de recriar esta utopia através do seu projeto de “Google Books“, um maquiavélico plano que foi abortado graças ao “herói” do documentário, Robert Darnton, conhecido como “o erudito que venceu a Google”… Pois bem, este tal Darnton é um “democrata liberal” que está diretamente envolvido na iniciativa Open Access impulsionada pela Open Society Institute de George Soros:

Isto significa que Darnton não deteve o projeto do Google para impedir que este acabasse culminando no “Cérebro Mundial”, senão mais bem ao contrário, o que temia era que Google se anticipasse ao seu próprio projeto de “Enciclopédia Universal”.

Falamos antes da Wikipedia como possível semente dessa “Enciclopédia Universal Permanente” sugerida por H. G. Wells. Pois de fato, o projeto da Wikipedia está sendo financiado por Soros e outros filantropos globalistas. No entanto, Jimmy Wales, a figura pública de Wikipedia, tenta dar ao mundo a impressão de que seu sítio web é uma entidade independente, na realidade é que a Fundação Wikimedia (The Wikimedia Foundation) da qual um de seus projetos é a Wikipedia, depende diretamente das doações de instituções como a Open Society Institute, a Fundação Ford ou mais recentemente, a Omidyar Network:

Relatório anual da Fundação Wikimedia, período de 2007/8– Wikimedia’s 07/08 annual report. (Ver página 20 do documento)

Informativo anual da Fundação Wikimedia, período de 2008/9– Wikimedia’s 07/08 annual report. (Ver página 10 do documento)

Também em 2009 a fundação filantrópica do criador do EBay, a Omidyar Network, anunciou uma subsídio de 2 milhões de dólares a Wikimedia Foundation prevista para ao menos os dois anos seguintes. A notícia também informa que “A Fundação Wikimedia também nomeou Matt Halprin, um sócio da Omidyar Network, como membro do Conselho.”

Talvez tudo isso ajude a explicar por que, apesar do que se diz que esta “Enciclopédia Universal” está sendo feita “por todos e por ninguém”, na realidade é que nenhum artígo da Wikipedia sobre a Primavera Árabe, o 15M ou o Euromaidan menciona que tais “revolucões” foram orquestadas por ONGs ligadas ao Imperialismo dos Estados Unidos e a diversas instituições globalistas. Por exemplo, o Informe Anual da Wikimedia do período 2010- 2011 reporta com orgulho:

“Em janeiro de 2001, poucas pessoas podiam imaginar a extraordinária influência que teria o que naquele momento era só um pequeno projeto impulsioado por uma grande idéia.

Mas dez anos mais tarde, nos encontramos no centro de um mundo de conhecimento livre, construído em torno de nosso projeto emblemático, a Wikipedia, que se converteu no mais importante depósito de conhecimento de criação coletiva da História.

Na atualidade, voluntários da Wikimedia de todo o mundo trabalham em mais de 280 idiomas para documentar a história de suas comunidades e culturas, o passado e o presente. Por exemplo, durante 2011, centenas de voluntários fizeram contribuições aos artígos sobre as revoltas da Primavera Árabe, captando uma das histórias mais importantes de nosso tempo a medida que se desenrolava.

(…)Ao longo do ano passado, mais de 500.000 pessoas contribuíram com a Fundação Wikimedia, que representaram o ingresso de mais de 23 milhões de dólares. Graças à vossa incrível generosidade e excessivo apoio e carinho que haveis mostrado à Wikipedia e seus projetos irmaõs, que permitiu o trabalho de quase 100.000 redatores ativos. Temos com vocês uma enorme dívida de gratidão.”

Se nos aproximarmos da seção “doadores” desse relatório, descobrimos que durante 2011 a Wikimedia havia recebido forte financiamento de instituições como a Fundação Ford, The William and Flora Hewlett Foundation ou a Omidyar Network:

Sobra dizer que muitas destas fundações que doam enormes fundos à Wikimedia são as mesmas que patrocinam a suposta “rede de blogueiros independentes” de Global Voices.

É significativo, igualmente, que Melissa Hagemann, principal administradora de programa da Open Society Institute de George Soros, se sinta atualmente no conselho assessor da Fundação Wikimedia, a cujo cargo está a Wikipedia. Do mesmo modo, Ethan Zuckerman (já o conhecem, o mesmo da MIT Medialab e Global Voices), é também membro do conselho assessor da Wikimedia desde sua formação em janeiro de 2007, ao mesmo tempo que mantem seu posto no Programa de Informação da Open Society Institute. Também Rebecca McKinnon, cofundadora de Global Voices junto com Zuckerman, forma parte do Conselho Consultivo da Wikimedia.

Assim se consegue criar, por um lado, o mito da Wikipedia como “Enciclopédia Democrática” onde qualquer pessoa pode contribuir em sua redação; enquanto que por outro, se consegue consolidar a narrativa Imperialista em assuntos “sensíveis” como a Primavera Árabe através de uma censura sutil semi-invisível, mas que na prática tem como resultado uma “Única Versão da História” que está sendo e será consultada por milhões de estudantes e universitários de todo o mundo. Uma versão sem dúvida falseada dos acontecimentos, mas que será o fundamento que se encarregará de modelar a Memória Histórica Coletiva -a conciência- da advinda comunidade mundial dos próximos decênios.

Com isso fica demonstrado que Soros, Omidyar e companhia jamais dão ponto sem nó, e que por trás de suas doacões através de suas “sociedades abertas” se acham sempre interesses encaminhados a estabelecer no futuro não tão distante um governo global.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Adversário Metapolítico

VISITE A PÁGINA INICIAL | VOLTAR AO TOPO DA PÁGINA