Será você um pateta com a mente controlada pela CIA?


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A expressão “teoria da conspiração” foi inventada pela CIA em 1964 para desacreditar os questionadores da versão oficial do assassinato de John F. Kennedy.

Você sorri quando ouve alguém questionar as narrativas oficiais de Orlando, San Bernardino, Paris ou Nice? Você se sente superior a 2.500 arquitetos e engenheiros, bombeiros, pilotos comerciais e militares, físicos e químicos, assim como antigos altos responsáveis do governo que levantaram dúvidas acerca do 11 de Setembro? Se você é assim, você reflete o perfil de um pateta com a mentalidade controlada pela CIA.

patetas

A expressão “teoria da conspiração” foi inventada e posta para circular no discurso público da CIA, em 1964, a fim de desacreditar os muitos céticos que contestavam a conclusão da Comissão Warren de que o presidente John F. Kennedy fora assassinado por um pistoleiro solitário chamado Lee Harvey Oswald, o qual por sua vez foi assassinado enquanto sob a custódia da polícia antes que pudesse ser interrogado. A CIA utilizou seus amigos nos meios de comunicação para lançar uma campanha a fim de tornar as suspeitas do relatório da Comissão Warren alvo de ridículo e hostilidade. Esta campanha foi “uma das iniciativas de propaganda de maior êxito de todos os tempos”.

Assim escreve o professor de ciência política Lance deHaven-Smith, o qual no seu livro Conspiracy Theory in Americar, publicado pela University of Texas Press e revisto por especialistas (peer-reviewed), conta como a CIA teve êxito ao criar na mente do público a estigmatização reflexiva e automática daqueles que contestavam explicações do governo. Este é um livro extremamente importante e fácil de ler, um daqueles raros livros com o poder de arrancá-lo da Matrix.

O professor deHaven-Smith pôde escrever este livro porque o original CIA Dispatch #1035-960, o qual estabelece a trama da CIA, foi obtido através de um requerimento ao Freedom of Information Act. Aparentemente, a burocracia não encarou um documento tão velho como sendo de qualquer importância. O documento está marcado “Destruir quando não for mais necessário”, mas por alguma razão não o foi. O Despacho #1035-960 da CIA é reproduzido no livro.

O êxito que a CIA teve ao estigmatizar a desconfiança às explicações do governo tornou difícil investigar Crimes de Estado Contra a Democracia (State Crimes Against Democracy, SCAD) tais como o 11 de Setembro. Com a mente do público programada para ridicularizar “lunáticos da conspiração”, mesmo no caso de eventos suspeitos como o 11 de Setembro o governo pode destruir provas, ignorar procedimentos prescritos, atrasar uma investigação e a seguir formar um comitê político para colocar a sua aprovação sobre a narrativa oficial. O professor deHaven-Smith nota que em eventos tais como o assassinato de Kennedy e o 11 de Setembro na investigação nunca são empregados os procedimentos oficiais da polícia.

O livro do professor deHaven-Smith apoia o que tenho contado aos meus leitores: o governo controla a narrativa desde o princípio ao ter a explicação oficial pronta no momento em que ocorre o SCAD. Isto faz de qualquer outra explicação uma “teoria da conspiração”. Este é o modo como coloca o professor deHaven-Smith:

    “Uma abordagem SCAD para memes [1] supõe mais uma vez que a CIA e outras possíveis agências participantes estejam a formular memes bem antes das operações e, portanto, memes SCAD aparecem e são popularizados muito rapidamente antes que quaisquer conceitos competidores entrem em cena”.

O êxito da CIA no controle da percepção pública, quanto ao que os nossos Pais Fundadores teriam encarado como eventos suspeitos envolvendo o governo, permite àqueles em posições de poder dentro do governo orquestrarem eventos que servem agendas ocultas. Os eventos do 11 de Setembro criaram um novo paradigma de guerra sem fim em prol de um mundo dominado por Washington. O êxito da CIA no controle das percepções públicas tornou impossível investigar crimes da elite política. Consequentemente, agora é possível ser responsável da política do governo dos EUA para a traição.

O livro do professor deHaven-Smith vai contar a narrativa do assassinato do presidente Kennedy por elementos militares dos EUA, da CIA e do Serviço Secreto. Assim como a Comissão Warren encobriu o Crime de Estado Contra a Democracia, o professor deHaven-Smith mostra porque deveríamos duvidar da narrativa oficial do 11 de Setembro. E de outras coisas que o governo nos conta.

Leia este livro. É curto. É barato. É preparação para a realidade. Ele o preservará de ser um americano idiota, indiferente e com o cérebro lavado. Estou surpreso por a CIA não ter comprado toda a edição e queimado os livros. Talvez a CIA se sinta segura com o seu êxito em lavar os cérebros do público e não acredita que a democracia americana e um governo responsável possam ser restaurados.

[1] Memes: idéia, prática social, conceito ou ação que se torna norma e é conscientemente repetido numa sociedade (termo cunhado por Richard Dawkins no livro “The Selfish Gene”, 1976)

Autor: Paul Craig Roberts

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: Paul Craig Roberts.org

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